Prólogo: Nova Ordem Mundial

Aldresh se levantou da cama para pegar um cobertor. Ele sentou na cama e bocejou: podia enxergar o bafo gelado saindo de sua boca.

– Que isto? – reclamou ele correndo para a janela do quarto de estalagem. Havia muita neve nos telhados, e diversos gritos: não eram gritos do Raqaleu, mas sim de desespero – Miner! – gritou ele acordando a namorada.

Miner despertou, sentiu o frio no quarto e estranhou. Havia algo errado, algo muito errado.

– Esta nevando! – exclamou Aldresh.

– Chame os outros – Ela saltou e pegou seu manto e cajado.

* * *

Simba avistou um grupo de guerreiros chegando. Eram menores que uma centúria, mas possuíam um porte temível. Maiores que Morlochs, mais fortes, e com armaduras grossas e escamosas. Seus elmos pareciam cabeças reptilianas. Ele gritou para o colega ao lado, Malesstrizzis.8A8BE685-1274-4BE0-A3A5-E541393B4003

– São reptilianos? – questionou Simba pegando o arco com a flecha de aviso.

Malesstrizzis olhou e se colocou rapidamente em alerta, aquele gesto fez o arqueiro ficar temeroso.

– Temos que sair daqui – gritou o lagarto.

Simba disparou a flecha para avisar o forte. Os portões foram cerrado por Briston, mas isto pouco importou quando eles abriram as asas e voaram.

* * *

Já durava duas horas a batalha de Claymor contra os soldados draconianos. Eles eram terríveis em combate, imativeis e para muitos eram conhecidos como imortais. Mas os claymornianos eram conhecidos por derrubar grandes exércitos e aquilo se repetia.

Wesnayke observava as falanges de Oberyan arrebentando a frente. Os arqueiros de Itilia derruavam todos que buscavam sobrevoar o céu do combate. Era questão de tempo para que eles vencessem mais uma guerra.

– Até quando estes idiotas vão insistir em atacar Claymor – ele gargalhou.

O sol estava começando a nascer, mas junto com ele surgiu uma gigantesca criatura alada: Dragão Vermelho.

Wesnayke sorriu e fez sinal para seus soldados. Rapidamente eles apertaram sua armadura, e uma menina trouxe sua espada. Ele a retirou da bainha e viu a lamina milenar de Claymor.

O dragão sobrevoou as centúrias jogando seu bafo de fogo, mas os soldados Não se assustaram e se protegeram com os escudos em uma formação perfeita. O Dragão voltou e buscou descer as garras, mas lanças foram jogadas e o gigante lagarto foi obrigado a voltar para o alto.

Do alto ele balançou as asas para que os soldados vissem sua imensa grandiosidade, mas eles permaneceram na formação. Wesnayke tomou a corneta e os soldados marcharam em sua direção e as flechas dos arqueiros de Itilia voaram na sua direção. Ele voou para recuar, mas o objetivo dos arqueiros não eram atingi-lo, mas sim fazê-lo chegar aos muros de Claymor.

A corneta novamente.

O dragão se voltou para o som e viu Wesnayke de armadura prateada montado em um grifo. O guerreiro passou cortando o Dragão no rosto, sangue jorrou e os soldados de Claymor bateram os escudos. O dragão se irritou e voou para ganhar altura e voltar para cima de Wesnayke, que agora estava bem abaixo.

O guerreiro nao se intimidou e voou com o grifo para cima. O dragão descia vindo em sua direção, quando os escudos alinhados dos claymornianos tiveram suas capas de couro removidos e o sol refletiu em suas tampas. Os olhos da criatura foram cegados e Wesnayke cravou a espada na asa esquerda, desmontou do grifo e desceu rasgando-a como se fosse uma cortina velha.

O dragão caiu no chão ferido. Os soldados o cercaram e jogaram lanças que o machucavam na assa direita. As flechas do arqueiros o acuavam para dentro do pátio de Claymor e rapidamente ele se rendeu aos claymornianos.

Wesnayke surgiu do meio de suas centúrias girando a lamina de Claymor.

– Claymornianos nao fazem prisioneiros – disse o rei.

– Meus irmãos irão acabar com voces – advertiu o dragão.

– Receberei eles com um tapete novo então – gritou Wesnayke girando a espada e cortando o rosto do monstro.

* * *

Uramant não possuía asas. Era um dragão branco milenar. Gostava de escalar grandes construções e ver seus inimigos do alto para fazer uso de sua carcaça congelada. Ele observava os draconianos dominando os alisienses com facilidade. Escolhera Trindade por causa do Raqaleu, havia muitos turistas e a possibiliade de fazer prisioneiros importantes era grande.

Ele avistou a bruxa Miner jogando sua magia em seus soldados. Ela devia ser detida, nao imaginava ter que lutar contra ela tão cedo. Mas se ele a derrotasse, nada poderia lhe impedir.

– Bruxa – gritou ele do alto do moinho. Ele a espreitava com sorrindo e mostrando os dentes gélidos.

– Dragão! – disse ela apontando o cajado, ela jogou uma bola de fogo e ele apenas fechou os olhos e a recebeu no rosto – Maldição!

– Magias fracas não funcionam comigo – ele riu – Se surpreenderia com o numero de magos que começam jogando bolas de fogo em mim.

Miner suspirou, ergueu o cajado e disparou um raio forte, mas agora o dragão ergueu o corpo e deixou a magia atingir sua barriga, o raio refletiu e bateu em uma estalagem a desintegrando. Miner arregalou os olhos, vendo que matara centenas de pessoas. Seus olhos ficaram mareados e o dragão resolveu aproveitar o momento.

Uramant esticou o longo pescoço e soltou um bafo gelado. Não era uma baforada destruidora, apenas congelante; Miner se tornou uma estatua de gelo.

Aldresh gritou, mas foi segurado por Adina.

– Vem – disse ela – Precisamos de um plano.

Uramant olhou para a maga e a pegou com a ponta dos dedos como quem ganhou um novo brinquedo. Ele abriu o telhado do moinho e a guardou.

– Esta ficara no centro da minha coleção – ele riu.

* * *

Silvik lutava coordenando seus recrutas. Sentiu falta dos amigos, mas não podia falar isto, tinha que dar moral para quem estava ao seu lado. Ele colocou o lagarto para fazer a função de Endon, ele era hábil com os sabres. Gaby Barezade lutava no lugar de Hikan, ela protegia bem com o escudo e aguentava o tranco mesmo muito nova. Mas ele sentia falta do Stillgar Lunar.

– Silvik – gritou Cegalia para que ele se atentasse ao combate.

– Estou vendo – respondeu ele jogando o corpo sobre dois oponentes e cortando um terceiro ao meio – Temos que encurrala-los!

Cegalia viu o flanco, mas isto isolaria o guerreiro dos demais.

– Não se preocupe! – gritou ele piscando.

Cegalia fez sinal de positivo. Ela gritou para Magra e Kalliel. Os dois protegeram seu avanço e a amazona saltou dando uma rasteira no primeiro, o draconato caiu, e Magra desceu o machado no seu crânio. Cegalia se levantou rasgando a cintura de três oponentes. Eles recuaram apertando os ferimentos, e ela jogou o escudo na cabeça de um deles. Uma corrente presa ao bracelete o mantinha preso a amazona, e ela girou a corrente para acertar todos em sua volta. O escudo ia batendo no rosto das criaturas lhes atordoando, enquanto Vorik e Kalliel aproveitavam para finaliza-los.

Silvik viu o avanço de Cegalia e passou a lutar sem se preocupar, mas logo viu que estava muito no meio do combate. Antes que ele pudesse se dar conta o chão tremeu, e abriu-se um buraco surgindo um dragão marrom. Silvik o cortou, mas sua pele era grossa como pedra e sua espada apenas o arranhou. O dragão agarrou o guerreio com as duas maos e o engoliu para dentro da terra.

– Cegalia – gritou Jirga apontando para o buraco.

Cegaia viu Silvik sumindo. Os draconato sucumbiam, mas o grande Silvik havia sido levado. Era uma golpe duro para eles.

* * *

Digarom recebia os relatórios: Alisios, Azuleno, Dræma, Guelrom, Hal-Has, Helenary, Illiguerd, Melgorona, Semlya, Takash, Tapsa, Trindade, Usgar, Uthera e agora Estengard. Quinze reinos tomados pelos dragões.

Apenas Laphomy do paladino Calacius, Riornia de Advenne Chamouth, Claymor de Wesnayke e Lamormy de Solipse Tahohas conseguiram vencer.

Calacius havia derrotado a dragoa Verde Malistas a Venenosa.

Solipse havia derrotado seus três filhos. Mas a maldita possuía o cajado dos dragões prateados. Ela vencera seus filho, mas eles levaram quatro de seus seis dragões.

Advenne o maldito havia matado Urtamon com apenas uma palavra. Este mago era muito poderoso. Urtamon era um poderoso dragão azul que poderia ser muito útil. Era lamentável.

Digarom se sentou no trono gigante de Estengard. Onde ele não se sentava há dois mil anos.

– Estengard será nossa base – disse Digarom – Daqui eu coordenarei os novos ataques e os sítios dos quinze reinos. Não menosprezem nossas vitórias. Elas são significativas.

Os demais dragões concordaram. Tanar se adiantou.

– Uramant capturou Miner – disse ela feliz.

– Esta é uma ótima notícia – falou Digarom coçando o queixo com espinhos – Mantenham esta noticia apenas para os dragões. Nao quero que Akille saiba. Aliás, notícias da bruxa vampira?

– Não – disse Tanar – Ela não é vista desde a luta contra Miner. Acho que morreu.

– Eu ainda sinto a não-vida dela – comentou Digarom – Vamos aguardar. Temos que tomar cuidado. Preciso destruir Akille e Taiqilles mas não quero ser usado para limpar o caminho de outro.

Tanar acentiu e saiu para tomar suas providencias. Nos seus aposentos ela mandou seus asseclas sairem. Olhou para as frutas deixadas. Eram tão pequeninas. Ela pegou, abriu a gaiola e colocou para sua mascote.

– Coma criança – disse Tanar olhando Myskara despertando.

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Tanar de Myskara

* * *

Akille olhava a chuva do alto de sua torre. Havia tomado aquela Torre a um mês, e deixara apenas Taiqilles sabendo de seus planos. Ordenou que o caçador de dragões fosse ver como seus novos “lacaios” estavam indo em Estengard.

Ele havia liberado os Morlochs. Vampiros, nada havia dado certo. Era preciso recrutar, ele não confiava nos dragões, mas era possível confiar nos humanos: Taiqilles havia tentado recrutar seus familiares como era esperado e agora ao pé de sua torre estava Nailine com seus amigos, incluindo Carla. Ele pegou e pedra, ele estava criando um império e de que adiantaria isto se nao tivesse uma herdeira.

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Prólogo:

Illeandro trouxe mais uma rodada de cerveja para o grupo. Carla fez uma careta, já não aguentava mas beber. Naylline riu da criança e assumiu o copo da amiga logo que terminou o seu. Illeandro e Dalmerith ficaram surpresos.

Dalmerith viu a comemoração dos demais e suspirou. Illeandro percebeu.

– Que há? – perguntou para o amigo.

– Esta comemoração, toda esta encenação de vitória, mas Akille está vivo ainda – desabafou Dalmerith – E meu avô não…

Illeandro olhou para Carla que não tinhas boas palavras para falar.

– Vamos atrás dele então – disse Naylline bebendo o final do copo de Carla – Vamos pegar o desgraçado nos quatro.

– Você está louca? – argumentou Illeandro.

– Silvik iria nos matar! – comentou Dalmerith.

– Eles não vão estar lá para nos sempre – comentou Carla – E eles também começaram com a nossa idade. Acho que temos que tentar.

– Vocês estão falando de pegar só o cara mais poderoso do mundo – disse Illeandro.

– Elas estão certas – concordou Dalmerith – Acho que chegou a hora de deixarmos de ser as crianças e assumir a dianteira dessa historia.

 

Miner riu de uma piada feita por Dreshylin e espiou a mesa do sobrinho. Eles pareciam confabular algo. Aldresh encostou o copo na nuca dela, fazendo arrepiar.

– Solta o cordão umbilical – disse Aldresh.

– Ele não é meu filho só…

– Hoje vamos comemorar – pediu Aldresh – Miner?

70 dias pensou ela.

– Está certo – ela sorriu.

Miner bebeu mais um copo de chop e nem percebeu a partida dos quatro.

* * *

Ninighth foi o último a chegar no Abismo Desfalecido. Ele guardou as asas, foi cumprimentado por todos, e deixou um pouco de gás sair da sua narina esquerda.

– Seja bem vindo Ninighth – saudou o dragão vermelho Digarom.

– Vejo velhos inimigos do clã glacial – Ninighth apontou a garra para os seis dragões brancos presentes – Do clã da Tempestade – falou dos azuis que eram nove – Dos Lamaçais – Os Marrons, verdes e Amarelos que eram quinze – E do clã real – falou referindo-se aos vermelhos que eram 23 – Mas sou o único que representa dos Noturnos. E isto graças aos teus irmãos Digarom.

Os vermelhos se agitaram desafiando o único dragão negro.

– Profira teu veneno Ninighth – desafiou Tanar de Myskara, a vermelha – És apenas um venenoso dragão arrogante! Sempre houve guerra entre os dragões, os humanos foram hábeis em usar isto contra vos. Apenas alguns de nós foram mais astutos que outros.

Ninighth riu, irritando-a, parecia não ser afetado pela provocação.

– Os tempos são outros – comentou Digarom – Precisamos nos unir e a sua necromancia pode nos ajudar em muito nesta guerra.

– Ninighth – disse Uramant barriga de gelo – Juntos somos fortes. Sozinhos somos fracos.

– Engraçado isto – desbochou o negro – Desde que escapei para o exílio, tenho vivido uma ótima vida – ele olhou para a asa esquerda que ainda doía devido ao ferimento da A’Drake lance – Os humanos pararam de me caçar, eu atravessei mais vinte décadas ferido, mas vivo.

– Os humanos não lhe caçam por conta da aberração – disse Tanar – Necromante!

– E eles não te caçam por que fizestes um acordo com Taiqilles a custo de nossas escamas.

Houve um silencio.

– Creio que isto é um não? – questionou Digarom.

– Aceite que pelo menos não irei me aliar a escória humana – Ninighth voou muito rápido.

– Não precisamos dele – comentou Naratia amarela.

– Pior que precisávamos – falou Digarom – Com ele não precisaríamos nos preocupar com Akille e Taiqilles.

– O que faz dele tão especial? – perguntou Tanar.

– Somente o bafo acido de um dragão negro pode destruir a pedra Shuoa.

Prólogo: Raqaleu da Paz

O Raqaleu de Trindade era famoso em todo continente. E após uma longa guerra ele era mais do que comemorado. Aldresh havia reservado um andar inteiro para comemoração. O mestiço discutia com Abel sobre o próximo jogo de Boleta:

– Os Lobos Azuis jamais perderam para os Tubarões de Semlya – comentou Aldresh.

– Vocês vem de duas derrotas, este ano ganhamos o mundial – falou Abel convencido de que os Javalis Amarelos ultrapassariam o time de Aldresh na penúltima rodada.

– Sem chance – falou Aldresh sacudindo Endon – Fala para ele.

– Não gosto de boleta! – resmungou Endon tomando vinho e abraçando Elissa – É perda de tempo.

Aldresh e Abel riram debochando. Miner estava voltando conversando com Harshepu.

– Querida – chamou Aldresh – Lobos contra Tubarões?

– Tubarões – disse ela – Qualquer time menos o Lobos – Ela subiu na cadeira – Vai Fenix!

– Você torce para os pássaros vermelhos? – perguntou Aldresh desiludido ao descobrir que a noiva torcia para o maior rival.

– Querido, eu tenho uma bandeira de três metros.

Os dois continuaram a discutir. Endon riu para Hikan: – Agora isto vai longe – Stillgar nem quis comentar, pois os Garças de Lamormy haviam sido rebaixados no último campeonato.

– Acho que podemos fazer um brinde – pediu Hikan batendo com o garfo nas taças.

Endon fez sinal de silêncio. Abel tocou um pedaço de uva na cara de Aldresh que fechou o semblante depois sorriu. Miner o abraçou. O paladino viu todos o observando: Endon e Elissa a sua frente. Stilgar e Rarossu ao lado de Harshepu. Silvik com Jirga. Abel Dimitriel sentado no canto. Carla e Dalmerith do outro lado, juntos com Illeandru e Naylline. Todos comemorando o fim da guerra. Os vampiros de Myllis já não eram mais uma ameaça, os Morlochs fugiram para Apotreck, e agora era uma questão de tempo para prender Akille Chamouth.

– Gostaria de propor um brinde as vitórias de nossos aliados. O que conquistamos, e o que perdemos – falou olhando para Dalmerith que baixou a cabeça lembrando do avô.

Todos brindaram e comemoraram o resto da noite.

* * *

A verdade era muito maior do que ele imaginava. Taiqilles nunca vira como o mundo deveria ser verdadeiramente. Mas a pedra Shuoa o havia guiado para o seu destino. Ele pousou o grifo a frente do vulcão e viu que Akille se aproximava com o seu hipogrifo.

– É aqui – falou Taiqilles.

Akille parou ao seu lado. Havia uma grande torre com o emblema dos A’Drakes. O homenzarrão Marzus saiu. Ele encarou Akille com ferocidade, mas Taiqilles fez sinal de negativo.

– Irmão – gritou Marzus – Por que trazes este traidor aqui!

– Calma Marzus filho de Prandon – pediu Akille olhando o homem de três metros – Venho em paz.

– Marzus – disse o Taiqilles – Você precisa ver a verdade.

Taiqilles pegou a pedra Shuoa e a colocou a frente do seu escudo, este se tornou purpura e os olhos de Marzus brilharam.

– Entenda irmão – disse Taiqilles – Nós estivemos errados todos estes anos. Não devemos exterminar os dragões, nosso destino é dominá-los.

– Dominá-los – disse Marzus como hipnotizado.

– Sim – disse Akille sorrindo – Eu preciso ve-la agora! – pediu.

Marzus e Taiqilles o guiaram até ela:

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– Isto é melhor que vampiros…

 

Prólogo

Flechas sobrevoaram o centro de Napoesh. Os Morlochs caíram frente ao exército de Lucas Barezade. O próprio, coordenou uma ofensiva de vinte cavaleiros montados em hipogrifos. As fileiras de Morlochs foram dizimadas imediatamente. Lucas cruzou o céu e pairou no alto fazendo sinal para seus cavaleiros alados.

– Aguardem! – pediu ele.

Alejandra e Abel Dimitriel entraram pelo flanco trazendo duas centúrias. O aço das armaduras e a batida das lâminas nos escudos faziam o chão tremer. Alejandra ergueu a espada e um raio caiu do céu e queimou dezenas de morlochs, os deixando fora de posição. Abel gritou e seus soltados entraram no meio da horda, dezimando-a quase por inteira. Lucas aproveitou para atacar por cima e imediato uma reorganização.

Um Morloch chamou reforços da colina, mas os reforços estavam ocupados lutando contra as amazonas de Carolyn. E naquela tarde os Barezades Dimitriels derrotaram os Morlochs em Napoesh.

* * *

Grastus erguia a mão apontando os homens que ele desejava em seu exército. Cada escolha era sentida com amargura pelo povo riorniano. Grastus levava homens de Riornia para morrer na guerra dos Morlochs e mulheres para satisfazê-los.

– Este – disse Grastus – Agora vamos ver as mulheres.

– Comece comigo – disse Aradiana saindo do meio da multidão e enfiando a espada curta por baixo da virilia do Morloch que caiu agonizando.

Os morlochs avançaram em socorro de seu general, mas as flechas de Pericles acertaram os dois primeiros. Uma rebelião começou e os soldados de Luthenkall tomaram a cidade em instantes. Os Morlochs tocaram a corneta de socorro, Aradiana fez sinal para Pericles que disparou uma flecha de aviso para o alto.

Advenne viu do alto da torre a flecha de Pericles. Ele jogou um meteoro no meio da centúria de apoios dos Morlochs. A torre se abriu e a cavalaria de Rufere entrou destruindo o que restava. E naquela tarde Chamouths e Luthenkall tomaram Riornia.

* * *

Derrotas no centro e no sul. Os planos de Kille não estavam dando certo. O sol da meia noite havia abatido as forças de Myllis e Ayllis estava desparecida. Ele perderá Wynfer, mas Anel de Ferro retornará com um novo aliado: Cabriel Tahohas.

– Talvez uma retirada – comentou Anelac.

– Retirada para onde! – Kille estava zangado.

Saturway sentou em seu colo e beijou Kille com sensualidade. Anel de Ferro e Cabriel ficaram desconfortáveis com a cena. Ela sorriu, piscou para eles e falou algo ao ouvido de Kille.

– É uma ótima ideia – sorriu Kille.

* * *

Castelos A’Drake.

Taiquiles olhava para o reflexo no espelho. Ele sentiu a presença maligna.

– És um tolo de vir sozinho até aqui – disse sarcástico.

– Talvez – Kille derrubou a espada Shuoa no chão, os olhos de Taiquiles foram hipnotizados imediatamente – Talvez tua arrogância lhe tenha tornado fraco demais. Ficastes anos lutando contra dragões e gigantes, mas esqueceu que o maior inimigo de um homem…

– É outro homem…

* * *

Nove soldados observavam Wesnayke enquanto este jantava. Ele se deliciava com muita carne e mal havia tocado nos outros dezenove pratos. Era uma variedades de pratos, sendo que uma deveria incluir carne de javali. E esta exigência era a única que era consumida pelo ele. As demais eram jogadas no lixo, uma vez que a comida de um rei não poderia servir um plebeu.

Tricinia entrou no salão e viu o irmão glutão comendo. Ele havia engordado dezoito quilos desde que se tornará rei.

– Tenho medo de um dia chegar em Claymor e você ter devorado o povo – debochou ela insolente.

– Se o tempero for bom – respondeu ele sorrindo.

– Barezade, Dimitriel, Chamouth e Luthenkall – citou ela – Todos estado combatendo Akille e Myllis.

– Eles estão se aproveitando das vitórias do forte Nahi e da bruxa Miner.

– Pelo menos Eles estão fazendo algo! – gritou a paladino de Onajara.

– O que queres que eu faça irmã? -perguntou Wesnayke realmente querendo uma resposta. Ele sempre almejou sentar ao trono, mas a realidade não parecia nada satisfatória. Havia muitas responsabilidades.

– Você deve estar brincando comigo? – disse ela saindo.

– Tricinia – chamou e ela não respondeu – Que se foda, vadia – ele voltou a comer.

* * *

A tempestade era muito forte em Semlya quando Prislla chegou. Ela tirou o véu de luto e cumprimentou o dono da estalagem.

– O senhor tem quantos quartos? – perguntou o guardião dela.

– Doze. Estão todos vagos, mas eu indico o número nove – respondeu o dono da estalagem.

– Ela ficará com o nove, mas queremos locar os outros doze. Seus serviços não são necessários também – ele largou diversas peças de platina.

– Isto é mais que um ano de alta temporada -se espantou ele.

– Vamos ficar apenas duas  noites – respondeu Prislla, Se encaminhando para o aposento nove.

Ela fechou a porta e se sentou na cama. Ficou lembrando de Cahethel, de Rhan. Perdera os dois nesta guerra. Temia que o ódio de Myllis se voltasse contra seus filhos Kalliel e Nistara. Aquele no podia ser ele, não era o protetor que ela conhecerá. Desde a maldita luta entre Myllis e Endon ela não reconhecia mais o guardião de sua família.

– Mylady – falou o seu protetor batendo à porta – Ele chegou.

– Mandeo entrar.

Prislla ajeitou o cabelo e olhou para a porta se abrindo e Akille Tahohas entrando.

– Espero que eu não tenha vindo perder meu tempo – disse ele.

Ela retirou a pedra de Isabel e mostrou para o mago.

– Pode destruir todos, ou acabar com o continente, não me importo – disse ela – Apenas poupe meus filhos.

Ele sorriu.

 

 

Prólogo: A Colecionadora

Os asseclas entraram no templo empunhando suas lanças de gelo. De maneira coreografada eles se enfileiraram e fizeram um túnel de lanças. A elfa Adelle passou pelo túnel gelado, arrastando seu vestido branco azul cravejado de diamantes.

Os soldados do templo tremiam ao olhar a arquimaga. Verth dyn Maylens gritou para os arqueiros. Eles dispararam suas flechas de ponta farpada, mas antes de chegarem neles um ar gelado as congelou, fazendo com que caíssem ao chão.

– Última chance de se renderem – falou Adelle para Verth.

– Lanças – gritou Verth e seus homens ficaram em formação com escudos e lanças a frente.

– Inferno de Gelo!

O ar se tornou rarefeito e a temperatura despencou. Alguns homens caíram no chão com hipotermia. O sangue congelava insuportavelmente. Os que resistia não conseguiam se movimentar com mobilidade, devido as juntas congeladas. E a maioria que conseguia se movimentar, escorregava no chão liso e gelado.

Os asseclas de Adelle começaram a patinar no chão congelado, e com estrema agilidade começaram a empalar os soldados de Verth.

Dois asseclas surgiram na frente de Verth, ele estava tentando se manter de pé, e viu a lança do ofensor vindo em seu peito, mas ela foi desviada por uma espada. Do absoluto nada surgiu uma menina de cabelos azuis, olhos vampíricos e armadura dourada, ela aparou a lança com uma espada curta e enfiou a longa na garganta do assecla.

Rapidamente ela sumiu da visão deles. O templo se tornou escuro em um apagão de um segundo. Neste intervalo um assecla havia sumido. Ele se olhavam para todas as direções procurando-a, mas ela parecia ser um fantasma.

– Danlina – disse Adelle olhando para a filha.

– Meu nome é Elleda – disse ela enquanto duas cópias dela surgiam e empalavam outros asseclas.

Um grito de um dos asseclas e este foi puxado para o teto. Outro mais afastado sumiu e seus gritos de horror desconcentravam os seus amigos.

Os asseclas eram emboscados pela furtividade de Elleda que surgia e desaparecia. Ela era furtiva, se teleportava e ainda era capaz de se multiplicar no combate. E trabalhava muito bem o medo em seus inimigos.

– Que espécie de ser é esta menina? – perguntou um dos soldados de Verth.

– Ela é uma planedarilha – explicou Verth – Uma andarilha de planos.

Adelle puxou seus sabres de gelo e se jogou para pegar Elleda, mas ela era muito rápida, e desaparecia a cada golpe errado da maga. Adelle lançou um magia congelante,  as Elleda usou seus talentos para dissipa-la.

– Suma daqui Danlina – pediu Adelle – Atordoe!

– Suas magias de comando Não funcionam contra mim mamãe – ela chutou Adelle pelas costas e uma de suas cópias abriu um cristal – Boa noite.

Adelle foi aprisionada no cristal. Elleda olhou o cristal com sua mãe e uma energia dourada escreveu o nome Adelle na pedra.

– Você ficou muito tempo fora -comentou Verth.

– Estive em outros planos procurando algo para prendê-la

Ela guardou o cristal junto com outros dois. Verth pode ver os outros nomes: Vecna e Sauron.

– Nunca ouvi falar deles -falou Verth.

– Por que você tem sorte – disse ela dando as costas e saindo do templo.

 

Resumo Sessão XI

Endon e Hikan olhavam para o corpo sem vida de Dalmerith. Carla chorava abraçada ao seu corpo. Silvik consolava Illeandro, enquanto Stillgar comentava com eles sobre o que estavam prestes a fazer.

– Pense bem Hikan – disse ele apontando para Dalmerith – usar a pedra pode salvar o garoto mas a que custo? Esta pedra pode me salv… digo pode salvar muitas vidas no futuro. Estarias disposto a perder um item poderoso por uma vida apenas?

– Dalmerith vivo pode salvar mais vidas do que nós – disse Hikan – Estamos lutando para o futuro do mundo. Mas vamos precisar de líderes neste futuro.

– Dalmerith evoluiu muito – comentou Endon – ele tem o carisma do pai, mas o coração de um verdadeiro líder, seria o tipo de rei que eu seguiria.

– Não acredito que estamos discutindo isto – disse Stilgar saindo dali.

Hikan olhou para Endon. O andarilho tirou todos do quarto e ficaram apenas os dois e Harshepu.

Do lado de fora Illeandru abraçou Carla. E juntos eles rezaram.

* * *

Saladrius observava duas camponesas que lutava para tirar o arame farpado de uma ovelha. O velho vampiro já sentia o sangue delas pulsando. Quando estava prestes a pular na primeira, um brilho estourou no céu: um Sol a meia noite.

Salarius virou cinza e centenas de outras criaturas da noite também.

* * *

– Morra – disse Miner matando o Vrikolaka que tirará a vida de seu sobrinho.

Ela olhou para suas mãos. Tanto poder e não podia salvá-lo. Tanto poder e ela se sentia impotente. Ayllis não era o problema era preciso matar a fonte do poder, destruir Ixchel.

Miner voou para o céu e explodiu. Se tornou um grande Sol e acabou com a noite.

* * *

As baixas eram tantas que Myllis não sabia o que fazer. Estava sendo caçado por Aldresh, Adina e Dreshylin e agora havia perdido todos os seus guerreiros imortais.

Ele sentia a voz de Akille. Ele sabia o próximo passo, era preciso recuar e atacar os pontos fortes. Myllis chamou seus parentes dyn Kayllis e solicitou a mudança. Era hora de se esconder em Trindade.

* * *

Dalmerith acordou, nem teve tempo de se recuperar e Carla já pulou sobre ele. Endon e Hikan se cumprimentaram felizes. A pedra de Amabel perdeu muito do poder, mas havia válido a pena. As diferenças entre o paladino e o Andarilho pareciam ter se encerrado.

Endon desceu para ver os prisioneiros, mas descobriu que todos eles haviam fugido, assim como  Cabriel.

* * *

Miner acordou numa cama de penas de ganso. O ar era mais puro e os seus sentidos pareciam sonolentos: não era Digared.

– Acalme-se Miner – disse uma voz angelical é uma lindíssima e divina mulher surgiu a sua frente.

– Deusa Amabel – Miner tentou se ajoelhar, mas Amabel segurou sua mãos com delicadeza – Eu morri?

– Não criança – disse a Deusa – Apenas tentou desequilíbrar o mundo, e algumas janisias a impediram. Mas agora está tudo bem. Devo lhe dar as boas notícias que seu sobrinho está bem.

– Ele está aqui?

– Não ele está vivo. E muito bem. E você deve retornar também.

Miner se levantou. Olhou para as mãos, havia muito poder ainda dentro dela, mesmo após duas explosões.

– Eu explodi duas vezes.

– Tem sido um dia longo – sorriu Amabel.

– Eu não quero me tornar aquilo, não posso…

– O poder pode ser maligno – disse Amabel – Mas também pode ser muito benevolente. Pare de espiar as linhas atemporais, nenhuma delas é correta ou errada. Você não se tornará um demônio, um primordial ou um planewalker só por que consegue sentir o tempo. Faça dessa a verdade, e nada é o que parece.

Miner concordou. Ela piscou e se viu no meio da floresta. Detrás das folhagens surgiu Aldresh. Ele a olhou sem acreditar. Correu em sua direção e a abraçou com muita força.

– Nunca mais vou te deixar sozinha – disse ele a beijando.

– Eu sei – ela parou e viu sua morte pela espada de Myllis em 88 dias – Apenas me abrace querido…

* * *

Um jantar no forte para Wesnayke. Era a chance de conquistar um inimigo poderoso, já que Hikan sabia que todos naquele lugar o detestavam. A noite foi cheia de altos e baixos, mais baixos que poderia desejar. Mas Wesnayke parecia que estava em modo leve, e usou o evento só para estreitar os laços com o paladino. Era visível que ele não estava ali para agradar Endon, Silvik ou Dalmerith. Mas o que será que o rei de Claymor desejaria com o paladino cledio?

Mais encucado estava Endon ao descobrir que Naylline era uma A’Drake. Uma parente que surgia do nada com um pretexto inaceitável e motivações nebulosas. Parecia que seus parentes tinham planos para ele. Mais do que ele imaginava…

Na pequena aldeia que se formava ao lado do forte, havia uma taverna recém comprada pelo velho Oroton. O antigo dono, Cabriel, vendeu às pressas por uma pechincha. A porta abriu:

– Ainda não abrimos – ele olhou era uma andarilha – Fique tranquila moça, pode entrar. Só não repare a bagunça. Já já lhe sirvo. O que te trás a esta região.

Elleda tirou o capuz, mostrando seus traços humanos, elficos e dampyros.

– Estou procurando meu irmão Endon.

 

Prólogo: Isto é sobre nós…

Miner observava as marcas de chuva na janela. Estava ainda enrolada no lençol e bocejava acusando cansaso. Mas era preciso partir logo, não havia tempo de dormir mais. Aldresh acordou e a viu longe da cama.

– Chove?

– Sim – suspirou ela – Ainda sim.

Ele se sentou ao lado da cama, enfiou a mão por baixo encontrando uma garrafa de vinho pela metade. Abriu e bebeu no gargalo.

– Ainda não acho uma boa ideia…

– Não começa – disse ela saindo da janela e procurando algo para vestir.

– Está investida é suicidio, tudo conquistou todo este poder, estudou tanto para…

Ela o puxou e beijou seus lábios para calá-lo. Miner afastou o rosto e observou ele nos olhos.

-Sabe que de todas as versões suas em todas linhas de tempo, está é a que mais gosto de ti? – ela abriu um sorriso ao falar com os lábios rosados e finos.

– Guria, eu não entendo as coisas que tu fala!

Aldresh a girou na cama e abraçou, beijou Como se fosse a última vez. Um trovão clareou o quarto de estalagem assustando ele, ela riu acabando com o clima.

– Ainda com medo de trovão! – sorriu ela.

– Não é medo, ninguém gosta de trovão – ele parou e acariciou os cabelos ruivos de Miner – Tenho medo de outra coisa. Tenho medo de te…

Ela colocou o indicador na frente dos lábios dele para que não terminasse.

– Esta história não é sobre nós – disse ela sorrindo.

– Eu te amo – disse ele e ela o beijou antes que ele chorasse.

* * *

– Eu te odeio! – gritou Carla batendo à porta e saindo do orfanato.

Dalmerith saiu correndo atrás, mas Illeandru o segurou.

– Me deixa!

– Da tempo para ela brow – pediu Illeandru.

– Eu vou falar com ela – disse Naylline para eles. Ela deu selinho em Illeandru e correu atrás de Carla.

Dalmerith ficou observando. Por que as coisas não eram assim com ele e Carla. Ele entendia que ela também gostava dele, Ou talvez fosse um desejo apenas dele. Ele se sentou na grama e o amigo o imitou.

– Por que a Carla?

– Você vai rir – disse Dalmerith – Minha tia contava uma história sobre almas gêmeas. E que é possível enxergar um ponto luminoso azul sobre o ombro esquerdo delas.

– Minha mãe me contou está história também, mas…

Illeandro parou. E olhou serio para o amigo.

– Você é…

– Acho que sim – respondeu Dalmerith – Minha tia é, Minha tia avó também. Às vezes acordo e não estou aqui. Se me perco apareço em outros lugares… É complicado explicar.

– Não conte ao Stillgar.

– Por que? Ele entenderia…

– Não! Me ouça, nunca conte para ele. Stillgar não é confiável, você não tem noção do que um mago maligno faria com seus dons.

Dalmerith ficou desconfiado, mas concordou com Illeandro. Já fazia tempo em que Illeandro planejava destruir Stillgar, e a cada prova que ele trazia sobre as traições, Dalmerith se sentia mais inclinado em ajudar.

* * *

Houve uma explosão silenciosa seguida por um estridente som, com um delay de nove segundos. Adina e Dreshylin olharam para Aldresh em seguida: Miner e Ayllis haviam sumido.

– Cara, nós – disse Dreshylin colocando a mão no ombro do amigo, mas Aldresh se afastou – Al, você precisa…

– Nos precisamos seguir o plano – respondeu Aldresh serio – Isto não termina aqui e também não é sobre nós, vamos para Lyn.

* * *

Dalmerith organizava o forte. Queria deixar tudo certo e organizado na partida de Hikan, Endon e Stillgar. Cabriel chegou ao seu lado e comentou:

– Eu não entendo por que eles nunca te levam? -comentou Cabriel – você é o mais competente de todos nós e…

Dalmerith pegou Cabriel pelo colarinho e o colocou na parede:

– Eu estou cansado de você Cabriel – gritou Dalmerith fazendo todos a volta olharem – Estou cansado dos mimis, dos sussurros na surdina, das fofocas e do teu veneno. Se você quiser ajudar, siga o que eu mandei fazer, se não quiser saia do caminho.

Cabriel ficou atonito. Olhou para as outras pessoas envergonhado. E saiu de cabeça baixa.

Cegalia chegou ao lado de Dalmerith: – estamos prontos para seguir vossas ordens Mylorde.

– As ordens foram deixadas por Hikan, eu só estou aqui para executala.

– conte comigo – disse ela colocando a mão em seu ombro.

Dlamerith saiu do forte para ver o perímetro. Talvez tudo isto não fosse sobre ele.

* * *

Miner abriu os olhos, estava num terreno ermo é desconhecido. Ela olhou para uma luz azul que se aproximava dela: um homem de manto azulado e branco, capuz que levitava ao invés de andar. Ele baixou o capuz e esticou a mão para ajudá-la a levantar.

– Miner Landreha, filha de Enzigh.

– Quem é você? E que lugar mais estranho é este?

– Meu nome é Jade Belerem e este é o Nada.

Miner olhou inquieta para tudo a sua volta, mas não havia nada, apenas o ermo.

-Isto vai acontecer com Digared? Isto que preciso impedir.

– Sim e Não – disse ele – Está é Digared. E ficará assim se você e Ayllis assumirem os poderes de vocês. Vocês estão dando sinal para os demais planos entenderem que Digared está pronta para uma guerra interplanaria.

– Os Planewalkers você é um?

Ele acentiu.

– A explosão foi contida por mim e Chandra, mas ela poderia ter destruído boa parte do seu mundo. Ao invés disso ela apenas limitou os poderes de vocês duas. Mas o sentelha está em você e em Ayllis. Vocês devem ter cuidado com isto.

– Ayllis não é o tipo de pessoa que se negocia.

– Não – respondeu Jace – Ela é o tipo que se para. Mas isto não é sobre vocês.

Miner concordou. Jace abriu um portal: – volte para casa!

– Obrigada!

* * *

Elissa olhou do alto da torre uma horda de vampiros que se aproximavam do forte. Ela fechou os olhos e assoprou, o vento voou e chegou em Dalmerith que arrumava os cavalos no estabulo: — Estamos sento atacados — disse o vento.

Dalmerith gritou para Simba: – Ratos no milharal, não é um treino.

Simba arregalou os olhos, puxou uma flecha e jogou na torre da árvore. Qestros comia uma laranja quando viu a flecha, ele pisou no escudo que voou a sua frente e rapidamente ele o pegou, derrubou a tocha no chão e saltou para o solo.

O fogo tomou conta da torre.

Carla viu o fogo e gritou para Jirga. As duas pegaram os apitos e começaram a organizar as crianças do orfanato. Magra chegou ao lado de Carla, as duas se olharam: – vim ajudar! -disse Magra e Carla assentiu.

Kalliel e Cabriel pararam ao lado dos portões. Cabriel gritou para que fechasse, mas Kalliel estava esperando Qestros que corria de um grupo de vrikolakas famintos.

– Fecha caralho – gritou Cabriel

– Não! – Gritou Kalliel – Corre Qestros.

Cabriel empurrou Kalliel com um encontrão e puxou a alavanca, o portão desceu como uma grilhotina, mas parou no meio quando o anão Briton segurou nos ombros. Qestros saltou e passou por baixo deslizando. O anão soltou o portão.

Dalmrerith gritou para eles subirem em suas posições. Quando Cabriel passou ele o segurou e disse:

– Espero que seja a última vez! – Dalmerith tinha ódio no olhar.

Tayrine observava o perímetro com seu pássaro. Ela passou os locais de maior densidade de invasores para Dalmerith que ordenou a proteção. Do Alto da torre Elissa, Qev, Ziziri e Simba atacavam os voadores.

Cegalia, Gabi e Vorik cuidavam do leste enquanto Dalmerith com Luh-Takaha e Qestros protegiam o oeste. Embora os muros fossem altos, as criaturas os escalavam com extrema facilidade. Os portões começaram a ser forcados, e Briton e Mallestrizizz já não conseguiam cuidar das barricadas. Logo os que escalavam as laterais começaram a migrar para o portão. Dalmerith gritou para Cegalia e todos partiram para apoiar o anão e o lagarto.

O portão se rompeu, os vampiros entraram e receberam as saraivadas da engenhoca de Tayrine. Vorik assinou a alavanca da torre que despejou olho fervente na entrada do portão. Mas ainda tinha muitas criaturas.

– Homens e Mulheres – gritou Dalmerith empunhando a espada de Miner a sua frente – Está não será a história sem como Myllis distraiu os heróis para atacar suas famílias e amigos de forma covarde. Esta história é sobre como nos começamos a virar está guerra.

Dalmerith correu a frente de todos, seguido por Cegalia, Mallestrizizz, Briton, Qestros, Gabi e Luh-Takaha. As espadas cortaram os primeiros vampiros, a segunda fileira recebeu as flechas de fogo de Simba e Ziziri. O óleo que Vorik derramou serviu para queimá-los.

Mas eles eram muitos.

Dalmerith queria que Illeandro estivesse ali, ele cuidava de seu lado esquerdo que era o mais fraco. E nesse momento um Vrikolaka saltou sobre ele, mas ele foi empalador pela alabarda de Carla.

– Seu lado esquerdo é fraco – reclamou ela – Mas eu te protejo – completou ela sorrindo e matando mais um vampiro.

Magra saltou do alto da muralha e girou o machado matando mais quatro. Harshepu abriu a porta pedindo silêncio para as crianças, ela olhou para a batalha e abençoou os guerreiros – Brigith ajudemos a passar por este percalço.

Eles sentiram a bênção da deusa e era como se Hikan estivesse lutando ao lado deles.

Naylline desceu correndo dos muros e pulou nos ombros de um vampiro e cravou as adagas em seu craneo. A criaturas caiu, ela rolou e se levantou jogando as adagas em duas direções, elas voaram atravessando os corações de dois vampiros e retornaram para as mãos dela. Ela juntou as adagas que se tornaram uma espada longa, o vampiro mais próximo tentou lhe surpreender, mas ela enterrou a espada em seu coração. Ela puxou e girou a espada para os lados e duas cabeças caíram ao seu lado.

Qestros e Luh olharam boquiabertos para a menina. Ela olhou seria para eles: –  vão ficar parados?

os dois correram para matar som vampiros que tentavam cercalos.

– Quem é você? – disse o Vrikolaka que havia sido perfurado por sua espada e caia de joelho.

– Naylline Ad’Drake – disse ela – Manda um alô para seu mestre no inferno! Gritou ela arrancando sua cabeça.

Dalmerith continuava a coordenar o ataque. Podia ver alguns vampiros fugirem. Ele fez sinal para Elissa, a maga entendeu e jogou uma chuva granizo que fez mais alguns recuarem.

– A vitória é sua Dalmerith – gritou Cegalia limpando os últimos remanescentes do lado leste.

– A vitória é nossa – disse Dalmerith girando a espada e matando mais um.

Os vrikolakas fugiram, mas um deles pegou uma lança no chão e arremessou nas costas de Dalmerith. O guerreiro caiu no chão de joelhos. O Vrikolaka riu – muito longe dali Miner sentiu e disse: Morra – ele caiu morto.

Carla segurou Dalmerith a lança havia atravessado seu peito.

– Me desculpa – disse ele passando a mão ensangüentada no seu rosto.

– Por que? – perguntou ela os olhos lacrimejando.

– Eu não aceitei que você não me amava e…

Carla sorriu para ele as lágrimas saiam dos olhos bicolores dela.

– Eu gosto de você Dalmerith filho de Dalmer. Só que vocês é um príncipe e eu uma órfão.

Carla beijou os lábios de Dalmerith para sentir o último suspiro de sua vida em seus lábios, ela encostou a boca em seu ouvido e pediu sussurrando: – Por favor não morra… Está histórias é sobre nós.