Prólogo: Distração

– Está bem! – disse Hikan finalmente.

– Jura????

gritou Jirga pulando no pescoço do paladino e lhe dando vários beijos no rosto. Ele ficou envergonhado, principalmente por sua esposa estar a dois passos deles, mas ela apenas riu, não havia maldade na menina, apenas felicidade.

– Você não vai se arrepender – prometeu ela.

Jirg correu, tinha pouco tempo para organizar um baile no forte.

* * *

Dalmerith havia ensaiado várias vezes no espelho. Esperou até Carla estar sozinha, limpava as baias dos cavalos todas as manhãs devido à seu castigo. Ele chegou viu  menina ajoelhada esfregando o chão.

Pigarreou.

Carla olhou para ele sem dizer nada.

– Oi! – disse ele enquanto ela permanecia em silêncio – Então, eu queria saber s você gostaria de me acompanhar no baile – disse ele mexendo nos dedos.

– Bem, eu já tenho par. Cabriel me convidou ontem à noite.

– Entendo – disse ele – Mas gostaria de saber se você gostaria de dançar comigo – ele fez um pausa e completou rápido – No baile. Claro!

– Sim – disse ela se levantando.

– Jura?

– Claro – disse ela sorrindo – É um baile Dal. As pessoas dançam lá.

Ela saiu, e Dalmerith esperou ela se afastar para comemorar com uma dancinha besta.

* * *

– Eu não vou com ninguém no baile – respondeu Endon – Não tenho tempo para as piras da tua irmã.

– Já entendi – respondeu Stillgar se sentando no sofá – É que pensei que se nos dois fossemos, não seria estranho chegarmos juntos sem par. Seríamos dois caras no baile.

Endon parou olhou sério para o mago e respondeu:

– Cara, isto! Seria muito estranho. Eu não vou ao baile e pronto – Endon se levantou e deu de cara com Qestros que entrava na biblioteca – Bom riam guri!

– Bom dia – disse ele saindo já – Deixa o senhor está ocupado.

– Pode falar!

– Bem, é minha irmã. Ela recebeu o convite da Jirga para o baile, e ela me perguntou se teria problema de eu acompanhá-la, mas eu já vou com a Cegalia. Aí eu pensei que  o senhor podia acompanhá-la.

– Mas o Endon não vai no baile – disse Stillgar.

– Cala a boca – gritou Endon – Bem, acho que terei que ir, né! – falou cordial para Qestros – Hikan jamais me perdoaria se deixasse uma convidada nossa, assim, desamparada.

Stillgar e Qestros ficaram olhando segurando  a risada.

– Bem melhor eu ver algo para vestir, talvez o Silvik tenha algo – Endon saiu rapidamente.

Qestros e Stillgar riram.

– Então convidou a Cegalia? – indagou Stillgar surpreso.

– Quem? eu? Capaz, aquela mulher me põe medo. Foi armação mesmo – debochou Qestros.

– Então! Meu amigo, não seria estranho chegarmos juntos sem par. Seríamos dois caras no baile.

Qestros ficou sério e respondeu:

– Cara! Seria muito estranho!

* * *

– Cara não sobrou ninguém – respondeu Illeandru para Dalmerith – você demorou muito com a Carlinha.

– A Magra! – lembrou Dalmerith.

– Vai com o Simba – disse Illeandru.

– A peitudinha, das máquinas, Tayrine?

– Vai com o Riquilmi.

– A orelhudinha.

– O nome dela é Ziziri, acho melhor tu aprender o nome das meninas se quiser um par para o baile.

Dalmerith se atirou na cama.

– Cara por que o Cabriel me tisorou?

— Por que ele é um filho da puta — falou baixinho Illeandru, mas era só ele quem se dera conta disso no forte. A verdade era que ele estava sempre dedurando os demais para Silvik e Endon, e era recompensado com isto. Illeandru já pensava em sair do forte.

– Cara o que eu faço. Desse jeito eu vou ter que ir com o Stillgar.

Os dois se olharam e riram.

– Afinal cê vai com quem?

– A menina nova, Naylline.

– Atacando as novatas? – disse Dalmerith.

– Melhor do que nenhuma – respondeu Illeandru rindo.

Dalmerith chutou. E lembrou: – Qevy!

Ileeandru olhou sério.

– Nao né?

* * *

Stillgar se arrumava para o baile. Iria sem par. Estudou as magias de ilusão para criar um par, mas achou que Qevy perceberia. Até ela tinha um par, iria com Dalmerith. O poderoso Dalmerith, claro, para ele era fácil convidar uma menina para um baile. Ele sempre tivera dificuldades nesta questão.

– Podia ter deixado que eu convidava – disse Darian.

– Eu pensei nisso, mas Ainda seria eu na frente delas – repondeu Stillgar mexendo no anel da Hidra.

– Sozinho em um baile – falou Digartalla – É muita depressão.

– Não estarei sozinho, estarei com vocês.

Os demais se olharam e riram.

– E Raarossú? – perguntou Stillgar.

– Ela parou de usar o anel esta semana – respondeu Nevolas – Acho que ela pensou que você iria convidar alguém e não quis ver.

Todos riram menos Stillgar.

– As vezes eu queria que vocês saíssem da minha cabeça.

Stillgar desceu as escadas indo até o salão. Viu Hikan e Silvik lhe encarando: maldito Silvik, convidou sua irmã antes dele. Mas Endon havia lhe advertido depois que seria estranho ir com a irmã a um baile.

– Oi amigos! Que passa.

– Chegou um cavalo. Com um visitante, disse que conhecia você – contou Hikan apontando para a direção da entrada do forte.

Stillgar olhou, enquanto o cavalariço levava o animal, que saia da frente do visitante: era uma mulher de cabelos muito negros, pele parda. Ela cumprimentava Jirga como se a conhecesse, Stillgar nunca a tinha visto, não pessoalmente.

– Raarossú? – disse ele – Raarossú! – gritou ele.

Ela o olhou para ele e correu em sua direção. Pulou em cima do mago e o beijou nos lábios com muita paixão.

Endon parou ao lado de Hikan e Silvik que observavam boquiabertos.

– O mago tá pegando alguém? – perguntou Endon.

– Acho que ela tá pegando nosso mago… – respondeu Silvik incrédulo.

– Ele não era… – Hikan comentou.

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Prólogo: Ascensão Shuoa

Os passos de Akille Chamouth ecoavam nos corredores da cripta de Kayllis. Nos vãos escuros, alguns vampiros o espreitavam deleitando-se com o cheiro de seu sangue vivo; porem, espertos o bastantes para evitar a espada Gloriosa com a insígnia Shuoa.

Ele abriu as portas duplas que levavam ao covil principal. Quatro vultos se surpreenderam com a ousadia, mas apenas Millys tomou a dianteira.

– Petulância maldito! – gritou o vampiro erguendo a mão e puxando com telecinese a espada Temebrosa.

Ayllis viu a luz da Gloriosa se ascender com a menor tensão de conflito, mas ela não emitia mais aquele brilho solar que ferira tantos de sua raça durante tantos milênios: era uma luz avermelhada que trazia dor e sofrimento para vampiros, mortos, vivos, e tudo que existisse neste plano, nos outros e naqueles que ousassem existir. Irônico que a espada mais poderosa da Ordem fosse completamente dominada pelo Caos da pedra Shuoa. Mais irônico que fosse Akille: que significava “Aquele que não sucumbirá ao Caos”;

– Pare! Antes que eu mude de ideia em deixá-lo vivo – falou Akille mostrando a espada e olhando com desprezo para o vampiro – Ou seja lá como vocês chamam isto, de estarem andando e mortos.

Os outros dois sujeitos olhavam furiosos, mas se continham ao lado de Ayllis. Traynatinis esfregava as quatro mãos apreesivo, seus dentes vampirescos coçavam diante do humano, mas o sentimento de autopreservação ainda lhe dava lucidez. A ananasi Virtanica, por outro lado, subira pela parede e se pendurara em uma teia, parando de ponta cabeça, aguardando sua líder.

– Tua arrogância lhe custará caro maldito – gritou Myllis erguendo a espada.

Akille ergueu a espada Gloriosa Shuoa, a insígnia brilhou e um raio vermelho indolor passou sobre Myllis inicialmente nos pés, subindo por todo o corpo até a ponta da cabeça. Sem causar nenhum mal a ele. Myllis estranhou o “ataque”, mas os olhos de Ayllis quase saltaram para frente quando ela percebeu a dilatação dos olhos de Akille e a associação dela foi inevitável: – Impossível!

– Isto é tudo o que tens? – debochou Myllis saltando.

Akille fechou os olhos.

O vampiro balançou a espada Tenebrosa fazendo um corte forte, na direção do peito de Akille. Sangue jorrou para cima, molhando o chão acizentado. Myllis girou e acertou o segundo golpe na direita, decepando seu braço esquerdo. Um novo giro e um vulto voou sobre o ombro do vampiro e a cabeça de Akille caiu ao chão.

Akille abriu os olhos: enxergou Myllis vindo com o primeiro ataque, era um corte no peito, ele esquivou displicente, mesmo com toda a velocidade do vampiro. Ele girou, sim Akille sabia que ele giraria, mas quando Myllis mirou em seu braço esquerdo, o corpo do guerreiro já estava todo na direita. Ele giraria novamente para golpear sua cabeça, e quando o fez, Akille estava agachado, e cravou a espada na virilia de Myllis abrindo uma artéria e fazendo o sangue jorrar como um cano com pressão.

– Fique tranquilo – disse Akille – O ferimento seria mortal para alguém vivo, mas você só precisa jantar para se recuperar. Vou poupalo por hora.

– Como é possível! – indagou Myllis incrédulo.

– Ele anteviu todos seus golpes – disse Ayllis.

– Não apenas isto – disse Akille – Todas as técnicas, habilidades e talentos que ele sabe, agora eu também sei – o guerreiro sorriu – E farei isto com os melhores guerreiros do continente: e me tornarei o deus da guerra.

* * *

Havia uma aliança antiga entre os Luthekall e os Chamouth, maiores do que  Advenne e Vhalshyron pudessem se lembrar. E naquela sala, esta aliança estava sendo reforçada. Os irmãos Advenne e Rufere, juntos com suas respectivas filhas Adina e Winfer, sentavam ao lado norte da mesa de tábuas grossas. No lado sul, os irmãos Vhalshyrom e Krombatos, juntos com os filhos do primeiro Pericles, Akille L. e Aradiana. Apenas Cegalia que estava no forte Nahi, estava ausente.

A porta da sala se abriu e Akille C. entrou.

– Parece que sempre estou entrando em meio a reuniões que não sou convidado – disse ele em tom sarcástico.

– És bem vindo Akille Chamouth, filho de Advenne – disse Vhalshyron disfarçando e mentido, já que a reunião era sobre ele.

Advenne que perdera um filho para a espada de Cahethel, agora via o segundo consumido por um poder sem igual: — Shuoa — sussurrava a pedra.

– Deixe-me que fale com meu filho – disse Advenne saltando da mesa e levitando lentamente até a frente dele — Os boatos são reais — sussurrou para ele.

– Sim Advenne – respondeu o filho – A pedra que tanto falastes, agora está em meu poder.

– Akille você é meu filho, sei que és muito inteligente, não vê que é ela que o tem? Como podes deixar que um artefato caótico como este o domine meu filho.

– Por que ela é a resposta – disse Akille – Perdi Beckya, perdi Traumat, perdi Carla. Não vou perder mais ninguém, pois eu tenho todo o poder agora.

– Carla? – Advenne não entendeu, mas ele tinha o dever de detê-lo antes que fosse tarde. Então passou a mão na frente de seu rosto para fazê-lo dormir.

Akille permaneceu acordado.

– Algum problema Advenne?

Rufere e Adina se levantaram incrédulos, o Sono Chamouth poderia colocar um dragão para dormir.

– Desculpe-me filho – disse Advenne puxando o cajado e se afastando para lançar uma magia mais forte – “Atordoe”.

Akille permaneceu de pé.

– Use a morte – gritou Krombatos – Use a morte antes que ele nos mate!

Vhalshyrom pegou a espada, Pericles não exitou e disparou um alarme flecha no olho de Akille, mas ele a segurou com a mão. Olhou ela sorrindo e a arremessou com a mão nua, mais forte que um arco. O projetil cravou no ombro de Pericles, o jogando longe. Aradiana e Akille L. levantaram puxando as espadas. Adina e Rufere puxaram as suas.

– Acalmem-se – disse Akille Chamouth – Eu tenho outras pessoas para matar. Não quero matá-los hoje, mas para demonstrar minha generosidade vou permitir que unam-se a mim.

– Unir-se para que? – questionou Aradiana.

– Para matar Enzigh, dominar o continente e vingar todos que nos feriram.

Todos ficaram quietos.

– Ninguém? – perguntou ele sorrindo.

Winfer se levantou e caminhou na direção dele.

– Não! – disse Rufere.

– Vou seguir meu primo – disse ela – Isto se me quiseres, pois dizem que eu sou violenta demais – falou ela ironizando o pai.

– Violenta demais? – riu Akille – Isto será muito útil.

Os dois saíram. Advenne gritou uma última vez.

– Por favor filho. Akille?!

Ele parou, e falou sem se virar.

– Meu nome é Kille! – os olhos vermelhos Shuoa brilharam.

 

 

 

Prólogo: Ameaça

Ayllis ouve as notícias dadas por seus morcegos. As criaturas mostram a morte de Mestalles para as espadas de Endon e Silvik. Os raios lunares de Stigar que reduziram seus ghoulls. E a presença de Hikan, o paladino da sua deusa rival.

Os planos da sacerdotiza maga vampira sempre foram de aumentar seu poder, servir Ixchel e assumir o lugar da deusa um dia. Mas deixar Hikan vivo poderia lhe custar caro no futuro. Além disso seria preciso liquidar com Endon, não era bom deixar um caçador de vampiros solto pelo mundo. Quantas vezes ela precisaria matar Silvik? Como ele retornou da sua magia de Desaparecer? Isto nunca aconteceu antes. Stilgar poderia ser útil, ele sonha com o poder, ele é vil, poderia servi-la. E um mago solitário é mais fácil de destruir.

– Senhora – chamou Tramör, Cinco Maldições – Ainda temos aquela saída.

Ayllis ouviu e sorriu.

– É claro…

 

* * *

continuacao da Batalha Épica.

Os duelos de heróis continuavam em grande intensidade. Traumat Chamou lançou a espada na direção de Cahethel Dimitriel, que aparou com a espada e devolveu um golpe fulminante que encontrou o escudo do riorniano.

Tricinia jogou o chicote na direção de Akille que saltou para a esquerda, depois para a direita, evitando as batidas da arma. Mas finalmente se viu obrigado a bloquear com o bracelete. O chicote se enrolou no braço, e as farpas cortaram o bracelete, mas Akille aproveitou para puxar ela é chutar seu peito, Tricinia caiu no chão desacordada.

Wesnayke pulou jogou a espada na direção de Aradiana que esquivou, tentou contra atacar,  mas errou o golpe de maneira infantil. O claymorniano viu o braço da princesa de Azuleno passando e bateu forte com a espada no meio. Sangue jorrou e, a espada de Aradiana caiu ao chão, junto com seu braço.

Traumat dançou na frente de Cahethel, os dois lutaram dezenas de vezes juntos, ele sabia o que vinha: dança, finta, salto para a direita e ataque na cintura. O riorniano dançou, fintou, e na hora de saltar, foi para esquerda, mas Cahethel balançou a espada e o interceptou. Traumat olhou desacreditando que o amigo intuísse que ele mudaria o lado. A espada de Cahethel estava enterrada em seu peito e o gume da arma podia ser visto nas suas costas.

– Não! – gritou Akille Chamouth.

Cahethel viu editou, em puxar sua arma e liquidar de vez com o amigo ou receber o rei de Draema completamente desarmado. Mas ele não editou. Dois cortes rápidos, um chute no estômago, cabeçada com o elmo no nariz de Cahethel. O guerreiro caiu no chão com o nariz e rosto desfigurado. Viu o braço do seu escudo ao seu lado jorrando sangue. E com o braço que lhe sobrará, usou para segurar a barriga e manter as viveras dentro do corpo.

Wesnayke interceptou o ataque final de Akille. Os dois bateram as espadas várias vezes até Wesnayke fazer sinal de recuo. Itilia apontou a flecha para Akille:

– Recue, acabou – disse ela.

Akille avançou, Itilia disparou a flecha no peito dele, mas o guerreiro segurou a flecha com a mão. A quebrou com os dedos e arremessou a espada na direção dela. A arma enterrou-se no ventre de Itilia. Ele fez um gesto a distância, a espada começou a girar dentro da arqueiro que berrou de dor. Então ele puxou a espada de volta com telecinese. Wesnayke olhou incrédulo, Akille deveria ser parado.

Advenne surgiu, passou a mão na frente de seu filho Akille e o jovem dormiu. o mago olhou para Wesnayke e fez sinal para que fosse embora. Ele resolveu obedecer. Chamou seus homens e recolheram Cahethel e Itilia que agonizavam em dor.

Adina Chamouth chegou a cavalo e viu o corpo morto de Traumat. A menina entrou em desespero. Advenne lamentou, e abraçou a filha. Traumat era o futuro rei de Riornia e um dos maiores heróis do continente, merecia futuro maior. Mas o mago sabia que os melhores sempre vão primeiro.

* * *

Akille partiu para longe dos reinos de Riornia. Não podia viver mais com seu pai, aquele que lhe negou sua vinganca. Ele precisava liquidar com Cahethel e Wesnayke e todos que ficassem em seu caminho. Havia um vazio em seu coração, um vazio maior que o que já sentia a muito tempo.

o Cavalo de Akille parou no vigésimo terceiro dia de viagem. Seriam os calibans na estrada? Era noite e eles sempre espereitavam neste horário. Haviam apenas dois vultos: uma mulher e um homem corcunda horrendo. Ele puxou sua espada, mas ela esticou a mão e o paralisou.

– Calma guardião do sul – disse Ayllis – Tenho um presente que lhe trará paz.

um raio verde saiu das mãos da maga e entrou na cabeça de Akille. O cavalo relinchou se agitou e derrubou Ele no chão. O corpo do guerreiro se contorceu e aos poucos começaram diversas memórias entrando em sua cabeça. Ele ficou calmo derrepente. Abriu os olhos e falou:

– Beckya.

Ayllis sorriu. Akille Chamouth se levantou e olhou sério. Respirou fundo.

– Devo matar Stillgar Nani e todos a sua família.

* * *

Trindade

Um homem entra no quarto acompanhado de duas mulheres. Ele sente uma presença.

– Saiam rápido – ele grita.

A espada e mais rápida e as duas putas são decapitadas. Uma mão chega em seu pescoço e o ergue no alto!

– Cadê a minha filha Aldresh? – grita Akille com os olhos enfurecidos- Onde esta Carla?

Aldresh se contorce, está engasgando.

– Eu não sei… do que tu tá falando rapaz…

Akille pega coloca a outra mão na testa de Aldresh o bracelete brilha verde, presente de Ayllis:

– Diga!

os olhos de Aldresh ficam verdes e ele fala sem conseguir se conter.

– Está com Endon – Aldresh recobra seu controle – Espera, deixa eu explicar…

Akille arremessa Aldresh na cômoda, ela se quebra junto com duas estátua de gesso. O ladrao fica desacordado. O guerreiro se prepara para ir embora, mas um brilho de algo que estava dentro da estátua chama sua atenção.

Uma bela pedra.

— Shuoa… — um sussurro vem ao seu ouvido.

Ele pega a pedra.

(o jogo começou)

 

Resumo Sessão VII

Taiqilles A’Drake ouvia atento os relatos de sua filha Naylline.

– Depois de introduzir mensagens no sonho daquela menina louca, a tal de Qevy. Foi fácil imaginar que Stillgar morderia a isca. Endon e Hikan organizaram uma expedição para o local, onde descobri que o Anel de Ferro se escondia. Ele parece estar trabalhando para Ayllis.

– Está gruta no leste não fica onde ouvimos falar do tal Teju? – lembrou Taiqilles.

– Tejú Yágua – completou ela – um lagarto gigante com sete cabeças de lobo. Acho que era o último daquela região.

– Era?

– Sim eles o venceram: Começaram atrapalhados, mas o Teju não teve chance com os ataques coordenados do grupo. Endon, Stillgar, Hikan e Silvik mesclavam experiência com os jovens Dalmerith, Tayrine, Qevy e Kalliel.

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O monstro usou suas mordidas par pegar Stillgar e Kalliel, mas eram muitos alvos para poucas cabeças, já que Endon e Silvik trataram de diminuí-las rapidamente.

– Silvik? Este nome não me é estranho – comentou Taiqilles – Então eles liquidaram com o Teju?! Não é um dragão, e depois?

– Eles seguiram para a cripta.  Identificaram os ghouls e mandaram os novatos embora. Um deles, o filho de Dalmer, filho de Enzigh, acabou tendo um chilique e não reagiu bem.

– Isto me lembra uma pessoa – comentou ele.

Ela riu.

– Eles prosseguiram até o covil de Mestalles. Enfrentaram um combate sangrento, com ele e seus ghoulls vrikolakas. Não houve baixas e rapidamente eles os venceram.

– Eles pegaram o Anel de Ferro?

– Não – respondeu ela – Estranhamente ele recebeu uma mensagem anônima para fugir antes da chegada deles – sorriu Naylline.

– Ótimo! Pode ser que precisemos do mago ainda.

– E o que faço agora? Continuo espionando o forte?

– Não. Agora quero que você se infiltre lá. Quero relatórios mais de perto sobre Endon, mas principalmente, quero que fiques de olho no tal Stillgar. Se ela estiver certa – ele pegou a espada e olhou para ela – E ela sempre está certa. Pode ser que precisemos cuidar do mago.

– Certo senhor!

Naylline saiu rapidamente do cômodo, fechou as portas dupla com as maos e se retirou do castelo.

– A menina é jovem, talentosa, não tens que ser tão duro com ela – disse a espada.

– Ela é fraca. Tem muito da mãe nela. Deveria ter cuidado dela antes – comentou ele – Talvez o forte possa lhe ajudar.

– E se ela, sua filha, não for capaz?

– Então descartaremos como os outros – falou Taiqilles frio enquanto bebia seu wyski.

* * *

Dalmerith jogou as coisas no chão, tirou a armadura e bateu forte com o punho na porta do armário. Cabriel olhou para o colega e foi vê-lo:

– O que houve rapaz?

– Eles me chutaram! – gritou Dalmerith – Eles me descartaram como se eu fosse um novato.

– Você é um novato – disse Illeandru do outro lado do quarto.

Cabriel sorriu para Illeandru, mas chegou mais perto de Dalmerith e falou baixo para apenas ele ouvir.

– Dal, você aparenta ser novato, mas eu e você sabemos que és muito mais.

– Esquece – disse Dalmerith – Talvez eles estejam certos.

– Certos? – disse Cabriel – O que Endon sabe? Você viveu com os melhores guerreiros, vem de uma família de reis, uma cidade de heróis e o que ele é? E o tal Hikan, ele é apenas um cara grande de uma deusa ridícula. Nem vou falar do mago estupido é fraco. Este forte é decadente, precisamos de você.

– Eu não concordo com as coisas que falas Cabriel – alertou Dalmerith.

– Mesmo?

Cabriel saiu devagar. Sabia que já tinha picado com seu veneno.

* * *

Tayrine abriu a arca deixada por Hikan no armorial, eram os itens encontrados na gruta de Mestalles. Qevy parou ao lado dela e pediu:

– Manda a primeira.

Tayrine pegou três anéis e os passou para Qevy.

– Não – disse Qevy – Estes dois são usados juntos. Eles compartilham a dor. São raríssimos.

– E o terceiro? – perguntou Tayrine – Este que parece uma garra de dragão.

– É uma garra de dragão – respondeu Qevy – Raro também. Enrigessem a pele.

Tayrine puxou duas espadas.

– Armas – disse Tayrine – Está grande parece boa.

– É sim. Ela equipara precisão e força, a outra é a espada de Myskara.

– Já ouvi falar dessa, mas parece diferente – falou Tayrine.

– É o primeiro protótipo. Depois que ela terminou ela fez a outra que você está pensando.

Tayrine puxou os braceletes e o escudo.

– Bracelete de pedra não é? – disse Tayrine, Qevy concordou – Meu pai usava um desses.

– Você não fala muito nele.

Tayrine ficou em silêncio, e Qevy não falou mais nisso, só puxou o escudo.

– Escudo de Estrela – Falou Qevy catalogando.

Jirga entrou no armorial. Estava usando um belo e caro vestido e salto alto.

– Vim ajudar!

– Já estamos no final – comentou Tayrine entediada com a menina.

– Então vou sentar aqui – Jirga se sentou e começou a pintar as unhas.

Qevy e Tayrine se olharam irritadas. Mas não surpresas.

– E o que está rolando entre você e Dalmerith – Perguntou Qevy.

– Nada – respondeu Tayrine sorrindo – somos apenas amigos.

– Claro – disse Jirga se metendo – Ele gosta da menina de olhos diferentes.

– Carla! – perguntou Tayrine surpresa.

Jirga concordou com a cabeça enquanto assoprava as unhas.

– Bem ele me chamou para cavalgar estes dias – disse Tayrine esperançosa.

– Verdade? – animou se Qevy.

Tayrine baixou a cabeça e balançou negativamente:

– Na verdade eu pedi aulas de equitação.

Jirga balançou a cabeça negativamente.

– Esquece ele. É o pior tipo. Amor não correspondido – comentou Jirga – Eles ficam obsessivos. Igual ao Endon.

– Pare – falou Qevy – Da para ver como ele vê a irmã do Qestros, e como ela olha par ele. Ali vai rolar certo.

– Pode até rolar – disse Jirga – Mas ele é obcecado por outra. Uma mulher de fora. Não sei o nome dela, mas ela tem cabelos castanhos e pele parda. Ele sempre observa mulheres assim no vilarejo, depois fica bravo e suspira. Ela deixou ele.

– Você não sabe de nada Jirga – falou Tayrine rindo – Endon não ficaria assim por uma mulher.

Jirga apenas franziu o senho, levantou se e pegou o último item do baú: um cajado, o cajado de Mestalles.

– Este é legal – comentou ela.

– Duvido que fique aqui muito tempo – comentou Qevy – Teu irmão pega sempre os melhores.

Jirga colocou o cajado na mesa. E voltou-se para se sentar.

– Afinal qual é a do teu irmão?- perguntou Tayrine – Ele é…

Jirga negou:

– Ele é obcecado com a magia só isto. Ele suspira por uma menina que ele sonha, mas nada mais. Nem gosta dela de verdade, ele é apaixonado por poder.

As duas se olharam, vendo a frustração da menina.

– Ele quer vingar nosso pai, é o que dizem. Mas às vezes acho que os boatos de Lamormy estão corretos.

– Como assim? – perguntou Qevy.

Jirga sorriu sem graça e desconversou.

– Já que não precisam de mim vou passear.

Jirga saiu do armorial e caminhou pela torre. Era um lutar enorme e cheio de pessoas, mas Jirga se sentia solitária.

 

Prólogo: Esquecidos

IMG_0662O pequeno castelo localizado na estrada Velha que liga Estengad á lugar nenhum, passa despercebido para a maioria dos viajantes. Alguns idiotas ainda pensam em saqueado-lo, pois está sempre deserto. Mas a maioria teme os fantasmas que ali habitam. Fantasmas de carne e osso, forjados Fogo, Gelo e Ácido. Errantes que a muito decidiram deixar de ser ovelhas e passaram a caçar seus predadores. Uma família que foi renomeada com nome de seus inimigos, e tem seu sobrenome temido pelos dragões: o castelo dos A’Drake.

Cyrsen cavalgava seu hipogrifo, avistando a torre de pouso do castelo. Desceu, assim que pousou e sua montaria voltou para o céu em busca de quero-queros. A Sacerdotiza, ladina, ranger, feiticeira, entrou no castelo atravessando as paredes e entrando na sala de reuniões de seu irmão Taiqilles. O homem de três metros se levantou para cumprimentar a irmã a distância.

– Notícias de Marzus? – perguntou ele.

Ela pegou uma garrafa de wisky e serviu num copo largo, conjurou duas pedras de gelo e falou antes de beber:

– Foi caçar em Flershal – respondeu ela bebendo tudo – Descobriu algo sobre o tal andarilho?

– Naylline foi fazer isto para mim.

– Se ele for realmente um A’Drake, então os rumores sobre a morte de nosso tio para o vampiro Myllis se tornam verídicos. Não podemos permitir que o sangue de nossa família seja derramado por um simples vampiro.

– Esta é a menor das nossas preocupações – Taiqilles parecia pensativo – O outro já não se mostrou digno, talvez seja o sangue ruim dos silvestres.

– Quem nasceu gado, morre gado querido – falou ela sorrindo e se sentando na poltrona para encarar a grande parede com dezenas de cabeças de dragões.

* * *

Lamyo entrou no templo de Hamon, encontrando sua irmã Lamyo. Ela orava para a estátua de Hamon.

– Os rumores se confirmaram cara irmã Lamyo, o tal Hikan trouxe o nome de nossa família para a evidência.

Lamyo ela, pesou a cabeça lamentando.

– Ele ainda – continuou Lamyo ele – Nomeou alguns infiéis com nosso sobrenome.

Lamyo ela, terminou suas preces e abriu uma caixa, retirou um incenso e colocou sobre o sarcófago de Hamon.

– Nosso deus verdadeiro está prestes a despertar – disse Lamyo ela – Não podemos deixar que o sobrenome Nani seja associado aos infiéis. Mande Pirâmide cuidar desses insetos.

Lamyo ele concordou e saiu do templo.

Lamyo ela se debruçou sobre o sarcófago de Hamon e beijou a pedra.

– O momento está chegando meu verdadeiro Deus. Em breve Digared descobrirá o verdadeiro poder dos Nahis.

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Prólogo: a Vida no Forte

Harshepu abriu a porta do alojamento feminino e fez sinal para as três moças.

– entrem meninas – disse a cledia – Fiquem a vontade para escolherem as camas.

Cegalia Luthenkall entrou primeiro. Olhou com desconfiança para o quarto com beliches e quase sem móveis. Ela jogou as malas na primeira cama que viu e se sentou para tirar as botas de viagem.

Gaby Barezade pegou a cama de cima mais perto da janela. Abriu as cortinas e vidros para respirar o ar. Sentiu o frio, e fechou a janela imediatamente.

Calhisthiel Dimitriel olhou com nojo para os lençóis simples e o colchão fino. Puxou um lenço de seda da mochila nova e colocou-o na cama com delicadeza, depois se sentou com cuidado e cruzou as pernas. Harshepu sentiu problemas ali.

– Vou deixar vocês a vontade – disse ela saindo – Qualquer coisa me chamem.

Ela saiu, deixando as recem chegadas no alojamento e foi encontrar o esposo. Hikan aninhava o filho de cinco meses enquanto olhava Silvik tirando o coro dos jovens.

– Já acomodei as três – falou ela pegando o filho – Acha uma boa ideia trazer todos estas pessoas para o forte?

– Não vejo problema – respondeu Hikan – Depois do sucesso das primeiras missões, recebemos cartas de todas as famílias para receber seus jovens. Sei que alguns querem apenas nos espionar, mas acho que pode ser uma oportunidade.

– Espero que seja querido.

– E qual a novidade que tinhas? – perguntou Hikan.

– Vamos precisar ampliar nosso andar – disse ela sorrindo.

– Já fizemos isto… – Ele parou de falar quando viu a esposa mexendo no ventre – Sério?

Ela sorriu concordando. Hikan se ajoelhou diante da esposa, beijou seu ventre e depois seus lábios.

 

* * *

Qestros Red’Ronth correu até os estábulos e abriu a baía dos dois melhores cavalos.

– São estes daqui – disse ele orgulhoso, Qestros amava cavalos.

– Uau! – exclamou Elissa vendo os animar – Pelo visto está feliz aqui.

Ele sorriu. Se sentou na cerca ao lado da irmã. Ela o abraçou com ternura.

– Sinto sua falta em Helenary – comentou ela.

– Eu também, mas estou apreendendo muito.

– Eu sei – ela sorriu – Mas este lugar é estranho: Luthenakall, Fonthor, Dimitriel… estas famílias se odeiam, são de reinos que fazem guerras a anos e todos aqui parecem ignorar isto.

Qestros sorriu, era exatamente a mesma opinião que tinha quando chegou ali.

– E isto que torna este lugar tão importante.

A porta do estábulo abriu e Endon entrou com quilos de alfafa nas costas. Elissa rapidamente ajeitou o cabelo e Qestros riu.

– Endon – disse o cavaleiro – Está é minha irmã Elissa.

O andarilho olhou sério para o cavaleiro depois avistou a linda mulher, não pode evitar o sorriso.

– Nos conhecemos já…

– Em Tapsa – respondeu ela -Você rebaixou a família Nahi.

– é um segundo trabalho que faço – respondeu ele sorridente – Então és irmã de Qestros.

– Sim – respondeu ela – Espero que estejam cuidando bem do meu irmãozinho.

– Agora irei – as palavras sairão muito rápido e Endon encabulou.

houve um momento de silencio e Qestros resolveu salvar o dia.

– Bem, Elissa, temos que pegar aquela carruagem.

– Sim claro! – disse ela esticando a mão para Endon – Nos vemos no futuro.

– Espero que em um bem breve – respondeu ele galante beijando sua mão.

– Procurarei abreviá-lo Ainda mais – respondeu ela sorrindo e saindo com suavidade.

Qestros saiu com a irmã se divertindo. Endon se escorou na baía e ficou sorrindo.

 

* * *

Kalliel dyn Kayllis caminhava despreocupado pelo forte. Quando retornou para o último aposento e se deparou com Endon o encarando. Kalliel sorriu. Endon não.

– Algum problema? – perguntou Kalliel.

IMG_0651– Quem sabe? – ironizou Endon – o que procura aqui dentro?

– Procurava Stillgar, a menina Carla pediu para que entregasse este livro a ela.

Endon pegou o livro e verificou, se  tirar os olhos do rapaz que o encarava sorrindo. Ele  não sabia se era sua intuição dizendo que não deveria confiar naquele homem ou se era puro preconceito.

– Pode deixar comigo – disse Endon ríspido.

– Claro – Kalliel sorriu.

– Estou de olho em ti – alertou o Andarilho.

Kalliel assentiu e saiu sorrindo. Endon quase destruiu o livro em suas mãos.

 

* * *

Havia sangue nas pedras no leito do rio mostravam uma cena de luta recente, mas não havia nenhum corpo. Dalmerith pediu para Ziziri rastrear pegadas, a elfa desceu do cavalo, enquanto Illieandro pegava os cinco animais e os amarrava em um tronco.

Cabriel observava o outro lado do rio, havia um cervo, era um bom sinal. O animal olhou para o bosque e fugiu para a direção deles: não era mais um bom sinal.

– Deveríamos ter chamado Silvik, Hikan, Endon – falou Cabriel temeroso – Até o Stillgar…

– Não, esta caçada é nossa – falou Illeandru pegando os escudos e entregando para Cabriel e Dalmerith – Temos que marcar nosso nome neste mundo.

Ziziri olhou para o bosque e disse para Tayrine:

– Pode fazer um reconhecimento gata?

Tayrine subiu em uma rocha e abriu o bracelete. Apertou alguns botões e uma águia de metal voou sob sua cabeça e subiu até o céu. Os olhos da águia brilharam, sua visão escureceu e rapidamente tudo ficou cinza aos olhos do pássaro artefato passaram a enxergar tudo cinza, e depois tudo que emitia calor: uma fogueira do outro lado do bosque, quatro homens e um cachorro. No centro do bosque um vulto grande e bastante quente. E tudo que a águia viu, Tayrine enxergou nos seus óculos.

Ela desceu do rochedo e apontou para Dalmerith:

– Estamos há vinte minutos dele e ele a uma hora de um grupo acampado.

– Certo – disse Dalmerith – Vamos avançar, estamos contra o tempo. Este monstro não mata mais ninguém, e só vai jantar no inferno.

Os cinco correram para o bosque.

Ziziri apontava o arco acima do ombro de Illeandru. Dalmerith cuidava da esquerda e Cabriel da retaguarda, na verdade ele estava quase fugindo, mas esperaria ter certeza que os outros iriam morrer antes: – Hikan, eu juro que fiz de tudo, mas eles (então ele choraria).

– Cabriel? – gritou Dalmerith – No que está pensando.

Cabriel sorriu nervoso, mas logo o grupo inteiro parou com duas árvores caindo a dez metros. Um grande vulto emergiu e um homem de aspecto demente, olhos avermelhados e cabelo desgrenhados surgiu: mas este homem horrível possuía 9 metros de altura.

– Certo! Dispersem – gritou Dalmerith.

Illeandru correu pelo flanco erquerdo e Dalmerith foi pela direita. Ziziri disparou flechas de distração, elas eram fosforescêntes e ganhavam a atenção do gigante. Tayrine correu atras de Illeandru e abriu o bracelete, apertou uns botões e um chacal de metal saiu da mata e correu na direção do gigante. Ele tentou pisar no animal artefato,  mas o chacal disparava em todas as direções. Cabriel ficou atras de Ziziri.

O gigante pisou com força, o chacal quase foi esmagado, mas do meio da mata Illeandru surtiu e fez um corte com a espada no calcanhar. O gigante se enfureceu e socou o chão na direção de Illeandru. Dalmerith aproveitou e saltou do outro lado cravando a adaga no braço dele, e se impulsionando para pular em seu ombro.

O gigante  tentou pegar o alisiense com a mão, como quem tira um inseto do casaco, mas Ziziri disparou uma flecha no queixo dele. Dalmerith saltou e se segurou na flecha, girou duas vezes e voou se agarrando nos fios de cabelo cacheados dele. Illeandru correu e atacou duas vezes o calcanhar do gigante, que colocou um joelho no chão, e ficou acocado. Tayrine aproveitou para mandar diversas abelhas mecânicas nos olhos do gigante. Ele se contorceu se agitou e Dalmerith teve problemas para se manter em sua cabeça.

cabriel correu e arremessou uma lança, a distancia segura. A arma voou, e caiu no chão, longe. Ziziri começou a disparar flechas com fogo, elas começaram a queimar o casaco enorme dele. Illeandru cortou o joelho do monstro abrindo muito sangue. Tayrine apontou seu mosquete e disparou no ouvido direito do gigante. O ferimento e o estouro lhe deixaram atordoado, e Dalmerith aproveitou para cravar o arpeu em sua cabeça e descer pendurado em uma corta, e quando passou pela garganta do gigante, balançou a espada com força e abriu um ferimento profundo em sua artéria.

Sangue jorrava, e Illeandru não parava de usar sua espada, as flechas de Ziziri iam em seu peito e os altos disparos de Tayrine ecoavam pelo bosque. Cabriel viu que o monstro estava morrendo e correu para o lado de Illeandru e começou a cortar junto.

o Gigante caiu estatelado no chão.

os jovem comemoraram.

 

 

Prólogo: Geração

Silvik serviu durante muitos anos no exercito de Claymor, embora fosse natural de Wardon, havia lutado apenas duas batalhas ao lado de seus irmãos. Rapidamente ele se destacou por sua determinação, coragem e força. Foi passado para as missões especiais e liderou duas expedições.

A principal delas foi foi nos arredores de Napoesh, comandando mais cinquenta homens, adentrou o mausoléu dos Traymists: uma antiga família real rival dos Kayllis. Sirvik venceu a batalha contra diversas criaturas, perdeu alguns homens, mas matou dezenas de criaturas da noite – fazendo um ferimento forte na líder deles. Mas ao final, Sirvik foi amaldiçoada com a segunda pior magia do mundo: Inexistência dyn Kayllis.

 

Silvik acorda após um pesadelo. Está com o corpo suado mesmo na noite fria. Olha para as mãos e as apertas com força: ele ainda existe. Ele se levanta pega um jarro com água e bebe na boca recipiente grande. Caminha pelo quarto se lembrando de sua esposa: Guetorin, havia morrido dois anos antes dele entrar naquele mausoléu. Mas quanto tempo ele ficará longe da existência real? Era uma pergunta que ele não conseguia responder.

O guerreiro resolve tirar todos os recrutas para treinar cedo, se ele não vai dormir, eles também não vão.

Quando o sol estava prestes a amanhecer e todos os recrutas desejavam que já fosse meio dia para acabar com o treino exaustivo, Hikan acordou e foi ver o amigo.

– Levantou cedo?

– Tive problemas para dormir – respondeu o guerreiro enquanto bebia um mate quente.

Hikan sorriu para o amigo e se preparou para voltar para o forte, mas lembrou-se de algo que tinha que contar.

– Há! – disse Hikan – Encontramos a menina, na verdade Endon a encontrou. Harshepu escreveu uma carta e ela está vindo para cá.

Silvik olhou feliz para o paladino tentando disfarçar, mas não conseguia:

– Quantos dias?

– Não sei. Dois, talvez quatro.

– Certo.

Silvik fez sinal para Dalmerith dar a ordem de pausa. O alisiênse quase comemorou, mas se conteve. Illeandru se jogou ao chão, Carla caiu com câimbras na barriga. Magra foi a única que reclamou.

– Está tudo bem Silvik? – perguntou Hikan.

– Sim está

Silvik saiu quase que saltitando. Tirou o bracelete da armadura, revelando seu braço cheio de pelos e com uma tatuagem de um cavalo alado e um nome em letras bonitas: Qevy.

 

* * *

Dalmerith e Illeandru corriam pela mata. Era uma prova de treinamento dada por Endon. Eles deveriam, em duplas, conseguir marcar as trilhas em direção as fontes de água potável dos domínios do Forte. Mas quando as provas eram com os dois, não importavam o time que estivessem: Dalmerith e Illeandru eram sempre rivais.

Illeandru pulou para se agarrar em um tronco empilhado entre duas grandes rochas, quando chegou no topo viu um vulto se aproximando das suas mãos, se soltou antes que aquilo o atingisse. Ele caiu ao chão, vendo o tronco se partir. Dalmerith chegou correndo logo atrás dele:

– O que foi isto? – gritou para o outro.

Uma sombra se ergueu sob eles revelando uma grande criatura: corpo felino, asas de dragão, cauda de escorpião e rosto de criança: uma manticora. O rosto angelical de criança não combinava com a monstruosidade que se apresentava.

– Delícia de humanos novos – disse a criatura com uma voz medonha enquanto lambias os beiços de garoto com uma língua de serpente.

– Pelos olhos de Luperqalia que pesadelo é este – disse Dalmerith ajudando Illeandru a se levantar.

A criatura saltou nas costas deles, bloqueando o caminho por onde eles vieram. Os dois jovens se olharam e se afastaram: Silvik havia ensinado que em uma batalha contra um único predador era mais útil se separar, obrigado a criatura a escolher um alvo, dando vantagem aos aliados. Agora eles desejavam ter o mestre guerreiro junto deles.

– Fiquem juntos fedelhos – disse o monstro olhando para os dois, não conseguia se decidir qual iria atacar primeiro, e logo percebeu que ambos tinham espadas nas cinturas, a criatura soube que não podia escolher um e dar as costas para o segundo – Fiquem parados.

Dalmerith sacou a espada com cuidado, Illeandru imitou o rival. A criatura olhou para Illeandru, mas antes que o alisiênse se aproximasse para atacar o flanco da criatura, ela lançou sua cauda escorpião em sua direção. Mas o guerreiro apenas esquivou, era apenas um ataque no escuro, sem direção, pois seus olhos estavam no outro.

Illeandru ficou na ponta dos pés e começou a saltar de um lado para o outro, puxou o escudo das costas e ficou defensivo. A manticora atacou com as garras, mas apenas arranhou o escudo de madeira. Dalmerith aproveitou e golpeou o animal na asa direita, o corte arranhou forte, fazendo a criatura mudar seu alvo. Mas antes que ela chegasse a atacá-lo, Illeandru saiu de trás do seu escudo e cravou o gume da espada embaixo da pata do monstro.

O ferimento não fora profundo, mas provocou forte hemorragia. A criatura começou a chorar como um bebê, e aquele som era incomodo para os dois. Dalmerith saltou e cravou a espada nas costas dela, que se jogou para cima planando no ar. Gotas de sangue caiam sobre eles. Lembrando-se de mais um ensinamento de Silvik, os dois se juntaram colocando os escudos lado a lado.

A manticora sorriu, era perfeito, pegaria um com cada garra. Ela se lançou em um bote aéreo, mas por trás dos escudos os dois preparavam uma lança. Quando a criatura chegou perto o bastante, eles deitaram os escudos e ergueram juntos e haste da arma: a ponta enterrou-se no abdome da criatura que passou voando para cima dos rochedos, rolou por cinco metros até quebrar a arma, soltando um longo grito gemido de dor. Os dois esperaram com os escudo abaixo do rochedo, mas a manticora havia desistido daquele almoço.

Eles respiraram aliviados. Os dois se olharam e se cumprimentaram. Havia nascido algo naquele combate tão perto da morte: uma parceria.

– Vamos voltar? – disse Illeandru.

– Melhor – respondeu Dalmerith guardando o escudo, depois parou e olhou o caminho de volta para o forte – Que tal uma corrida?

 

* * *

O almoço estava pronto a mais de duas horas, mas Silvik não permitia que eles almoçassem antes de terminarem seus treinamentos. Embora eles sempre se esforçassem para terminar os exercícios antes do meio dia, o velho guerreiro sempre dava um jeito para que eles almoçassem no meio da tarde.

Carla pegou um pouco mais de faisão, e retornou para as mesas, mas acabou esbarrando em Magra.

– Olha por onde anda criança – reclamou a nohëan.

– Se você não andasse de costas teria me visto passar – gritou Carla jogando o prato no chão e encarando-a.

Carla tinha doze anos e tinha a altura média de um rayvodio, 1,67m, enquanto Magra tinha quase dezoito e a altura média de uma nohëan 1,97m de altura. Mesmo assim a riornianoa não recuou e encarou a giganta com determinação.

– Meninas se acalmem – disse Dalmerith tentando apaziguar.

– Cale a boca! – gritou Magra para ele sem tirar os olhos da franzina – Não vou matar sua ‘namorada’.

Simba e Riquilme riram do deboche da barbara. Dalmerith começou a gaguejar e ficou vermelho de vergonha.

– Eu não sou namorada dele – respondeu Carla – Mas sei “quem” gostaria muito de ser!

Magra se enfureceu, ficou vermelha e disparou um soco no rosto de Carla. Ela voou sobre uma mesa. Se levantou atordoada com o nariz quebrado e um dente frouxo. Antes que recobrasse os sentidos completamente, saltou sobre a giganta. As duas se engalfinharam no salão, e embora Carla tivesse muita vontade para brigar, a nohëan era mais forte e resistente.

Hikan entrou no salão e viu a confusão. Gritou uma palavra de ordem e todos pararam, se posicionaram em fileira e ficaram em posição de sentido. Endon e Stilgar entraram e viram as duas garotas com os rostos machucados: Magra com nariz quebrado e o supercílio aberto escorrendo sangue pelo rosto. Carla com ferimentos no nariz, lábios e um olho saindo da orbita ocular. Stillgar quase vomitou quando viu o olho da menina. Endon não sabia se ria do mago ou se espantava com a violência de Magra.

– Que tu vai fazer com elas – disse Endon baixinho para Hikan.

– Não sei – respondeu Hikan olhando para as duas – Pensei que o Silvik ia estar aqui quando acabasse a briga.

Hikan resolveu passar um sermão. Depois levou as duas separadamente para para serem tratadas por Harshepu. A punição ainda estava sendo trabalhada por eles.