Prólogo: A Digared que nos queremos

Riornia 788

Turth filho do açougueiro entrou enfurecido no quarto de sua noiva Qeria. A garota levantou seminua em um só pulo.

– Onde ele está? – gritou ele.

– Como assim ele? – respondeu ela – Você me ofende assim sabia!

Turth puxou as cobertas, olhou em baixo da cama, abriu os armários e nada. Foi então que ele se deu conta da sacada. Com um só chute ele a abriu. Mas não havia ninguém. Akille Chamouth se largou do teto e caiu, sem fazer barulho, nas costas do noivo de Qeria. Ele piscou para a garota e fugiu pela porta da frente.

Longe ouvia os gritos da garota reclamando por ter sido desrespeitada, enquanto Turth pedia perdão pela desconfiança é ciúmes. Akille atravessou as ruelas do bairro Aladren, um dos mais perigosos do reino, onde poucas pessoas desconfiariam que ele era bisneto do rei Advenne.

* * *

Arredores de Napoesh

Os soldados arrumavam os escudos e lanças e encaravam as hordas de carniças que lhes espreitavam. Os malditos mortos vivos estavam atacando o reinos semanas. O Decado protelava para mandar ajuda, diziam ser problema de Azuleno, enquanto eles falavam ser de Ergedon. Mas aquele exercito não respondia aos homens e sim a uma deusa iluminada.

– Homens – gritou Tutan Nahi filho de Hikan – Já vencemos bárbaros, exercitos de homens e bandidos saqueadores pagões. Houve momentos que lamentei que eles perecessem por nossas lâminas. Mas hoje estamos enfrentando a face do mal e do caos. Não há razão de sermos clementes. Hoje encaramos a face de Ixchel e diremos que este é o nosso mundo, e ela pode mandar quantas monstruosidades quiser, e nos mandaremos todas para o Inferno!

Houve gritos de louvor dos homens daquela centúria que ergueram os escudos com o emblema da família Nahi. E logo marcharam para cima da horda.

* * *

Alisios

Todos os criados corriam para preparar o festival de aniversario da rainha Naylline. Era uma festividade cara, mas sempre obrigatória. O príncipe Dalqer saia do palácio a cavalo quando foi parado pelos guardas.

– Alteza, a rainha pediu para que o detessem caso quisesse sair do castelo – pediu o guarda receoso.

– Bilcoon, não faça isto – pediu o príncipe – Eu vou sair meia hora no máximo.

– O senhor sempre diz isto – retrucou Bilcoon.

– Confie em mim! Eu já te deixei na mão? – sorriu o carismático príncipe.

– Duas vezes.

– E eu te tirei delas sempre não foi – falou ele sorrindo e piscando.

O guarda sorriu abrindo o portão.

– Meia hora nenhum minuto a mais viu.

Dalqer filho de Dalmerith piscou e partiu cavalgando. Cruzou o reino a pleno galope até chegar na favela. Parou o cavalo num beco e abriu o alforge. Os mendigos e miseráveis o cercaram rapidamente quando perceberam que ali havia muita comida.

– Crinças primeiro – gritou Tarcia filha de Stillgar, organizando a fila e indo até Dalqer – Você demorou!

– Tive problemas com Bilcoon!

– Ele não aprende né – ela sorriu o puxando pela mão até o prédio abandonado e o abraçou e beijou nos lábios – Quanto tempo temos?

– Ele me deu meia hora. Eu gastei uns vinte minutos para vir até aqui – disse o príncipe abraçando a ranger.

– Então ele vai ter que explicar a sua ausência – Tarcia empurrou Dalqer no feno, tirou a blusa e subiu sobre ele.

* * *

Arredores de Azuleno

Doki e Jun eram um casal de ladrões que ousava invadir terras nobres. Mas eles deveriam ter visto o emblema daquele sobrado. Joias nos quartos, seda, muito ouro, poderiam ter ido embora, mas eles pensaram porque não saquear o porão. Sempre tem coisa boa guardada no porão.

– Maldita seja Ividinia – gritou Doki.

Havia muito sangue no porão. As paredes eram forradas para não deixar o som sair. Correntes no teto segurava quatro corpos que ainda agonizavam: um sem pele, outro aberto no peito.

– Vamos sair daqui – disse Jun.

– Por que? – disse uma voz decendo as escadas e girando uma lamina afiada nos dedos.

– Que demônio é você? – perguntou Jun com horror e lágrimas nos olhos.

– Deixe me apresentar – falou ele fazendo uma reverência cortes – Vorfeu Chamouth, filho de Winfer.

* * *

Trindade

Galemitus sempre bebia de mais nas noites de folga. E agora que estava desempregado, todas as noites eram de folga. Ele já havia bebido algumas garrafas quando decidiu tentar paquerar a garçonete Monsha.

– Sai para lá Galemitus – pediu ela.

– Vem cá piranha – gritou ele.

Ela se desvencilhou, mas o grandalhão ergueu a mão para bater nela, mas teve as pernas varridas por um cabo de vassoura. O valentão não podia acreditar ao ver que foi o faxineiro que lhe derrubara.

– Você morreu seu merdinha!

– Certeza que vamos levar isto adiante – disse ele girando o bastão com maestria e destreza – Acho que tu não sabe quem eu sou não é?

O valentão ficou confuso.

– Sou Mithus A’Drake, filho do andarilho! Eu fui treinado para matar vampiros e dragões. Tem certeza que a gente vai ter que lidar com isto mesmo?

Galemitus não estava tão bebado para arriscar. Ele pegou suas coisas e saiu da taverna.

Dieghus sorriu de trás do balcão enquanto secava os copos. Mithus chegou no balcão e suspirou aliviado. Galemitus não fazia ideia que Mithus jamais havia dado um soco na vida. A única coisa que sabia era derrubar as pessoas.

– Você é rápido garoto. Devia deixar te treinas – pediu o bardo aposentado.

– Para que? – perguntou o garoto – Para ser um andarilho e viver na estrada sem raiz e sem me impotar com ninguém.

– Não foi o que você fez ao sair da casa de sua mãe? – perguntou Dieghus.

– É diferente. Não quero riquezas. Não quero viver assim. Quero achar meu lugar neste mundo. Uso o nome do meu pai adotivo apenas para evitar brigas. Nem tudo se resolve com guerra – falou ele puxando o colocar de Amabel e beijando.

Dieghus sacudiu a cabeça rindo. Nenhum dos dois percebia uma figura sombria de cabelos ruivos e pele pálida que os espreitava em uma mesa no fundo da tavernas.

* * *

Tapsa

Endon havia rastreado aquela vampira sanguinária durante semanas. Mas agora ela havia ficado encurralada naquele prédio antigo. Ele entrou assoviando e batendo com o cabo do sabre. Ela não ousaria enfrentar o melhor caçador de vampiros de Digared. Então ele abdicou do elemento surpresa. O que ele não esperava era encontrar aquilo: – uma jaula com dois bebês no alto, seguras por uma corrente que a vampira segurava.

Ela riu e se transformou em morcego largando a corrente. Endon saltou e pegou a corrente, mas ela foi muito rápida escapando pela janela.

– É contigo garota! – falou Endon torcendo.

No alto do prédio Mitra Nahi filha de Hikan mirava uma flecha no morcego que escapava da construção. Ela prendeu a respiração, seus olhos se habituaram a escuridao e seus cabelos sentiam a brisa da noite.

A flecha voou e atingiu o morcego em cheio.

Mitra assoviou e um tigre branco saltou da escuridão para finalizar o morcego com selvageria.

– Isto aí Paladino – gritou ela.

Endon saiu do prédio com as crianças no colo e olhou para a garota.

– Pegou ela – falou ele em tom sério e sombrio.

– Claro! – respondeu ela sombria – Tu não me ensinou a falhar.

* * *

Lamormy

Stillgar havia sido convidado para palestras na ULMAF. Não estava ali pelo dinheiro, apenas pela oportunidade de voltar para o seu reino livre das acusações da morte de seu pai.

– Stillgar! – gritou Leherond vindo lhe abraçar – Quanto tempo cara.

– Que surpresa te ver também – respondeu Stillgar sorrindo.

Leherond viu a adolescente ao seu lado.

– Sua filha?

– Não – falou Stillgar – Minha aprendiz.

Ela esticou a mão para baixo e sorriu jovial para Leherond, que prontamente beijou-a respeitosamente.

– Princesa Rayka Landreha, filha de Dalmerith – sorriu ela.

Os dois se entertiam no papo, enquanto a Rayka ilusão os observava e a verdadeira entrava na sala de Deyned com invisibilidade.

– Certeza que eles não vão me enxergar – disse ela transmitindo a voz nos brincos que usava.

– Fica tranquila – respondeu Stillgar enquanto pegava ponche e via a ilusão de Rayka sorrindo para Deyned agora – Só mantenha o plano.

– Ouça Stillgar criança – disse a voz esganiçada do Anel de Ferro que observava tudo em um prédio ao lado – Você está indo ótima.

– Ótima? – sorriu Stillgar disfarçadamente – Com doze anos ela domina as magias de ilusão como ninguem. É um prodígio. Como a Min…

– Não fale o nome dessa bruxa – gritou ela fazendo os brico deles apitarem.

* * *

Alisios

Isherpu filha de Stillgar acordou. A visão ainda estava turva, ela se levantou e abriu  janela. Espiou para sua cama e viu seu próprio corpo dormindo. Voltou-se para a janela e viu Raika roubando para seu pai.

Isherpu sentiu vergonha.

Beckya havia lhe dito quem seu pai era de verdade. Ela lamentou ao descobrir que seu padrinho Hikan sabia da verdade e deixara seu pai  escapar impunemente. Ela ouvia historias dos heróis que eles eram, e o que representavam para o mundo, mas saber a verdade era um fardo muito grande para uma menina de treze anos.

Ela voou pela janela e viajou até uma cripta. No fundo da escuridão ela encontrou um vulto.

– Seu dom está aprimorando criança – disse o vulto.

– Eu li sobre você – disse Isherpu – Quero ver você Ayllis dyn Kayllis.

A vampira saiu da escuridão e se mostrou para ela.

– A escuridão está vindo – disse Ayllis – Você viu as mentiras desviados pela luz.

– Sim.

– A escuridão sempre é negra, não há mentiras.

– Não estou atrás de verdades ou mentiras.  Me pai preza tanto pelo conhecimento que eu imagino que isto seja importante de alguma forma. Eu tenho apenas uma pergunta – disse Isherpu.

– Não – gritou Walter surgindo no lado direito da menina – Este não é o caminho!

– Ele tem razão querida – disse Beckya – Ela não lhe trará nada de bom.

– Eles mentem para ti! – disse Saverkalet rindo.

– Parem! – Isherpu gritou – São tantas vozes.

Ayllis quase não se aguentava de tanta emoção. Que poder único é formidável.

– pergunte criança – pediu ela.

– Você pode me ensinar? – perguntou Isherpu.

* * *

Illiguerd

Hikan chegou no templo com seriedade. Estava acompanhado de seu filho Hasherom. Illeandru fez sinal para que os soldados abrissem as portas do quarto.

– Deixe comigo agora Hikan – falou o filho puxando o livro do Sol que ele mesmo havia escrito, e o amuleto de Brigith.

Hikan ficou do lado de fora e fez sinal para que fechassem a porta. Illeandru estranhou mas não obedeceu.

No quarto Harsherom viu uma mulher de cabelos negros e olhos completamente brancos. O quarto cheirava a vomito e fezes.

– Harsherom filho de Hikan – disse a mulher com uma voz demôniaca e se contorcendo fazendo barulhos de ossos estralando.

– Infelizmente para você sim! – o jovem abriu o livro e ergueu o amuleto fazendo o sol refletir e dar no rosto d mulher possuída que imediatamente esperneou – Mãe Brigith! Guie o caminho da luz e faça de mim, seu humilde servo, o arauto de sua graça magnamina.

– Maldito! – gritou o demônio pela mulher – Eles mentem!

– Com quem falo criatura nefasta! – gritou o clerigo – Eu lhe oderno que me fale seu nome, rei das mentiras!

– Eu vim para destruí-los – gritou ela novamente.

– SEU NOME!?

– Nivi.

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Prólogo: Maldição

A rebelião organizada por Aldresh, Ilita e Elissa conseguiu banir os lagartos guerreiros de Digarom. Hikan, Endon, Stillgar, Cegalia e Isa Carolyne entraram sem dificuldades em Estengard.
Quando Endon chutou a porta e gritou:
– Digarom! Endon Chegou!
– Esqueça – disse Hikan procurando o mal que jamais poderia se esconder da luz de Brigith – Ele se foi.
– Covarde! – riu Stillgar aliviado.

Poucas horas antes Digarom havia sido convencido por Myskara, a deixar o reino. Advenne estava com a Pedra Shuoa, mesmo que o ancestral dragão pudesse destrui-los, e ele podia, estaria apenas abrindo caminho para Advenne. Akille havia sido derrotado por uma garota e Advenne não poderia ser páreo para os heróis do forte Nahi.
Miner foi libertada com ajuda de Elissa, Isa e Stillgar e finalmente o domínio dos dragões em Digared acabou.

* * *

Alisios 788 edvm

O casamento de Dalmerith ocorreu 23 dias após a morte de Dalmer. Garlini, a antiga rainha parecia não se importar de casar um filho em meio ao luto.
Os noivos pareciam felizes, principalmente a noiva. Era de se esperar que Carla Chamouth e Illeandru Barezade não viessem a cerimônia.
Stillgar foi padrinho, para surpresa do próprio mago. Endon decidiu não comparecer, embora Naylline insistisse muito para que o primo viesse ver seu triunfo.
Hikan que não fora convidado, ainda assim enviou um presente,que foi descartado pela noiva.

* * *

Riornia 788

Os gritos de Carla ecoavam no castelo de Riornia. Advenne sentia-se impotente por não poder ajudar a neta. Silvik entrou nos aposentos do mago:

– Mylorde, o jovem Illeandru está aqui.
Os gritos cessaram. Uma das matronas entrou no salão e fez um sinal positivo. Advenne sorriu, e falou ao guerreiro.
– Deixe-o ve-la.

Illeandru entrou no quarto de Carla. A menina estava esgotada, suada e enfraquecida. Mas ainda mantinha a beleza de sempre.
– Carla – disse ele se aproximando.
A menina sorriu tirando a manta azul para o lado revelando um lindo bebê recém nascido com olho esquerdo azul e direito vermelho.
– Que lindo – disse o cavaleiro sorrindo e se ajoelhando diante da cama – Me diga Carla. O pai é…
– Ele não tem pai! – respondeu ela ríspida – Ele é apenas um Chamouth. Nada mais.
Illeandru concordou com um aceno positivo de cabeça.
– Estou indo para Illegard ajudr Hikan. Mas voltarei para visitá-la. Sei que estará bem aqui – ele apontou para sua testa – E aqui – apontou para o coração de Carla.
– Obrigada – disse ela sorrindo – Você tem sido um bom amigo.
Illeandru sorriu e se preparou para se retirar do quarto. Mas antes olhou para trás e perguntou:
– Carla – falou sorrindo timidamente – Se eu voltar desta campanha com Hikan. Você gostaria de… – ele não conseguiu terminar a frase.
– Sim – respondeu ela sorrindo.

* * *

Hikan conseguiu vencer os clérigos corrompidos dentro da igreja de Brigith, mas a grande parte deles conseguiu escapar com vida criando a Ordem dos Caídos.
Calacius pediu para que Hikan se torna-se o sumo sacerdote da Igreja e vivesse em Iliguerd, onde o paladino foi agraciado com o título e rei.
Stillar foi convidado por Naylline para ser seu conselheiro. Vendo que Endon quebrou os laços com ela e Dalmerith pediu distanciamento de Hikan, o mago resolveu ficar em Alísios. Onde foi agraciado com o título de Conde e terras nobres. Ele casou-se com Rarossu.
Embora Endon tenha ficado feliz em descobrir que Ilita estava viva, ele ainda assim decidiu ficar com a maga Elissa. Ela acabou por aceitar um cargo político em Helenary, para onde também foi transportado o orfanato. Eles adotaram o garoto Heldresh. Mas nem mesmo o filho fez o andarilho permanecer enraizado em um reino.
O forte foi abandonado.
Cegalia retornou para Azuleno onde casou-se com um poeta.
Dieghus casou-se com uma dançarina de Trindade e montou uma taverna.
Miner assumiu o posto de Aurin, mas ela e Aldresh se separaram. O ladrão fundou duas guildas.
Ilita voltou para Napoesh.
Illeandru, Calhisthiel e Gabi se tornaram paladinos da ordem de Hikan.
Ziziri se tornou rainha dyn Lyn.
Wesnayke conseguiu tornar Claymor mais uma vez o centro do Decado. Riquilmi seu filho mais velho se tornou um grande general, enquanto Caligari seguiu a parte política, se tornando uma senadora fascista.
Saturway, a assassina que antes fora conhecida como Azhaela, matou todos os Treze antes de ser presa e executada na arena de Claymor.
Magra voltou para o norte e foi aceita no exército de seu pai.
Kalliel dyn Kayllis se tornou um caçador de vampiros e conseguiu adquirir a espada serpente elemental de gelo.
Simba voltou para Ometardeck e tornou-se guardião do rei.
Luh-Takaha se tornou rei de Takash.
Briton se tornou guardião do rei em Hal-Has.
Mallestrizizz começou a estudar para ser paladino de Brigith.
Vorik voltou para Semlya, e com a morte do irmão: Ele, assumiu o cod-nome: Essa.
Tayrine foi morar em Illiguerd onde montou uma fábrica de máquinas e uma companhia ferroviaria.
Qestros foi morar com a irmã Elissa, em Helenary. Casou-se com uma condessa e ganhou a espada Serpente de Fogo de Hikan.
Garlini esposa de Dalmer ficou louca e foi presa na masmorra por Naylline.
Fenrish se tornou chefe da guarda de Dalmerith.
Winfer foi solta por Naylline e devolvido para Riornia, tornado-se general de Venne.
Aradiana sentou no trono de azuleno.
Isa voltou para Litarmina.
Cabriel casou-se com uma princesa.
Jirga se mudou para Riornia onde casou-se com Silvik, que se tornou chefe da guarda de Advenne.
Qevy foi contratada por Aymin para chefiar a sua industria de itens magicos.

* * *

O covil de Ayllis estava gelado, mas Advenne não importou-se. Ele apenas ia se livrando do rastro de corpos de ratos sem sangue que certamente levavam a decadente vampira.

No fundo da cripta ela jazia destruída, ainda pela magia de Miner.

– Que degradante – debochou o mago Shuoa – Nada surpreendente para mim.

O mago riu e ela nem se moveu. Ele puxou o corpo de um coelho e jogou aos pés dela. Ayllis voou no animal e arrancou o sangue de sua jugular. É uma ilusão formando a antiga Ayllis saiu da escuridao para negociar com ele.

– Bem melhor – comentou o mago – Mesmo sendo uma mentira.

– A ignorância é uma benção – comentou ela encarando Advenne – Que queres Chamouth?

Ele sorriu, e puxou a pedra para ameaçar.

– Um passarinho ruivo certa vez me contou das maldições de Ayllis. Sobre o que fizera com Hikan no deserto, com Stillgar e Anel de Ferro no assassinato de Walter – ele parou e sorrio – Mas ouvi que tu fizestes algo especial para Endon A’Drake. O original, não o Junior.

– Acredite a verdadeira amaldiçoada fui eu – falou ela lamentando.

– Conte-me – ele mostrou a pedra.

A imagem do passado venho clara para Advenne. Ele pode ouvir os passos de Endon indo enfrentar Myllis. O vampiro havia transformado Mylla, a esposa do caçador de vampiros, em uma cria. O maligno vampiro acreditava que Endon não conseguiria matá-la. Mas Ele puxou o sabre e dacaptou-a sem piedade.

A luta final entre os dois se iniciou. Na escuridão Ayllis observava o irmão lutando contra o caçador. Mas a fúria de Endon lhe deu uma vontade a mais de vencer, e Myllis foi destruído. Ela não podia acreditar que seu irmão poderoso podia ter perdido para um simples humano. Então ela puxou sua varinha de osso para invocar a maldição do Algoz.

Endon caiu no chão e sua pele ficou branca como Myllis. Seus cabelos ficaram ruivos, e toda a aparência e consciência do vampiro passaram para Endon. E assim o caçador tomou o lugar do caça.

– Você é diabólica – falou Advenne se afastando – Por isto ele não possui as fraquezas de morto vivo, por isto Endon não consegue rastrea-ló. Ele procura pelo vampiro, mas deveria estar procurando o pai.

– Vai desfazer minha maldição?

Advenne riu.

– Há… não! Sei que ainda terei problema com o Andarilho. É hora de fazer amizade com o pai…

 

Prólogo – Não era sobre eles…?

Adina Chamouth observava o antigo quarto de brincadeiras que sua mãe Yalla mandara fazer quando Traumat e Akille eram crianças. Posteriormente ela brincara ali com sua prima Wynfer e com outras amigas: o quarto estava vazio. Os fantasmas infantis de seus irmãos pareciam correr pela sua imaginação enquanto ela buscava conforto em suas paredes.

A guerreira desceu até a adega onde seu pai organizava as centenas de garrafas. Ela jogou a espada no chão. Tirou a armadura, os braceletes enquanto ele a observava com curiosidade.

– Filha – pediu ele.

– Você perdeu o direito de me chamar assim, quando trouxe ela para o nosso lar! – gritou Adina apontando para a pedra Shuoa.

– Você não entende agora – tentou explicar o mago sorrindo e acariciando a pedra com um pequeno pano negro de Veludo – Ela pode nos ajudar, vai matar nossos inimigos. Ela vai…

– Ela vai nos destruir pai – disse a guerreira com os olhos marejados – Akille pegou a pedra para se vingar de Cahethel, e foi morto pela própria filha. Não há motivos para vingança hoje enxergo isto. Traumat foi morto por Cahethel, que foi morto por Akille, mas nada disso fez nossa família voltar ao que era antes. Quantos riorniano morreram por claymornianos? Mas quantos nós matamos? Após milênios não somos capazes de afirmar que atirou a primeira flecha!

– A pedra pode responder isto – ele sorriu.

Adina se jogou aos pés do pai e se ajoelhou pegando em sua mão.

– Pai – ela parou devido ao choro, mas prosseguiu – Me deixe destruí-la! Escolha a mim ao invés dessa abominação.

– Eu sempre escolherei você e Carla – falou ele sorrindo.

– Largue a pedra papai! – ela suplicou, tateando o chão em busca da espada.

– A pedra – ele olhou a pedra com entusiasmo. Abriu os dedos e ela começou a escorregar – Não! – disse ele segurando a corrente e a deixando suspensa ao ar – Você ainda não entende.

Adina sabia que enquanto Advenne estivesse tocando a pedra com a pele, ele seria invencível. Mas agora ele tocava apenas a corrente. Era o momento perfeito: Só precisava puxar a espada, ela o Fez – A brandiu rapidamente e a enterrou no peito do seu pai!

Mas uma segunda lamina de alabarda se colocou a frente da espada de Adina.

– Você está doida! – gritou Carla jogando Advenne para trás. O mago pegou a pedra e a guardou no peito – Você ia matar o vovô!

– Carla querida – pediu Adina – Precisamos vencer a pedra. Você sabe disso, já fez isto antes! Você é a escolhida, Miner disse que o poder do amor pode vencer a pedra! Você venceu Akille e pode ser imune a Shuoa.

Advenne pegou a pedra e passou o dedo para dexa-la púrpura, assim os olhos de Carla se tornaram chamas púrpuras.

– A pedra é a resposta titia – disse Carla!

Adina recuou, jogou a espada no chão e saiu da adega em prantos. Era o momento de partir. Se livrou de tudo que tinha de Riornia. Ela não teria forças novamente para atacar seu pai. E Não ficaria para ver seus entes queridos serem consumidos por aquela maldição.

Ela saiu de Riornia para se tornar uma nômade.

* * *

Dalmer reorganizava Alisios assinando papeis. Deitado na cama após os grandes ferimentos causados na guerra com os dragões, o guerreiro temia morrer na cama: – Não era um modo justo de um Landreha morrer. Felizmente a sua futura nora Naylline era uma conhecedora de venenos draconicos, e estava lhe medicando com ótimos tônicos.

Garlini entrou no quarto lhe trazendo o último tônico.

– Naylline disse que era para que tomasse após você ter assinado todos os papeis – comentou a esposa – Pois você precisa repousar após ingeri-lo.

Dalmer assinou os ultimo papeis, declarou duas leis novas e empossou seu filho Dalmerith como rei até ele se recuperar. Depois bebeu o tônico, bocejou e dormiu.

O rei Dalmer filho de Enzigh dormiu e sonhou com as batalhas épicas que vivera, lembrou do pai e irmão Éverith que haviam lhe deixado. Ele sonhou que estava em uma nova aventura, e então nunca mais acordou.

Dalmerith se tornou rei de Alisios.

* * *

O casamento com Dalmerith traria novamente a familia A’Drake para os holofotes nobres. Taiqilles estaria orgulhoso pensou a garota sorrindo em frete ao espelho de ébano. O vestido negro que usara no velório foi muito elogiado pelas duquesas Garshilles. Aquelas velhas harpias eram sebosas, mas a nova rainha tinha que ser aprovada como uma “fada” por elas.

Naylline se virou, mas percebeu que havia alguém em seu espelho: Advenne Chamouth.

– Padrinho – disse ela irônica.

– Pelo que percebo o plano está dando certo – sorriu o mago acariciando a pedra.

– Nunca gostei deste namorinho de romance açucarado – rebochou Naylline.

– Mantenha o novo rei ocupado, e vivo pelo menos no primeiro ano.

– Um ano! – reclamou ela – o Veneno tem prazo. Logo ele vai lembrar do que sente por ela.

Advenne riu:

– Não tem problema – disse ele – Ela já estará vulnerável a pedra até lá.

O mago saiu do espelho e foi até a sacada para observar. Carla lutava com seis guerreiros com extrema agilidade e força.

– Ela é fantástica não é? – falou Advenne.

– A melhor que já treinei – respondeu Silvik com os olhos púrpuras.

Prólogo: Nova Ordem II

As ruas de azuleno estavam desertas, e Mirtakon o dragão Marrom sabia que os humanos estavam armando contra ele.

O dragão saiu de dentro do buraco que escavava e rugiu para intimidar, mas não havia ninguém na praça central. Ele se enfureceu, mas sorriu quando uma das portas de um restaurante se abriu e dela saiu o príncipe Dalmerith.

– Sabe quanto tempo não provo da carne real – sorriu Mirtakon – Dalmerith filho de Dalmer, filho de Enzigh.

Dalmerith sacou a espada e a cravou no chão.

– Dragão – disse Dalmerith – Entregue-se, peça desculpas, solte Silvik Nahi e eu o pouparei.

O dragão riu e rugiu novamente.

– É o dia das piadas? – gritou o dragão – voce não é páreo para mim príncipe!

O dragão saltou sobre o príncipe, ignorando Perickles e os arqueiros nos telhados. Os cavalos saíram de dentro do túnel sul, e uma cavalaria de 20 guerreiros o pegaram na retaguarda, Carla Chamouth e Aradiana Luthenkall lideravam e o golpearam na cauda, impedindo que ele ganhasse altura. Mirtakon caiu e Dalmerith pegou a espada para enfiar entre seus olhos:

– Esta espada matou Harshenow e Mistashina – Dalmerith arregalou os olhos com ódio – A nova ordem é dos homens!

* * *

Digarom ouvia os relatórios. A cada dia um novo dragão caía. Os homens eram mesmo criaturas perigosas quando acuadas. Atacar os reinos no momento de maior crise deles não surtira o caos desejado. Apenas os uniu mais.

– Deem a ordem de reagrupar no vulcão – disse o Dragão – Myskara cuidara do recuo. Destruam Estengard, eu quero esperar aqueles que virão até mim. E levarei o máximo de heróis junto comigo para o inferno.

Os dragões recuaram para o vulcão e Digared amanheceu livre.

* * *

Alísios comemorava as vitórias deles, Azuleno e outros reinos. Pela primeira vez os exércitos Riorniano e Claymornianos marcharam juntos para vencer um inimigo em comum. A festa incluirá dezenas de heróis. Dalmerith lamentou que Hikan e seus amigos do forte não estivessem ali.

O jovem príncipe de Alisios sentou na beirada da sacada do castelo de Riornia e observou a noite. Tirou do bolso a caixa com o anel. Seria hoje que ele pediria ela em casamento. O mundo estaria em paz e eles estariam felizes.

Dalmerith entrou na festa. Onde era acompanhado, com os olhos, por Carla que bebia champangne ao lado do avô. O jovem príncipe pediu a atenção de todos, se ajoelhou diante de sua amada e pediu Naylline A’Drake em casamento.

Resumo Sessão XIV

Ryamant não teve dificuldades de dominar o forte Nahi. Os encantos da dragoa eram poderosos e irresistíveis. Porém Elissa não se entregaria facilmente. A maga usou todos seus recursos arcanos para enfrentá-la, mas acabou sucumbindo para o clone de Endon que ela criará.

A maga sabia que o espelho de Euklides era um artefato poderoso e de poder absoluto, e que aquele Endon não era o verdadeiro.  Mas era difícil lutar contra os olhos quando o coração é atingido. O clone de Endon rasgou as entranhas de Elissa e decepou sua mão esquerda, fazendo a maga cair em seu próprio sangue.

– Jovem idiota – debochou Ryamant vendo o corpo ferido pelos sabre de gelo.

Elissa conseguiu se colocar de pé. E encarou a dragoa com brio.

* * *

Hikan, Endon e Stillgar sentaram na mesa do salão para comparar as histórias de seus amigos. Haviam chegado no forte após a viagem de Illiguerd. Encontrando o local tomado pela dragoa. Ela revelará o enigma: cada pessoa foi encantada com um passado maligno, e apenas uma mentia sobre a verdade.

os heróis haviam passado por provações psicológicas na viagem: Stillgar sentiu a presença de Ayllis, e a necromante vampira parecia  não ter desistido dele. Endon descobriu que seu pai ainda estava vivo, que Aldresh e Ilita foram emboscados por Ermeth. Hikan soube que sua igreja estava sendo dominada por uma escuridão interna e que Calacius, seu mestre e sogro, corria perigo – Sem contar a tentativa de homicídio de Naylline contra Illeandru.

Agora eles estudavam segredos sombrios sobre seus aliados.

Endon leu a história de Jirga e como ela traira Silvik com Aldresh. Endon conhecia Aldresh melhor que ninguém, sabia que era um homem sem limites na arte da conquista, mas lembrou da história que ele teve com uma encantadora Ryamant. Seria esta a dragoa? Ele conhecia bem o irmão, mas entendia mais de mulheres furiosas:

– Jirga! – Endon correu até a irmã de Stillgar e a apunhalou com o Sabre.

Stillgar não teve tempo de nada, enquanto Hikan se surpreendia. Mas assim que a apunhala-la, a dragoa se revelou, os teleportando para o templo de Ryamant. A dragoa não perdeu tempo e criou clones dos heróis para lhes subjugar. A tática deles se dissolveu e a derrota parecia inevitável quando Endon caiu ao chão. Hikan só conseguia contenção e o mago Stillgar parecia confuso no combate. A dragoa se preparava para o golpe final, quando num sopro de vida, Endon puxou o arco e disparou sua flecha da morte.

O projétil foi certeiro é fatal, e a dragoa morreu.

Endon lamentou destruir, o que para ele, parecia ser a dragoa mais fantástica do continente. Mas este era o ônus do caçador.

* * *

Horas antes.

Elissa olhou para Ryamant apontando seu cajado.

– Desista maga – riu Ela – Você perdeu, não foi párea para a ilusão do ente querido, mostrando como você é fraca.

– Fraca? – sorriu Elissa – Você diz que os sentimentos são a fraqueza, mas eu perdi por lutar contra alguém que eu amo. Você não esquece sua rejeição, Endon descobrirá seu enigma pois você é estupida.

Ryamant puxou o relâmpago púrpura para incinerar a maga.

* * *

Miner olhou para as três esferas. E entregou uma para Aldresh, uma para Elissa e a terceira para Dalmerith.

– Usem no momento mais crítico. E elas os trarão até mim.

Aldresh olhou para a esfera.

– E se o lugar que você estiver for pior? – perguntou ele.

– Pior que esteja, nós estaremos juntos – disse Dalmerith.

Os quatro juntaram as esferas e formaram um pacto não falado.

* * *

Aldresh quebrou a esfera e conseguiu escapar da morte trazendo Ilita consigo, mas a concussão do desabamento do templo a deixou impossibilitada. Ele viu a estátua de gelo de Miner. E observou um túnel subterrâneo onde poderia se esconder.

O ladrão esperou por dois dias. Sabia que não teria uma chance de escapar dali com Ilita ferida e Miner congelada. Teria que fazer escolhas logo.

No segundo dia Elissa quebrou sua esfera. E agora ele tinha aliados.

– Estamos nas terras de Digarom – disse Elissa – Não podemos ajudar Miner se formos pegos.

– Eu sei – respondeu Aldresh – Mas precisava que alguém tomasse esta decisão por mim. Podemos sair daqui, já planejei tudo.

– Não vamos abandoná-la – disse Ilita saindo do túnel – Vamos para a cidade e nos misturar. Quando Endon e os outros chegarem eles não podem ter que lidar com refens. Vamos tirar a vantagem de Digarom.

Aldresh concordou.

– Quem é ela?

Elissa perguou olhando séria para aquela linda mulher que confiava tanto em seu homem, e Aldresh arregalou os olhos sem responder nada. Ele olhou para Miner congelada e a invejou.

Prólogo: Club dos 8

Poucos sabiam da existência do templo Inverso, a maioria acreditava ser uma lenda, um mito. Mas os mais astutos e ladinos conheciam sua existência. E foi por isto que Ele o escolheu para sua assembleia.

Ele organizou tudo, deixou armadilhas mortais para espiões, perseguidores e desavisados: Enquanto Os seus convidados… bem eles não precisavam ser avisados de armadilhas, se precisassem não mereciam o convite.

No princípio da noite eles chegaram: Aldresh dyn Lyn, um dos poucos ladrões que usava o nome verdadeiro; a misteriosa arqueira Pri A’Drake; o falsário Máscara; Rum de Rogën; a belíssima Ilita; o pirata Corvo; e ronin Adaga.

– Estamos todos reunidos após três anos! – começou Ele.

Aldresh olhou envolta encarando os sete ladrões que disputavam o título de vice-melhor ladrão do mundo.

– Espero que seja importante – falou Ilita – Atendi o chamado, mas estou muito ocupada com algo “grande”- ela sorriu piscando com deboche para Aldresh.

– Não se preocupe – comentou o mestiço – Deve ser rápido e depois tu podes fazer o que faz de melhor: Sumir! – havia desprezo nas palavras do ex-cunhado que tomava as dores.

– Chega! – pediu Ele.

– Vocês são pequenos – disse Adaga com os cabelos negros shayos a frente dos olhos.

– E você é frigida! – comentou Ilita.

– Eu te parto em duas vadia – gritou Adaga.

– Se alguém for matar Ilita este será o Capitão – disse o pirata abrindo o tapa olho que cobria o ferimento que a ladra havi lhe causado no passado.

– E após todo este tempo ele ainda fala de si na terceira pessoa – zombou Máscara.

– SILÊNCIO PORRA – gritou Ele furioso – Temos assuntos importantes cacete!

Os demais lhe deram atenção.

– Como todos percebem estamos desfalcados – todos ficavam a frente de uma rocha bruta, mas havia uma nona Rocha sem ninguém – Ditrix saiu da ordem e temos que iniciar um novo membro. Mas este não é o momento – Ele suspirou – Os dias tem sido mais caóticos e uma guerra se aproxima. O rei Dalmer de Alísios me pediu ajuda para salvar o seu reino da Dragoa Myskara. A ordem nunca se manifesta sobre assuntos do continente, mas acho que seria um bom momento para abrirmos uma exceção.

– Ótimo tocar no assunto – comentou Máscara – Mas acho que podemos ver este “incidente” como uma oportunidade – sua mascara de ferro teve as manchas rochas transformadas em uma mancha de sorriso e olhos amarelos – Vamos nos aliar a Digarom. Vamos ficar do lado vencedor.

– Se aliar aquele sequestrador! – gritou Aldresh.

– Quem ele sequestrou Al? – comentou Máscara – Seu pai? A não ele morreu né!

Ilita socou o ladrão mascarado e as manchas e tornaram vermelhas de ódio.

– Chega! – gritou novamente Ele, enquanto Rum e Capitão seguravam Máscara.

Ilita voltou para seu lugar e encarou Aldresh que não disse nada. Apenas balançou a cabeça, olhou para a esquerda piscou o olho direito, olhou para a chama no centro da sala e bocejou. Ilita arregalou os olhos e símbilou com os lábios: – Ele pegou Miner?

Adaga também captou a mensagem.

– Voto a favor de Dalmer – disse Adaga olhando para Aldresh.

Ele acentiu. Aldresh e Ilita ergueram a mão esquerda em aprovação.

– EU sempre voto contra os dragões – disse a sempre calada Pri A’Drake.

Rum e Capitão também votaram a favor, deixando Máscara sozinho.

– Então vamos nos unir a Dalmer – disse Ele.

Um rugido foi ouvido. E nas profundezas da escuridão surgiu Ermeth o Dragão Azul. Era apenas um olograma, uma ilusão não mágica, uma de suas muitas invenções.

– Que belo tantos ladrões juntos conspirando contra nosso mestre Digarom.

Mascara se jogou no chão implorando piedade.

– Tarde de mais amigo!

Houve um terremoto e o templo tombou, matando os 8 ladrões.

 

 

Sessão XIII

Ryamant sobrevoava esbelta pelos céus de Estengard, mergulhou girando até se transformar em uma belíssima mulher e entrar pela janela do palácio Magnânimo. Digarom olhou, mais uma vez enojado, para a dragoa que amava assumir a forma humana.

– Ryamant – falou Digarom ficando ereto e mostrando toda sua grandiosidade, era o segundo maior dragão do mundo, o sétimo maior ser de Digared – Trazes notícias?

– Os humanos mataram Saverkallet! – falou Ryamant seca. Ela saltou para o outro lado do salão e se sentou no imenso trono do dragão, deixando Digarom furioso.

– Saverkallet e Sika! Duas perdas.

– Satur também – complementou Ela – ele sobrevoa o continente para tomar seu trono.

– Isto é piada, Satur é fiel a mim.

Ryamant deu de ombros, pegou uma maçã e saboreou. Digarom a encarou:

– Relate-me.

Ryamant suspirou de tédio, olhou para o centro do salão e seus olhos brilharam refletindo uma imagem: Nela Hikan, Endon e Stillgar com mais alguns aliados, invadiam o covil do dragão verde. Enfrentando plantas mutantes, lagartos arqueiros e armadilhas engenhosas. Até finalmente encontrar o dragão verde.

Saverkallet usou todo seu deboche – algo que sempre irritava Digarom – o veneno da palavra de seu nome era tão forte que os heróis tinha dificuldades em destruí-lo. Mas a união do caçador de dragões com a abençoada luz do paladino, fizeram a diferença. Até mesmo Stillgar fugiu de suas características ofensivas para fortalecer seus amigos.

– Ratos – debochou Ryamant – Saverkallet mostrou o que sempre foi, uma piada!

Digarom ficou irritado, olhou para a grande sacada. Não demoraria para que eles se enchessem de coragem e o viessem enfrentar. Eles não eram páreos para o seu grande poder. Mas outros haviam cometido este erro de subestima-los.

– Quero nove dragões, os mais fortes – disse Digarom – Vamos caçá-los!

Ryamant riu.

– Você quer mandar nove cavalos pisotear formigas? Isto é insano.

– Acha que estou exagerando? Primeiro Uramat, agora Sika e Saverkallet. Estes humanos estão me desafiando!

– Então deixe que eu os destrua – sorriu Ryamant.

– Sei do teu passado com o irmão de Endon – falou Digarom – A última coisa que eu preciso é uma mulher ciumenta.

– Como ousa! – gritou Ryamant se transformando em uma grande dragoa violeta – Eu sou Ryamant, eu venci Ividinia sou a criatura mais maravilhosa deste mundo. As deusas invejam minha beleza, fadas são mendigas diante da minha presença!

– Vou deixá-los contigo – disse o Dragão – Mas sempre tem algo em troca quando se trata de Ryamant. O que queres?

Ryamant olhou sorridente, se transformou em mulher e puxou a lona vermelha revelando a estátua de gelo de Miner.

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– Eu quero o seu suvinir.

Digarom suspirou e concordou.

A dragoa voou para longe.

O grande dragão vermelho sentou-se no trono. Olhou para a estátua de gelo.

– Enzigh meu amigo, sinto que não poderei manter meu juramento para contigo.

 

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