Seção I – Aventura: Ascenção Lendária

‘Não serão todas as coisas engolidas pela morte’

– Platão

                DIGARED 1576 e.d.vm.

               SEMLYA,

O quarto era fechado, em janelas, um porão úmido e escuro adaptado como quarto, nada mais que isto. Era o que eles precisavam naquele momento. Ele olhou para Vorik, sua irmã caçula, deitada de bruços sobre um colchão quase sem capa e sem lençol jogado num canto do aposento.

Ela dormia com os olhos serrados e o corpo acusava o cansaço da última missão para a guilda dos Ladrões de Ditrix – Não era vida para uma garota tão jovem! – pensava ele, mas o pensamento logo se extinguiu quando ele se lembrou de quinze anos atrás: Vorik era apenas um bebê, frágil e indefeso. A mãe deles era uma escrava em Largan e seus filhos eram condenados com o mesmo destino. Na noite mais fria do ano ela fora convocada ao quarto do senhorio que alcoolizado violentara e espancara a mulher até quase a morte; Ele vira tudo! Era um jovem, uma criança de dez anos, mas sabia que não era este o futuro que queria para sua irmã. Ele fugiu naquela mesma noite, apenas com a roupa do corpo e Vorik em seus braços enrolada em uma manjedoura. Atravessaram o cais de Largan e esconderam-se numa embarcação. Um marujo gritou – Parada final Semlya! – E o marujo sentenciou o futuro das duas crianças.

Os primeiros roubos foram na própria embarcação, apenas para alimentação sua e dela. Já em Semlya ele passou a bater carteiras para comprar leite, depois arrajou uma senhora para cuidar da bebezinha enquanto trabalhava. Os primeiros anos foram difíceis, mas aos quinze anos ele já pertencia a guilda e já fazia missões mais perigosas. Seu nome, entre os ladrões, era conhecido por ELE. Entre os guardas era temido por AQUELE. Para Vorik era Mano, e foi por admiração á ele que Vorik entrou para guilda ainda na adolescência.

Haunted_Cathedral_by_Mospineq

A porta, e única saída do porão, se rompeu, tirando Ele dos devaneios do passado. Vorik saltou do colchão e puxou a adaga para se defender.

– Mano! – Exclamou ela nervosa, enquanto Ele buscava abrigo no quarto. Os passos ecoavam nas escadas. Ele puxou Vorik para um canto e a escondeu num vão por baixo da escada – Mas… – A retrucou, mas Ele fez sinal de silêncio.

Sete sujeitos entraram no aposento, a menina enxergou apenas as sombras gigantescas aumentadas pela luz do lampião. Eles gargalhavam e Ele apenas os observava com o manto negro de seda grossa fechado na frente do peito enquanto mantinha os braços cruzados.

– É o seu fim Ele! – Ameaçou um homem puxando a espada. Logo os demais seguiram o mesmo exemplo e sacaram suas espadas e machadinhas e partiram para cima de Ele – Morra ladrão! – Gritou o homem em ameaça, enquanto corria na direção dele.

Ele se esquivou do primeiro golpe com agilidade, o segundo tentou golpeá-lo no alto, mas ele se abaixou com facilidade e rolou para frente escapando dos próximos cinco golpes ao mesmo tempo. Então Ele ficou de pé, os homens voltaram-se novamente, mas o ladrão sacou dois sabres prateados e reluzentes e se preparou para o combate.

Eles hesitaram por um momento, mas logo se colocaram novamente na ofensiva. Dessa vez Ele não esperou o primeiro golpe, mas golpeou com um corte na garganta do primeiro ofensor. O segundo tentou lhe atacar pelo flanco esquerdo, mas Ele rebateu com o segundo sabre e revidou com o primeiro arrancando seu braço. Dois recuaram e um ameaçou fugir, mas os dois demais vieram enfurecidos para cima dele. Os golpes eram fortes, mas sem direção, Ele só teve o trabalho de ficar de lado e evitar ambos os golpes ao mesmo tempo. Passou por entre os adversários e cravou as laminas, simultaneamente, em seus rins e depois puxou os sabres; Os dois caíram no chão agonizando em dor. Ele correu na direção dos dois homens que recuaram, eles prepararam a defesa – Inutilmente – Ele era muito rápido e saltou sobre o primeiro, usou o joelho do homem como trampolim, virou um mortal sobre ele e passou a lamina em suas costas e caiu frente a frente ao outro homem. O homem com o talho nas costas caiu no chão e o de sua frente ergueu a arma para se proteger, mas Ele se abaixou e fez dois cortes rápidos em seu ventre; A arma do homem caiu no chão e suas entranhas seguiram o mesmo destino.

O homem que ameaçara fugir correu para as escadas, mas Ele correu na direção da parede, pisou nela, e correu desafiando a gravidade e chegou ao topo da escada primeiro. O homem se apavorou e se desiquilibrou, mas Ele não deixaria a queda lhe tirar esta vida: sentou as duas laminas na garganta do sujeito e a cabeça chegou antes do corpo ao chão.

Vorik saiu das sombras e olhou admirada para o irmão. Ele sorriu para ela e disse: – Vamos não temos muito tempo – esticou a mão para a irmã e os dois fugiram, mais uma vez.

Seis meses depois, a ladra contava a história para Barbellus, o líder da guilda. Ele ouvia atencioso sentado a sua frente na taverna do Espinho Saltador, a taverna mais próxima das docas de Semlya.

– Não entendo como alguém pode ter matado um deus! – Terminou ela, olhando para a janela, que embora suja ainda refletisse os traços saudidios de seu rosto.

Barbellus segurou a mão de Vorik com ternura, tinha a garota como a filha que nunca teve. E por isto quando soube da morte de Ele resolveu que era ele quem deveria dar a noticia para a garota.

– Ele era o melhor de nós – Falou o velho ladrão com pesar – Fez coisas inimagináveis e enfrentara desafios jamais vistos pela maioria de nós – Ele relutou um pouco quase não aguentou a emoção ao falar do amigo, mas era preciso ser forte na frente de Vorik – Mas ele conquistou muitos inimigos neste tempo.

Vorik debruçou-se sobre os braços e lamentou sobre a mesa. Chorou pelo irmão, pelo pai, pelo mestre: Ela tinha estes três homens num só, mas perdera os três também de uma única vez.

– Entenda garota – Falou Barbellus em tom reconfortante – Ele depositava muita fé em ti. Certamente Ele gostaria que tu fosses forte agora!

– Me deixe em paz! – Gritou Vorik saindo de supetão da taverna.

MELGORRONA

Homens morriam todos os dias em qualquer parte do mundo. Mas na arena de Melgorrona, a Morte era sempre a convidada de honra. A morte parecia fazer sentido lá, mas ao mesmo tempo, era carregada por um sentimento de impotência e inconformidade.

Quando Oberyn foi vendido como escravo para o lanista Tirineus de Belerom, poucos acreditavam que o magricelo saudidio de dez anos se tornaria um dos campões de Megorrona.

Melgorrona

Mas ele treinou, ele se submeteu a todos os desafios. Nunca reclamou nunca se revoltou e isto cativou Tirineus pai de sete filhas e nenhum filho. Os outros lanistas sempre o avisavam: – Saudidios são bons em obedecer, mas não possuem fibra de gladiador. São bons para alimentar leões, mas na hora da luta eles fraquejam frente á um gladiador bárbaro mais experiente. Mas Oberyn surpreendeu este preconceito e derrotou todos os desafiantes no primeiro ano de arena, isto ainda com quinze anos. Aos dezesseis era desafiado pelos melhores gladiadores dos demais lanistas, mas sempre saiu vitorioso.

Tirineus brincava: – De alimento de leão para devorador de leões – gritava na arena para os demais lanistas. E a massa que acompanhava os embates na arena passou a gostar da frase e adaptou o nome do saudidio para: ‘Nigerleo’, o Leão Negro, por causa de seus cabelos lisos e negros como a noite.

Tirineus se afeiçoou o rapaz e resolveu tira-lo da arena. Passou a usa-lo como seu guarda costas pessoal. Pagou para que os tutores lhe ensinassem a ler e contar e lhe deu até algumas posses em tesouros. Nigerleo foi convocado pelo exercito do decado para defender Melgorrona em nome da casa de Belerom. Sofreu preconceito por ser de origem escravo, mas logo sua espada passou a romper os grilhões do preconceito e Nigerleo se tornou InteritusLeo, o Leão Destemido.

Oberyn retornou para Melgorrona no dia do aniversário de sua maioridade, mas não encontrou Tirineus de Belerom – A coroa de Claymor acusou a casa de Belerom de conspiração contra o Imperador e ordenou a decapitação dele e a escravização de todas suas filhas e esposa. Os escravos foram divididos entre os lanistas rivais. Porém Oberyn foi libertado por Tirineus e o documento era anterior à ordem do Imperador e agora ele era um homem livre.

DÜVIKBURG

                Sibilie foi convocada pelo seu mestre druida Gerharty, “o Espirito Ancestral de Bärkrieger”, a ela fora confiada à missão de trazer de volta o filho de Wieland Ungestüm, “A Espada que nunca dorme de Bärkrieger“. Sibilie era uma druidisa jovem e sabia que a tarefa, embora simples, era de notoria importancia para seus anseios futuros dentro da comunidade dos Nohëans.

Durviki

Ela viajou cinco meses, acompanhada de seu lobo Wisky, a procura de noticias de Willian filho de Wieland de Bärkrieger, mas apenas noticias vazias e desencontradas se apresentavam a ela. Quando sua esperança e fé pareciam questionáveis, foi que os deuses mostraram o caminho para Sibilie: Em Megïrom, o reino da maçã; Ela saboreava uma taça de um belo vinho adocicado de maçãs megïn quando a taça virou sobre a mesa e uma gota dançou sobre seu mapa e parou sobre a cidade de Semlya – Um bom augúrio – pensou ela saboreando o final de seu vinho e partindo na mesma noite para a cidade estrangeira.

Na saida de Megïrom, a taverneira Lhiana, com quem a druidisa fizera amizade durante a festa da maçã, se despediu com saudosismo fraterno.

– Leve contigo o vinho de Megïriom para que aqueça teu sangue no inverno que se aproxima minha amiga – Falou Lhiana enquanto guardava a garrafa na mochila de Sibilie e a abraçava com força.

– Sinto que os deuses não deixaram que os ventos de nossos destinos mantenham-se separados para sempre nesta vida minha amiga de pele rosada – Comentou a druidisa agradecendo o presente com um abraço.

– Tome cuidado com as estradas do norte de Semlya – Falou a taverneira com temor – Ouvi histórias ontem de um bárbaro errante que anda causando alvoroço por onde passa.

– Bárbaro? – Resmungou a nohëan com receio – Será o jovem Willian que procuro?

– Não – Respondeu a taverneira com certeza vaga – Ouvi seu nome algo como Zirstauer! – Falou agora com dúvida.

– Não deve ser importante, nunca ouvi falar – falou em tom de deboche – Tenho que pegar a estrada Lhi. Até o futuro.

– Até o futuro, que os deuses iluminem os teus caminhos.

Sibilie se despediu e seguiu para Semlya.

barbaro

O caminho foi tranquilo e graças a ajuda das estradas bem sinalizadas do leste do continente, não houveram complicações para que chegasse ao seu destino. Parou as margens do rio Laitaw e bebeu um pouco de água. Um nome lhe veio a cabeça: “Zirstauer“ – Realmente nunca ouvira este nome – Bebeu mais água, mas foi surpreendida por um rasante de um corvo que parou sobre uma rocha a beira do rio – Mau augurio pensou ela – o corvo não tinha o olho esquerdo e parecia ter algumas penas queimadas. Ele olhou para ela e depois para a estrada que levava ao norte em direção de Laphömy. Não era o seu destino por agora, talvez passasse por lá na volta para Düvikburg; Sim era possível que seguisse o caminho do litoral até Neabline e evitasse os estradas do centro que levavam ao caminho da serra de Lemúria. Ela lembrava-se das historias de Zerstörer…

– Zerstörer! – Muito parecido com Zirstauer pensou ela – Como não lembrei de Zerstörer. Mas não pode ser ele…

Sibilie se apressou, enxeu o cantil com água de rio e atravessou na direção da estrada para Semlya, a leste da estrada para Laphömy. O corvo voou para o norte – Mau augurio – Pensou ela novamente.

A AVENTURA COMEÇA EM SEMLYA

Willian já havia partido de Düvikburg á dezoito meses e já sabia que não retornaria para a terra natal. Não conseguiu os feitos nescessários para orgulhar seu pai. Tampouco era fácil superar o grande Wieland Ungestüm que unira os povos nohëans, que lutou ao lado do grande Klaus Krüger o “Demigod“. Havia derrotado o Impronunciável, as harpias de Berg Darkness, a hidra de cinco cabeças do rio Vrontarlle. E tantos outros feitos que somavam-se a vitória sobre Skremmende Død, o dragão negro.

Não Willian ficaria longe das terras Nohëans por um ou mais dois anos, até se sentir digno de retornar, olhar nos olhos de seu pai e dizer que seu destino é o de um caçador e não o de um líder.

Willian bebeu mais um gole de seu vinho quando viu um jovem saudidio armadura com emblema de um leão, entrar na taverna do Pingo Seco. O guerreiro olhou sério para a direção do jovem Nohëan e sentou-se num canto.

semlya

Vorik acreditava ter superado o luto por seu irmão e lutou muito com Barbellus para conseguir uma missão. Ela sentiu que o velho lhe dera uma missão muito simples: conseguir dois crânios no mausoléu noroeste do cemitério antigo de Larkath, mas ela queria espairecer as ideias e também precisava de ouro para manter-se. Ela foi seguida pela novata Tori que insistia em uma aliança. A saudidia não gostava de Tori que era muito estabanada e metida a sedutora, mas ela precisava de um grupo e a neófita tinha um plano.

Tori procurou homens com armas na taverna do Pingo Seco, encontrou dois: um saudidio livre e um nohëan errante – Perfeitos estrangeiros de terras distantes que não conheciam a história de Semlya.

Willian foi seduzido por grandes promessas da ladra, mas Oberyn previu o golpe, mas resolveu pagar para ver o que se desenhava em seu futuro. Willian ainda fora surpreendido por uma jovem nohëan ruiva, acompanhada de um lobo simpático, que veio a sua mesa fazer uma interessante pergunta:

– Tu és Willian filho de Wieland Ungestüm?

– Sou – respondeu ele, logo se dando conta da desatenção de uma pessoa que está foragida da terra natal.

– Obrigada! – saiu Sibilie triunfante com a missão cumprida.

Não havia outra saída para o ranger nohëan, se não convencer a druidisa participar da aventura. Com a condição é claro, que ele retorna-se para o norte com ela. Ainda antes de partirem, Willian foi procurado pro um sujeito estranho: um velho ilita de calvo que lhe prometeu uma grande recompensa em ouro se ele trouxesse consigo o cajado de Myskara que estava perdido em algum lugar no mausoléu do antigo cemitério. No entanto Willian guardou o segredo da missão dos demais, dividindo apenas com sua conterrânea.

O grupo estava pronto: duas ladras, um guerreiro, um caçador, uma druidisa e um lobo.

    O Cemitério Antigo de Larkath

cemetery_by_estruda-d5mc0ea

O grupo não teve dificuldades para encontrar o Cemitério antigo. Os guardas que protegiam a entrada se retiraram no inicio do crepúsculo. Uma vez dentro da necrópole eles se atrapalharam com a iluminação das tochas e rapidamente foram cercados por uma horda de mortos-vivos. Tori abandou o grupo e fugiu. Oberyn tentou lutar contra as criaturas, mas logo foi cercado e teve sua bela armadura danificada pelas garras fúnebres dos inimigos. Sibilie liderou o recuo do grupo, mas eles esbarraram em um portão fechado por Tori que sumiu na escuridão do cemitério.

Vorik amaldiçoou a novata e prometeu sua cabeça no futuro.

Willian gritou para que a ladra liberasse o portão ao invés de brigar com a rival, e foi o que a garota fez abrindo a fechadura do portão.

Sibilie usou a força da natureza, quase que escassa e morta no local, para curar os ferimentos de Oberyn.

Os heróis vagaram pela ala nobre do cemitério, não menos danificada pelo tempo e saques. Antigamente esta ala serviu para guardar os corpos dos heróis mortos na antiga guerra dos magos, mas em 995 o duque de Ilisted havia removido todos os corpos para o cemitério novo do outro lado do reino e a região agora servia para laboratório dos magos negros de Vrantek. Embora esta informação fosse conhecida por quase todos em Semlya, o grupo mantinha-se ignorante a estes fatos.

Vorik perseguia o encalço de Tori com a sede da vingança na ponta da faca, mas era Oberyn que liderava o grupo com sua espada em punhos. E a iniciativa de tomar a dianteira por parte do guerreiro saudidio, quase tornou-se uma tragédia, se não fosse por Willian e seus olhos nohëans de caçador que percebeu uma armadilha de dardos envenenados deixada no caminho. Vorik olhou com cuidade e acusou: – Tori! – Parece que a ladra realmente não estava para brincadeiras.

Finalmente o grupo encontrou o mausoléu de Myskara. O ex-gladiador lembrou-se das histórias de Tirineus sobre a maligna maga e advertiu a todos.

Vorik falou que os crânios deveriam estar lá dentro, assim como Tori. Sibilie olhou para Willian quando leu sobre percebeu de quem se tratava o mausoléu, mas o ranger decidiu ainda assim guardar o segredo. E assim, Willian, ele entrou descuidado no sepulcro e foi atingido em cheio por uma armadilha de lanças em seu peito: Uma armadilha de ladrão percebeu Vorik com ódio. Sibilie acudiu-o como pode, enquanto os demais vasculhavam a área. A ladra encontrou os crânios de sua missão, mas decidiu acompanhar os demais para encontrar Tori. Percebendo um rastro na entrada de um túnel, a ladra correu para descer as escadas, mas foi surpreendida por óleo escorregadio em seus degraus – Um erro que seu irmão jamais a perdoaria, mas o ódio pela rival tirava a concentração dela.

Sibilie novamente foi acudir um companheiro ferido. Enquanto isto os demais desciam a escada com cuidado redobrado. Tori não estava de brincadeira e certamente havia traído o grupo e três situações. Enquanto aguardavam a recomposição da ladra, Willian, novamente com seus olhos treinados de caçador, encontrou um desnível na parede do corredor. Dessa vez, dividiu com os companheiros a informação. O grupo se esforçou em conjunto, pela primeira vez, para abrir a passagem que levava á uma nova câmara.

A câmara parecia um laboratório arcando com prateleiras de livros, altar exotérico e prateleiras com diversas poções exóticas. O sangue saudidio de Oberyn pulsou ao ver uma grande e cara tapeçaria; ele não perdeu tempo e passou logo a enrola-la: Era o seu tesouro até então. Sibilie foi até os livros e passou a procurar algo de valor: encontrou alguns livros raros e um grimório arcano; Resolveu guarda-los em sua mochila. Já Willian adente vê-se as poções, mas ficou indeciso frente a elas. Mas foi Vorik que partiu para o altar; Rapidamente ela se vislumbrou um caldeirão exótico e espiou para dentro: – Um olho! – Pensou ela, mas sua visão escureceu e ela perdeu completamente todos os sentidos.

Wisky, o lobo, grunhiu para Vorik com medo. Sibilie olhou para a companheira e arriscou:

– Vorik?

Ela não falou nada, apenas começou a rir degenerada e sibilou: – Eu voltei!

(continua…)

Narração e Criação – Vinicius Lopes

Interpretação

Oberyn – Jailson Nascimento

Sibilie – Mel

Vorik – Julia Hernandes

Willian – Bruno Hernandes

Anúncios