Prelúdio II – Aventura A Última Balada

Trindade 7 de Rusmoer

 

Vrendon e seus companheiros saiam da taverna de Örülty & Õrülten cambaleando bêbados e cantando.

Somos cavaleiros animados

Nossas espadas nunca estão de lado

Erguemo-las com fervor

Estaremos com Guelrom onde for

 Com meu escudo e a bandeira

Estou sempre a vigiar

Nesta batalha de qualquer maneira

Nós temos que ganhar

 Já faz muito tempo que estou a lutar

Cavaleiros de Guelrom são sempre mais

Por isto cantamos com o coração

Entregamos nossas vidas com gratidão!

 

O escudeiro chama a atenção do líder dos cavaleiros:

– Vrendon! Olhe aquilo – ele aponta para um movimento suspeito de quatro homens encapuzados carregando uma pessoa desacordada: parece uma dama.

Vrendon faz sinal para que os demais parem de cantar. E acompanha a movimentação para fora da cidade. Ele chama um dos companheiros.

– Elshen! Leve Irven e Lontos e pegue os cavalos. Me encontrem na saída da cidade – ele chama os demais com a mão – Sigam-me os demais. E homens – todos olham para o cavaleiro – Acabou o Raqaleu para Guelrom!

Os soldados quebram suas garrafas no chão e largam as longas todas que escondiam suas armaduras e sacam suas espadas.

– Guelrom sempre em vigília – Eles gritam e voltam a cantar na direção de sua missão.

* * *

            O pântano fétido traz recordações ruins para Vrendon, mas ele não se preocupa com isto. Um dos soldados descobriu que a barda Carmen Dimitriel havia sido sequestrada de dentro de uma das tavernas mais seguras: Alquimista Borracho. Na hora ele lembrou-se da fada dançarina – Ela fala que iria para esta taverna – mas não perguntou nada. Ela parecia ser do tipo que sabia cuidar de si mesma.

Os cavalos galopavam lentamente, por cautela. Girga o escudeiro ia ao lado do cavaleiro atento á armadilhas e emboscadas. Os demais, recuados, se posicionavam em uma formação precavida.

À noite não lhes favorecia então Vrendon ordenou que fizessem uma parada e um acampamento.

– Perdão senhor – Disse Irven, o ganancioso – Não é uma boa ideia acamparmos assim. Aqueles que levaram a refém devem estar em movimento agora.

– Se estivessem em movimento já teríamos esbarrado neles – responde o cavaleiro com sabedoria – As dificuldades da noite também prejudicam o inimigo. E aqueles que são beneficiados pelas trevas terão seu revés ao amanhecer: quando estaremos mais fortalecidos – Ele bate a mão no ombro de Irven –. Ás vezes jovem Irven filho de Nartis: é preciso ser paciente.

– Movimento se aproximando – comenta Galion observando do alto de seu cavalo um grupo de dez pessoas vindo com tochas na direção do pântano.

– Mercenários em busca de recompensa pelo resgate – Comenta Irven temerário – Agora devemos nos adiantar ou ficaremos sem nada.

– Sem nada? – Indaga Vrendon – Não estamos nesta pela recompensa. Estamos nesta por que é o certo a se fazer.

Irven olha para baixo envergonhado.

– Não se envergonhe jovem Irven. Prefiro que pronuncie a verdade que não quero ouvir, a que mentiras que quero ouvir – Ele olha para os demais soldados – Certamente seremos recompensadas pelo resgate da barda. Mas quero que lutem sempre da mesma maneira: Seja para resgatar a costureira ou a princesa. Este o legado de nosso povo – ele mostra o escudo do leão alado – Que a Honra sobreponha a glória e a sabedoria sobreponha o ouro. Pois somos…

– Cavaleiros de Guelrom! – Gritam todos erguendo as espadas para o alto.

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