Prelúdio I – Aventura Sombras de uma Palavra não Dita

            A taverna do canto da sereia estava lotada. Era motivo de comemoração para todos trindadianos – Carmen Dimitriel estava de volta.

– Conte-nos Carmen – falou um dos fregueses que comemoravam o retorno da barda – como sir Aldresh a resgatou?

– ‘Sir’? – interrompeu Aldresh – não, sir eu deixo para os heróis de verdade como Akille, meu irmão Endon e o grande irmão de Carmen, Cahethel – ele bebeu mais um gole de água ardente – Sou apenas um homem apaixonado – ele sorriu para a barda que fez um sorriso tímido – Agi por impulso. Não por heroísmo. Não podia ficar sentado bebendo enquanto minha querida Carmen estava desaparecida.

A multidão delirou com a modéstia do mestiço.

– Não seja humilde sir Aldresh – falou outro homem erguendo os canecos – Fazemos um brinde ao grande herói sir Aldresh.

A multidão brindou e próprio também.

– Conte-nos Carmen – insistiu o homem – Queremos saber a história.

Carmen olhou para o mestiço e suspirou.

– Acho melhor o nosso herói contar – ela sorriu afagando seu rosto com doçura – por que não os entretém meu amor.

– Pois bem – ele sorriu e subiu no balcão – Quando fiquei sabendo do sequestro não me contive. Sai deste mesmo lugar onde estamos agora e busquei pistas sobre o desaparecimento da belíssima Carmen…

Ele prosseguia enquanto Carmen saia de fininho e retirava-se até seus aposentos.

 * * *

Carmen tocava seu violão sentado na cama, enrolada em uma toalha branca. Estava quente e por isto deixava a janela aberta e observava os sons do Raqaleu tomando a cidade. Era uma barda alegre e festeira, mas não estava a fim de comemorar hoje.

Uma batida na porta, seca.

– Entre querido! – falou ela um pouco rude. Aldresh entrou sorrindo, trazia consigo vinho e duas taças – Não achas que já bebeu o suficiente?

– Nunca é suficiente enquanto há bebida disponível – ele serviu uma das taças e entregou a ela que não recusou – Está chateada com algo? – Ela olhou séria para ele – Esta chateada por causa dos garotos?

– Chateada? Garotos! Pessoas morreram Al!

– Pessoas sempre morrem – ele suspirou e bebeu seu vinho e já serviu mais.

– Eu não te entendo, por que não fostes atrás de mim? Por que se arriscou colocando aqueles garotos no pântano.

– Faria alguma diferença para ti se eu tivesse estado lá?

– Faria – falou ela séria – mostraria que se importa que… – ela parou, pois ele levantou-se ríspido e balançando a cabeça – é a ruiva não é?

– Miner é passado – ele parou em frente à janela e ficou observando alguns jovens dançando em meio á um grupo de bardos.

Carmen arrumou a toalha no corpo e bebeu seu vinho.

– Não quero brigar – falou arrependida – Acho que…

– Como eles foram?

– Quem?

– Os garotos.

– Foram ótimos. Perfeitos – falou olhando para ele que mantinha-se debruçado á janela – O troll estava invisível e eles o atacaram unidos. Eram muitos é verdade, mas a maioria não tinha experiência – Ela parou um pouco – Alias. Acho que um deles encontrou algo lá.

– O que? – falou ele surpreso ainda olhando para fora.

– Uma espada – ela ficou olhando para o teto como se buscasse recordar algo – Lembra da espada do Krugër?

– A Serpente de Fogo? – Aldresh parecia agora um pouco inquieto.

– Sim. Soube uma vez que existem doze delas. Eu acho que eles encontraram uma.

– Sim, mas qual deles? – o mestiço parecia mais interessado agora.

– O clédio gigante – falou ela pensativa – sim ele mesmo. Deuses como aquele clédio é alto.

– Alto? – Aldresh sorriu – Ele é um paladino não é?

– Não falei muito com eles. Mas acho que é sim.

– Ele tem a espada?

– Sim acho que sim – ela parecia indecisa.

– E o ladrão?

– O que tem?

– Ele é bom?

– Sim – ela sorriu – Acho que será melhor do que você – ela começou a rir e ele a olhou sorrindo.

– É mesmo? – ele foi até ela e a abraçou e beijo seu pescoço – Aposto que ele não faz isto…

– Olha que acho que ele faz…

– Sua… – ele fez cocegas nela e a toalha caiu no chão.

Caiu no chão sobre uma espada. Uma espada rara, com uma luz fosca que parecia dispertada por algo. Algo que estava naquele quarto ou algo que fora pronunciado? Uma espada rara, á qual pertencia á Aldresh.

* * *

 

            Os espólios haviam sido repartidos por Vrendon. Ele entregou á cada, partes iguais de ouro. Hikan se concentrava em sua espada. Morgana e Jirga explicaram á ele ser uma espada rara: uma das Serpentes Elementais. Aquele era a Serpente de Raios. O paladino sentiu que havia mais três pessoas a sentir aquela arma:

            Um grande meio-orc de olhos azuis, liderava um pequeno exercito de orcs contra uma tribo de elfos. Ele brandia uma espada ácida semelhante á dele. O orc olhou para a espada e falou a palavra: Hikan – Hikan falou: Grontapes.

            Uma amazona cavalgava com seu pégaso as montanhas lemurianas. Ela perseguia algumas harpias que haviam roubado algumas joias de seus patronos. Ela parou por um instante olhou para sua espada ácida e falou: Hikan – Hikan pronunciou: Zirqaelli.

            Um guerreiro de pele negra de lutava com sua espada ácida contra um ogro. Ele pulou nas costas do gigante, driblando seu golpe com o martelo gigante, e segurou-se em sua nuca e ergueu a espada e cravou atrás do pescoço dele e gritou: A próxima será em ti Hikan! – Hikan pronunciou – Oxukraa;

– O que você falou? – perguntou Sirvik ao paladino.

– Falei que devemos seguir as pistas que tivemos no covil do Troll – respondeu Hikan sugerindo novo assunto.

– Estas falando do Impronunciável – falou Andrius.

– Sim acho que ele é um mal que deve ser combatido – comentou Hikan – e ele serve a Ixchel.

– Então vamos atrás dele – falou Alice, causando espanto a todos – Estou sempre contra Ixchel – falou seria.

– Que seja – Disse Vrendon – Minha espada estará sempre contigo meu amigo Hikan.

– Eu não preciso nem dizer – falou Sirvik.

Jirga sorriu para ele e falou com Morgana.

– E nós, amiga?

– Acho que apreendi muito mais naquele pântano do que meses dentro de uma universidade – respondeu a fada – Vamos seguir com vocês, por hora.

– És sempre bem vinda mylady – falou Vrendon sorrindo.

Andrius levantou-se

– bem eu não estou fazendo nada por aqui e estou com vontade conhecer o mundo. E o cara que eu confiei e imaginei ser uma referencia para mim acabou de roubar toda minha glória – ele suspirou – vamos procurara este cara então. Impronunciável… Por que será que ele tem este nome?

Todos ficaram pensando por um tempo.

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