Prólogo

Flechas sobrevoaram o centro de Napoesh. Os Morlochs caíram frente ao exército de Lucas Barezade. O próprio, coordenou uma ofensiva de vinte cavaleiros montados em hipogrifos. As fileiras de Morlochs foram dizimadas imediatamente. Lucas cruzou o céu e pairou no alto fazendo sinal para seus cavaleiros alados.

– Aguardem! – pediu ele.

Alejandra e Abel Dimitriel entraram pelo flanco trazendo duas centúrias. O aço das armaduras e a batida das lâminas nos escudos faziam o chão tremer. Alejandra ergueu a espada e um raio caiu do céu e queimou dezenas de morlochs, os deixando fora de posição. Abel gritou e seus soltados entraram no meio da horda, dezimando-a quase por inteira. Lucas aproveitou para atacar por cima e imediato uma reorganização.

Um Morloch chamou reforços da colina, mas os reforços estavam ocupados lutando contra as amazonas de Carolyn. E naquela tarde os Barezades Dimitriels derrotaram os Morlochs em Napoesh.

* * *

Grastus erguia a mão apontando os homens que ele desejava em seu exército. Cada escolha era sentida com amargura pelo povo riorniano. Grastus levava homens de Riornia para morrer na guerra dos Morlochs e mulheres para satisfazê-los.

– Este – disse Grastus – Agora vamos ver as mulheres.

– Comece comigo – disse Aradiana saindo do meio da multidão e enfiando a espada curta por baixo da virilia do Morloch que caiu agonizando.

Os morlochs avançaram em socorro de seu general, mas as flechas de Pericles acertaram os dois primeiros. Uma rebelião começou e os soldados de Luthenkall tomaram a cidade em instantes. Os Morlochs tocaram a corneta de socorro, Aradiana fez sinal para Pericles que disparou uma flecha de aviso para o alto.

Advenne viu do alto da torre a flecha de Pericles. Ele jogou um meteoro no meio da centúria de apoios dos Morlochs. A torre se abriu e a cavalaria de Rufere entrou destruindo o que restava. E naquela tarde Chamouths e Luthenkall tomaram Riornia.

* * *

Derrotas no centro e no sul. Os planos de Kille não estavam dando certo. O sol da meia noite havia abatido as forças de Myllis e Ayllis estava desparecida. Ele perderá Wynfer, mas Anel de Ferro retornará com um novo aliado: Cabriel Tahohas.

– Talvez uma retirada – comentou Anelac.

– Retirada para onde! – Kille estava zangado.

Saturway sentou em seu colo e beijou Kille com sensualidade. Anel de Ferro e Cabriel ficaram desconfortáveis com a cena. Ela sorriu, piscou para eles e falou algo ao ouvido de Kille.

– É uma ótima ideia – sorriu Kille.

* * *

Castelos A’Drake.

Taiquiles olhava para o reflexo no espelho. Ele sentiu a presença maligna.

– És um tolo de vir sozinho até aqui – disse sarcástico.

– Talvez – Kille derrubou a espada Shuoa no chão, os olhos de Taiquiles foram hipnotizados imediatamente – Talvez tua arrogância lhe tenha tornado fraco demais. Ficastes anos lutando contra dragões e gigantes, mas esqueceu que o maior inimigo de um homem…

– É outro homem…

* * *

Nove soldados observavam Wesnayke enquanto este jantava. Ele se deliciava com muita carne e mal havia tocado nos outros dezenove pratos. Era uma variedades de pratos, sendo que uma deveria incluir carne de javali. E esta exigência era a única que era consumida pelo ele. As demais eram jogadas no lixo, uma vez que a comida de um rei não poderia servir um plebeu.

Tricinia entrou no salão e viu o irmão glutão comendo. Ele havia engordado dezoito quilos desde que se tornará rei.

– Tenho medo de um dia chegar em Claymor e você ter devorado o povo – debochou ela insolente.

– Se o tempero for bom – respondeu ele sorrindo.

– Barezade, Dimitriel, Chamouth e Luthenkall – citou ela – Todos estado combatendo Akille e Myllis.

– Eles estão se aproveitando das vitórias do forte Nahi e da bruxa Miner.

– Pelo menos Eles estão fazendo algo! – gritou a paladino de Onajara.

– O que queres que eu faça irmã? -perguntou Wesnayke realmente querendo uma resposta. Ele sempre almejou sentar ao trono, mas a realidade não parecia nada satisfatória. Havia muitas responsabilidades.

– Você deve estar brincando comigo? – disse ela saindo.

– Tricinia – chamou e ela não respondeu – Que se foda, vadia – ele voltou a comer.

* * *

A tempestade era muito forte em Semlya quando Prislla chegou. Ela tirou o véu de luto e cumprimentou o dono da estalagem.

– O senhor tem quantos quartos? – perguntou o guardião dela.

– Doze. Estão todos vagos, mas eu indico o número nove – respondeu o dono da estalagem.

– Ela ficará com o nove, mas queremos locar os outros doze. Seus serviços não são necessários também – ele largou diversas peças de platina.

– Isto é mais que um ano de alta temporada -se espantou ele.

– Vamos ficar apenas duas  noites – respondeu Prislla, Se encaminhando para o aposento nove.

Ela fechou a porta e se sentou na cama. Ficou lembrando de Cahethel, de Rhan. Perdera os dois nesta guerra. Temia que o ódio de Myllis se voltasse contra seus filhos Kalliel e Nistara. Aquele no podia ser ele, não era o protetor que ela conhecerá. Desde a maldita luta entre Myllis e Endon ela não reconhecia mais o guardião de sua família.

– Mylady – falou o seu protetor batendo à porta – Ele chegou.

– Mandeo entrar.

Prislla ajeitou o cabelo e olhou para a porta se abrindo e Akille Tahohas entrando.

– Espero que eu não tenha vindo perder meu tempo – disse ele.

Ela retirou a pedra de Isabel e mostrou para o mago.

– Pode destruir todos, ou acabar com o continente, não me importo – disse ela – Apenas poupe meus filhos.

Ele sorriu.

 

 

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Prólogo: A Colecionadora

Os asseclas entraram no templo empunhando suas lanças de gelo. De maneira coreografada eles se enfileiraram e fizeram um túnel de lanças. A elfa Adelle passou pelo túnel gelado, arrastando seu vestido branco azul cravejado de diamantes.

Os soldados do templo tremiam ao olhar a arquimaga. Verth dyn Maylens gritou para os arqueiros. Eles dispararam suas flechas de ponta farpada, mas antes de chegarem neles um ar gelado as congelou, fazendo com que caíssem ao chão.

– Última chance de se renderem – falou Adelle para Verth.

– Lanças – gritou Verth e seus homens ficaram em formação com escudos e lanças a frente.

– Inferno de Gelo!

O ar se tornou rarefeito e a temperatura despencou. Alguns homens caíram no chão com hipotermia. O sangue congelava insuportavelmente. Os que resistia não conseguiam se movimentar com mobilidade, devido as juntas congeladas. E a maioria que conseguia se movimentar, escorregava no chão liso e gelado.

Os asseclas de Adelle começaram a patinar no chão congelado, e com estrema agilidade começaram a empalar os soldados de Verth.

Dois asseclas surgiram na frente de Verth, ele estava tentando se manter de pé, e viu a lança do ofensor vindo em seu peito, mas ela foi desviada por uma espada. Do absoluto nada surgiu uma menina de cabelos azuis, olhos vampíricos e armadura dourada, ela aparou a lança com uma espada curta e enfiou a longa na garganta do assecla.

Rapidamente ela sumiu da visão deles. O templo se tornou escuro em um apagão de um segundo. Neste intervalo um assecla havia sumido. Ele se olhavam para todas as direções procurando-a, mas ela parecia ser um fantasma.

– Danlina – disse Adelle olhando para a filha.

– Meu nome é Elleda – disse ela enquanto duas cópias dela surgiam e empalavam outros asseclas.

Um grito de um dos asseclas e este foi puxado para o teto. Outro mais afastado sumiu e seus gritos de horror desconcentravam os seus amigos.

Os asseclas eram emboscados pela furtividade de Elleda que surgia e desaparecia. Ela era furtiva, se teleportava e ainda era capaz de se multiplicar no combate. E trabalhava muito bem o medo em seus inimigos.

– Que espécie de ser é esta menina? – perguntou um dos soldados de Verth.

– Ela é uma planedarilha – explicou Verth – Uma andarilha de planos.

Adelle puxou seus sabres de gelo e se jogou para pegar Elleda, mas ela era muito rápida, e desaparecia a cada golpe errado da maga. Adelle lançou um magia congelante,  as Elleda usou seus talentos para dissipa-la.

– Suma daqui Danlina – pediu Adelle – Atordoe!

– Suas magias de comando Não funcionam contra mim mamãe – ela chutou Adelle pelas costas e uma de suas cópias abriu um cristal – Boa noite.

Adelle foi aprisionada no cristal. Elleda olhou o cristal com sua mãe e uma energia dourada escreveu o nome Adelle na pedra.

– Você ficou muito tempo fora -comentou Verth.

– Estive em outros planos procurando algo para prendê-la

Ela guardou o cristal junto com outros dois. Verth pode ver os outros nomes: Vecna e Sauron.

– Nunca ouvi falar deles -falou Verth.

– Por que você tem sorte – disse ela dando as costas e saindo do templo.

 

Resumo Sessão XI

Endon e Hikan olhavam para o corpo sem vida de Dalmerith. Carla chorava abraçada ao seu corpo. Silvik consolava Illeandro, enquanto Stillgar comentava com eles sobre o que estavam prestes a fazer.

– Pense bem Hikan – disse ele apontando para Dalmerith – usar a pedra pode salvar o garoto mas a que custo? Esta pedra pode me salv… digo pode salvar muitas vidas no futuro. Estarias disposto a perder um item poderoso por uma vida apenas?

– Dalmerith vivo pode salvar mais vidas do que nós – disse Hikan – Estamos lutando para o futuro do mundo. Mas vamos precisar de líderes neste futuro.

– Dalmerith evoluiu muito – comentou Endon – ele tem o carisma do pai, mas o coração de um verdadeiro líder, seria o tipo de rei que eu seguiria.

– Não acredito que estamos discutindo isto – disse Stilgar saindo dali.

Hikan olhou para Endon. O andarilho tirou todos do quarto e ficaram apenas os dois e Harshepu.

Do lado de fora Illeandru abraçou Carla. E juntos eles rezaram.

* * *

Saladrius observava duas camponesas que lutava para tirar o arame farpado de uma ovelha. O velho vampiro já sentia o sangue delas pulsando. Quando estava prestes a pular na primeira, um brilho estourou no céu: um Sol a meia noite.

Salarius virou cinza e centenas de outras criaturas da noite também.

* * *

– Morra – disse Miner matando o Vrikolaka que tirará a vida de seu sobrinho.

Ela olhou para suas mãos. Tanto poder e não podia salvá-lo. Tanto poder e ela se sentia impotente. Ayllis não era o problema era preciso matar a fonte do poder, destruir Ixchel.

Miner voou para o céu e explodiu. Se tornou um grande Sol e acabou com a noite.

* * *

As baixas eram tantas que Myllis não sabia o que fazer. Estava sendo caçado por Aldresh, Adina e Dreshylin e agora havia perdido todos os seus guerreiros imortais.

Ele sentia a voz de Akille. Ele sabia o próximo passo, era preciso recuar e atacar os pontos fortes. Myllis chamou seus parentes dyn Kayllis e solicitou a mudança. Era hora de se esconder em Trindade.

* * *

Dalmerith acordou, nem teve tempo de se recuperar e Carla já pulou sobre ele. Endon e Hikan se cumprimentaram felizes. A pedra de Amabel perdeu muito do poder, mas havia válido a pena. As diferenças entre o paladino e o Andarilho pareciam ter se encerrado.

Endon desceu para ver os prisioneiros, mas descobriu que todos eles haviam fugido, assim como  Cabriel.

* * *

Miner acordou numa cama de penas de ganso. O ar era mais puro e os seus sentidos pareciam sonolentos: não era Digared.

– Acalme-se Miner – disse uma voz angelical é uma lindíssima e divina mulher surgiu a sua frente.

– Deusa Amabel – Miner tentou se ajoelhar, mas Amabel segurou sua mãos com delicadeza – Eu morri?

– Não criança – disse a Deusa – Apenas tentou desequilíbrar o mundo, e algumas janisias a impediram. Mas agora está tudo bem. Devo lhe dar as boas notícias que seu sobrinho está bem.

– Ele está aqui?

– Não ele está vivo. E muito bem. E você deve retornar também.

Miner se levantou. Olhou para as mãos, havia muito poder ainda dentro dela, mesmo após duas explosões.

– Eu explodi duas vezes.

– Tem sido um dia longo – sorriu Amabel.

– Eu não quero me tornar aquilo, não posso…

– O poder pode ser maligno – disse Amabel – Mas também pode ser muito benevolente. Pare de espiar as linhas atemporais, nenhuma delas é correta ou errada. Você não se tornará um demônio, um primordial ou um planewalker só por que consegue sentir o tempo. Faça dessa a verdade, e nada é o que parece.

Miner concordou. Ela piscou e se viu no meio da floresta. Detrás das folhagens surgiu Aldresh. Ele a olhou sem acreditar. Correu em sua direção e a abraçou com muita força.

– Nunca mais vou te deixar sozinha – disse ele a beijando.

– Eu sei – ela parou e viu sua morte pela espada de Myllis em 88 dias – Apenas me abrace querido…

* * *

Um jantar no forte para Wesnayke. Era a chance de conquistar um inimigo poderoso, já que Hikan sabia que todos naquele lugar o detestavam. A noite foi cheia de altos e baixos, mais baixos que poderia desejar. Mas Wesnayke parecia que estava em modo leve, e usou o evento só para estreitar os laços com o paladino. Era visível que ele não estava ali para agradar Endon, Silvik ou Dalmerith. Mas o que será que o rei de Claymor desejaria com o paladino cledio?

Mais encucado estava Endon ao descobrir que Naylline era uma A’Drake. Uma parente que surgia do nada com um pretexto inaceitável e motivações nebulosas. Parecia que seus parentes tinham planos para ele. Mais do que ele imaginava…

Na pequena aldeia que se formava ao lado do forte, havia uma taverna recém comprada pelo velho Oroton. O antigo dono, Cabriel, vendeu às pressas por uma pechincha. A porta abriu:

– Ainda não abrimos – ele olhou era uma andarilha – Fique tranquila moça, pode entrar. Só não repare a bagunça. Já já lhe sirvo. O que te trás a esta região.

Elleda tirou o capuz, mostrando seus traços humanos, elficos e dampyros.

– Estou procurando meu irmão Endon.

 

Prólogo: Isto é sobre nós…

Miner observava as marcas de chuva na janela. Estava ainda enrolada no lençol e bocejava acusando cansaso. Mas era preciso partir logo, não havia tempo de dormir mais. Aldresh acordou e a viu longe da cama.

– Chove?

– Sim – suspirou ela – Ainda sim.

Ele se sentou ao lado da cama, enfiou a mão por baixo encontrando uma garrafa de vinho pela metade. Abriu e bebeu no gargalo.

– Ainda não acho uma boa ideia…

– Não começa – disse ela saindo da janela e procurando algo para vestir.

– Está investida é suicidio, tudo conquistou todo este poder, estudou tanto para…

Ela o puxou e beijou seus lábios para calá-lo. Miner afastou o rosto e observou ele nos olhos.

-Sabe que de todas as versões suas em todas linhas de tempo, está é a que mais gosto de ti? – ela abriu um sorriso ao falar com os lábios rosados e finos.

– Guria, eu não entendo as coisas que tu fala!

Aldresh a girou na cama e abraçou, beijou Como se fosse a última vez. Um trovão clareou o quarto de estalagem assustando ele, ela riu acabando com o clima.

– Ainda com medo de trovão! – sorriu ela.

– Não é medo, ninguém gosta de trovão – ele parou e acariciou os cabelos ruivos de Miner – Tenho medo de outra coisa. Tenho medo de te…

Ela colocou o indicador na frente dos lábios dele para que não terminasse.

– Esta história não é sobre nós – disse ela sorrindo.

– Eu te amo – disse ele e ela o beijou antes que ele chorasse.

* * *

– Eu te odeio! – gritou Carla batendo à porta e saindo do orfanato.

Dalmerith saiu correndo atrás, mas Illeandru o segurou.

– Me deixa!

– Da tempo para ela brow – pediu Illeandru.

– Eu vou falar com ela – disse Naylline para eles. Ela deu selinho em Illeandru e correu atrás de Carla.

Dalmerith ficou observando. Por que as coisas não eram assim com ele e Carla. Ele entendia que ela também gostava dele, Ou talvez fosse um desejo apenas dele. Ele se sentou na grama e o amigo o imitou.

– Por que a Carla?

– Você vai rir – disse Dalmerith – Minha tia contava uma história sobre almas gêmeas. E que é possível enxergar um ponto luminoso azul sobre o ombro esquerdo delas.

– Minha mãe me contou está história também, mas…

Illeandro parou. E olhou serio para o amigo.

– Você é…

– Acho que sim – respondeu Dalmerith – Minha tia é, Minha tia avó também. Às vezes acordo e não estou aqui. Se me perco apareço em outros lugares… É complicado explicar.

– Não conte ao Stillgar.

– Por que? Ele entenderia…

– Não! Me ouça, nunca conte para ele. Stillgar não é confiável, você não tem noção do que um mago maligno faria com seus dons.

Dalmerith ficou desconfiado, mas concordou com Illeandro. Já fazia tempo em que Illeandro planejava destruir Stillgar, e a cada prova que ele trazia sobre as traições, Dalmerith se sentia mais inclinado em ajudar.

* * *

Houve uma explosão silenciosa seguida por um estridente som, com um delay de nove segundos. Adina e Dreshylin olharam para Aldresh em seguida: Miner e Ayllis haviam sumido.

– Cara, nós – disse Dreshylin colocando a mão no ombro do amigo, mas Aldresh se afastou – Al, você precisa…

– Nos precisamos seguir o plano – respondeu Aldresh serio – Isto não termina aqui e também não é sobre nós, vamos para Lyn.

* * *

Dalmerith organizava o forte. Queria deixar tudo certo e organizado na partida de Hikan, Endon e Stillgar. Cabriel chegou ao seu lado e comentou:

– Eu não entendo por que eles nunca te levam? -comentou Cabriel – você é o mais competente de todos nós e…

Dalmerith pegou Cabriel pelo colarinho e o colocou na parede:

– Eu estou cansado de você Cabriel – gritou Dalmerith fazendo todos a volta olharem – Estou cansado dos mimis, dos sussurros na surdina, das fofocas e do teu veneno. Se você quiser ajudar, siga o que eu mandei fazer, se não quiser saia do caminho.

Cabriel ficou atonito. Olhou para as outras pessoas envergonhado. E saiu de cabeça baixa.

Cegalia chegou ao lado de Dalmerith: – estamos prontos para seguir vossas ordens Mylorde.

– As ordens foram deixadas por Hikan, eu só estou aqui para executala.

– conte comigo – disse ela colocando a mão em seu ombro.

Dlamerith saiu do forte para ver o perímetro. Talvez tudo isto não fosse sobre ele.

* * *

Miner abriu os olhos, estava num terreno ermo é desconhecido. Ela olhou para uma luz azul que se aproximava dela: um homem de manto azulado e branco, capuz que levitava ao invés de andar. Ele baixou o capuz e esticou a mão para ajudá-la a levantar.

– Miner Landreha, filha de Enzigh.

– Quem é você? E que lugar mais estranho é este?

– Meu nome é Jade Belerem e este é o Nada.

Miner olhou inquieta para tudo a sua volta, mas não havia nada, apenas o ermo.

-Isto vai acontecer com Digared? Isto que preciso impedir.

– Sim e Não – disse ele – Está é Digared. E ficará assim se você e Ayllis assumirem os poderes de vocês. Vocês estão dando sinal para os demais planos entenderem que Digared está pronta para uma guerra interplanaria.

– Os Planewalkers você é um?

Ele acentiu.

– A explosão foi contida por mim e Chandra, mas ela poderia ter destruído boa parte do seu mundo. Ao invés disso ela apenas limitou os poderes de vocês duas. Mas o sentelha está em você e em Ayllis. Vocês devem ter cuidado com isto.

– Ayllis não é o tipo de pessoa que se negocia.

– Não – respondeu Jace – Ela é o tipo que se para. Mas isto não é sobre vocês.

Miner concordou. Jace abriu um portal: – volte para casa!

– Obrigada!

* * *

Elissa olhou do alto da torre uma horda de vampiros que se aproximavam do forte. Ela fechou os olhos e assoprou, o vento voou e chegou em Dalmerith que arrumava os cavalos no estabulo: — Estamos sento atacados — disse o vento.

Dalmerith gritou para Simba: – Ratos no milharal, não é um treino.

Simba arregalou os olhos, puxou uma flecha e jogou na torre da árvore. Qestros comia uma laranja quando viu a flecha, ele pisou no escudo que voou a sua frente e rapidamente ele o pegou, derrubou a tocha no chão e saltou para o solo.

O fogo tomou conta da torre.

Carla viu o fogo e gritou para Jirga. As duas pegaram os apitos e começaram a organizar as crianças do orfanato. Magra chegou ao lado de Carla, as duas se olharam: – vim ajudar! -disse Magra e Carla assentiu.

Kalliel e Cabriel pararam ao lado dos portões. Cabriel gritou para que fechasse, mas Kalliel estava esperando Qestros que corria de um grupo de vrikolakas famintos.

– Fecha caralho – gritou Cabriel

– Não! – Gritou Kalliel – Corre Qestros.

Cabriel empurrou Kalliel com um encontrão e puxou a alavanca, o portão desceu como uma grilhotina, mas parou no meio quando o anão Briton segurou nos ombros. Qestros saltou e passou por baixo deslizando. O anão soltou o portão.

Dalmrerith gritou para eles subirem em suas posições. Quando Cabriel passou ele o segurou e disse:

– Espero que seja a última vez! – Dalmerith tinha ódio no olhar.

Tayrine observava o perímetro com seu pássaro. Ela passou os locais de maior densidade de invasores para Dalmerith que ordenou a proteção. Do Alto da torre Elissa, Qev, Ziziri e Simba atacavam os voadores.

Cegalia, Gabi e Vorik cuidavam do leste enquanto Dalmerith com Luh-Takaha e Qestros protegiam o oeste. Embora os muros fossem altos, as criaturas os escalavam com extrema facilidade. Os portões começaram a ser forcados, e Briton e Mallestrizizz já não conseguiam cuidar das barricadas. Logo os que escalavam as laterais começaram a migrar para o portão. Dalmerith gritou para Cegalia e todos partiram para apoiar o anão e o lagarto.

O portão se rompeu, os vampiros entraram e receberam as saraivadas da engenhoca de Tayrine. Vorik assinou a alavanca da torre que despejou olho fervente na entrada do portão. Mas ainda tinha muitas criaturas.

– Homens e Mulheres – gritou Dalmerith empunhando a espada de Miner a sua frente – Está não será a história sem como Myllis distraiu os heróis para atacar suas famílias e amigos de forma covarde. Esta história é sobre como nos começamos a virar está guerra.

Dalmerith correu a frente de todos, seguido por Cegalia, Mallestrizizz, Briton, Qestros, Gabi e Luh-Takaha. As espadas cortaram os primeiros vampiros, a segunda fileira recebeu as flechas de fogo de Simba e Ziziri. O óleo que Vorik derramou serviu para queimá-los.

Mas eles eram muitos.

Dalmerith queria que Illeandro estivesse ali, ele cuidava de seu lado esquerdo que era o mais fraco. E nesse momento um Vrikolaka saltou sobre ele, mas ele foi empalador pela alabarda de Carla.

– Seu lado esquerdo é fraco – reclamou ela – Mas eu te protejo – completou ela sorrindo e matando mais um vampiro.

Magra saltou do alto da muralha e girou o machado matando mais quatro. Harshepu abriu a porta pedindo silêncio para as crianças, ela olhou para a batalha e abençoou os guerreiros – Brigith ajudemos a passar por este percalço.

Eles sentiram a bênção da deusa e era como se Hikan estivesse lutando ao lado deles.

Naylline desceu correndo dos muros e pulou nos ombros de um vampiro e cravou as adagas em seu craneo. A criaturas caiu, ela rolou e se levantou jogando as adagas em duas direções, elas voaram atravessando os corações de dois vampiros e retornaram para as mãos dela. Ela juntou as adagas que se tornaram uma espada longa, o vampiro mais próximo tentou lhe surpreender, mas ela enterrou a espada em seu coração. Ela puxou e girou a espada para os lados e duas cabeças caíram ao seu lado.

Qestros e Luh olharam boquiabertos para a menina. Ela olhou seria para eles: –  vão ficar parados?

os dois correram para matar som vampiros que tentavam cercalos.

– Quem é você? – disse o Vrikolaka que havia sido perfurado por sua espada e caia de joelho.

– Naylline Ad’Drake – disse ela – Manda um alô para seu mestre no inferno! Gritou ela arrancando sua cabeça.

Dalmerith continuava a coordenar o ataque. Podia ver alguns vampiros fugirem. Ele fez sinal para Elissa, a maga entendeu e jogou uma chuva granizo que fez mais alguns recuarem.

– A vitória é sua Dalmerith – gritou Cegalia limpando os últimos remanescentes do lado leste.

– A vitória é nossa – disse Dalmerith girando a espada e matando mais um.

Os vrikolakas fugiram, mas um deles pegou uma lança no chão e arremessou nas costas de Dalmerith. O guerreiro caiu no chão de joelhos. O Vrikolaka riu – muito longe dali Miner sentiu e disse: Morra – ele caiu morto.

Carla segurou Dalmerith a lança havia atravessado seu peito.

– Me desculpa – disse ele passando a mão ensangüentada no seu rosto.

– Por que? – perguntou ela os olhos lacrimejando.

– Eu não aceitei que você não me amava e…

Carla sorriu para ele as lágrimas saiam dos olhos bicolores dela.

– Eu gosto de você Dalmerith filho de Dalmer. Só que vocês é um príncipe e eu uma órfão.

Carla beijou os lábios de Dalmerith para sentir o último suspiro de sua vida em seus lábios, ela encostou a boca em seu ouvido e pediu sussurrando: – Por favor não morra… Está histórias é sobre nós.

 

 

Resumo Sessão X

638CA7A4-247D-4858-9969-8CA60A0C9BE6Endon mal retornou para o forte e teve que lidar com os esquisitos boatos sobre os avanços de Myllis e Akille. O guerreiro Silvik atualizava todos na sala de jkantar sobre os relatórios de Dalmerith. Enquanto ele relatava, Hikan e Endon observavam um ao outro sem dizer nada: o pior de um mau estar entres duas pessoas eram as coisas não ditas. E ali havia muita coisa não dita.

 

Interrogar Anelack Belford não levará a nada. O sujeito era muito raso, debochado e parecia também não conhecer todos os planos de Akille. Stillgar lembrou da magia que Qevy lhe havia revelado. Comunicação com itens mágicos. Valia a pena tentar para obter informações de outros que estivessem a frente deles. Endon lembrou de seu irmão Aldresh, e tentou contatá-lo.

Aldresh e Endon não se viam desde que o ladino havia trazido Carla para o orfanato. Ele esperava por uma recepção imprevisível, como era normal de Aldresh, mas ele estava abatido pela morte de Rhan. Ele contou que descobrirá que Ayllis havia pedido que Wynfer capturasse Silvik, o herói era uma peça fundamental para o plano da necromante.

Endon passou para os demais, e eles resolveram atacar antes de serem surpreendidos.

Stillgar Ainda pode confrontar Ayllis, antes da viagem. Ela havia conseguido dominar o corpo de Qevy por um breve momento, mas foi o suficiente para o mago se dar conta que era preciso quebrar as alianças com a vampira e fechar com seu grupo.

Eles partiram para o ataque: Hikan, Stillgar, Endon e Silvik. Illeandru foi apenas como guia. Dieghus foi junto como suporte, mas estava muito enferrujado e cansado após.tres anos no mar.

Illeandru mostrou o lugar marcado. Hikan ordenou que ele retornasse para o forte. Endon rastreou quatro tipos de mortos vivos no local: ghouls, inumanos, cães abissais e vampiros.

Eles invadiram a gruta destruindo os primeiros ghouls. Os inumanos tentaram usar suas maldições e mandingas, mas Endon e Hikan pareciam destemidos, Stillgar estava atento, e rápidamente os demônios sucumbiram. Mas logo a ameaça de Winfer chegou. Ela dominou Stillgar o ameacando, feriu Hikan até sangrar, mas com a proteção de Hikan e a ferocidade de Endon, ela também foi subjugada. Endon ainda a finalizou com uma esplosao de gelo de seu sabre que congelou o braço da amazona por completo.

Anel de Ferro e Winfer, os Senhores do Forte pareciam ser imbatíveis agora.

Prólogo: Lendas

Os arqueiros estavam posicionados, as centúrias postadas e o povo de Lyn protegido. Rhan olhou para o cálice de vinho pela metade, e resolveu pegar os sabres. Filinsty olhou para Aylena que fez um sinal de negativo.

– Não irmão – disse Filinsty – Os nossos exércitos irão acabar com eles. De uma chance.

– Eu posso acabar esta guerra sozinho! – respondeu Rhan – Fiz uma promessa a Endon, se eu puder vencer para os filhos dele eu o farei.

– Myllis não luta limpo – advertiu Aylena.

– Mais um motivo para que eu o vença.

Rhan saiu de Lyn montado em sua águia.

 

* * *

Laura entrou no salão e viu dois criados arrumavam a armadura em Cahethel.

– É verdade então? – Ela perguntou cruzando os braços e se recostando na parede.

– Eu matei Traumat – falou Cahethel – Sou eu quem ele quer. Vou derrotá-lo antes que ele vá atrás de Stillgar. Nossa filha está no forte, esqueceu? A culpa é minha, eu resolverei.

Laura caminhou até o esposo, fez sinal para os criados saírem.

– Eu nunca tentei dissuadi-lo meu amor – disse Laura amarrando o peitoral enquanto os criados saiam – Sabia quem eras quando te conheci, sabia quem eras quando nos casamos, e nunca quiz mais de você. És Cahethel Dimitriel. Nunca sonhei que envelheceríamos juntos. Sei que meu futuro é morrer velha, sozinha em uma cadeira de balanços segurando tua capa e lembrando as histórias do maior herói deste continente – ela não conseguiu evitar uma lágrima – Vença Kille ou morra tentando, mas nunca: Digas que este mal que atinge nosso mundo vem de você meu querido.

Cahethel beijou Laura como se fosse o último… ou o primeiro beijo.

* * *

Rufere olhou para seus homens. As ordens de Advenne eram muito específicas, mas ele não queria lutar uma guerra por Enzigh contra Akille e Wynfer. E agora com a morte do rei não havia razões para pensar em manter os antigos votos.

– Adina – chamou Rufere – Leve está mensagem para o inimigo.

– Queres que eu leve uma mensagem para o inimigo? – perguntou a jovem amazona confusa.

Rufere acentiu e Adina percebeu que os Chamouths iriam se unir a Kille. Mesmo contra a vontade de seu pai. Ela pegou a mensagem em partiu a cavalo.

* * *

Os Morlochs abriram para a passagem para Cahethel, eles desejavam provar a carne do humano, mas nenhum deles se arriscaria a enfrentá-lo. Vorbzth guiou o cavaleiro de armadura brilhante até o acampamento de Kille. O guerreiro viu a chegada do desafeto, e sorriu sarcástico.

– Sabia que eras corajoso, mas nunca pensei que fosse burro – disse Akille rindo.

Cahethel tirou a capa e a deixou no chão. Não desembainhou a espada, resolveu aguardar.

– Eu desejava apelar para a bondade que outrora nos fez aliados – começou Cahethel – Mas eu vi as atrocidades que cometeu. E não posso perdoa-lo.

– Entendo – disse Akille rindo e pegando a espada Gloriosa e a tirando da bainha.

Agora Cahethel pegava Rarkbanth e a retirou da bainha.

– Lembro de quando meu pai lhe deu Rarkbanth – disse Akille – Ele contou a história do lago e tal. Que era uma espada de muitos mundos… tinha um nome que ela era adotada naquela língua estranha…

– Bretão – falou Cahethel sem emoção.

– Exato – Chamouth riu ignorando o ódio de Cahethel – Escalibur! Era como eles…

– Cale a boca Akille! Nao finja que somos velhos amigos. Tu te corrompeu e agora acabou.

Cahethel puxou a Rarkbanth e se preparou para o combate, Akille puxou Gloriosa, mas a arma voou para o centro do combate e emanou uma forte luz.

– Que isto – Akille esticou a mão para puxar a arma, mas ela não obedecia – venha porcaria de arma.

– Deverias ter estudado a sua espada e não a minha.

Gloriosa desapareceu com um último brilho e foi encontrar um guerreiro mais digno.

– Em nome do teu irmão irei lhe dar uma chance de se entregar – disse Dimitriel.

Akille fechou os olhos e se concentrou.

– Não seja imbecil Akille!

o riorniano gargalhou é uma sombra tomou seu sorriso. Uma energia emergiu em sua mão transformando a pedra Shuoa em uma espada.

– Meu nome – ele abriu os olhos sério – é Kille!!!

Cahethel Correu para cima de Kille brandindo a espada, mas a espada Shuoa interrompeu a lâmina de Rarkbanth e um estrondo ecoou.

* * *

Myllis saltou sobre Rhan, mas o guerreiro elfo esquivou e fez dois cortes rápidos nas costas do vampiro. Ele dançou um pouco sorriu para Rhan e seus ferimentos se regeneraram.

– Você continua liso – rebochou Myllis.

– E você é lento – Rhan bateu os sabres criando dois brilhos solares em suas lâminas – Truque novo!

Myllis ficou sério.

Rhan atacou, rapidamente Myllis esquivava, mas voou para longe quando percebeu que a luz das lâminas o feriam apenas passando perto de seu corpo.

– Maldita seja Ixchel – gritou Myllis – Lâminas do cacete!

– Hoje iras morrer Myllis – Disse Rhan mirando a arma não direção dele – Acabou!

Myllis esquivou para sair do feixe de luz emitido pela arma. Era preciso um plano B. Ele fez sinal para a escuridão e uma dezena de vampiros ghouls surgiram.

* * *

– Podemos confiar nela – perguntou Aldresh olhando serio para Adina – Ela chega em nosso acampamento dizendo que os Chamouths vão se aliar a Akille, que aliás é um Chamouth! E agora devemos confiar que Ela, que aliás, é uma Chamouth, vai nos ajudar?

– Por que você sempre fala tanto? – perguntou Dreshylin impaciente.

– Faz parte do meu charme – debochou Aldresh.

Adina resmungou com tédio:

– Os dois poderiam parar de namorar e me dar uma resposta.

– Deixamos a resposta para ela – falou Aldresh olhando para Miner que observava pensativa – Ela é a líder.

Adina encarou Miner, e a maga não recuou. Estava diante de talvez da melhor espada do continente. Mas não esperava lealdade dela diante do próprio irmão, sabia e entendia de pessoas indecisas.

– Os planos são verdadeiros? – perguntou Miner.

– Você sabe que são!

As duas se olharam com muita frieza sem dizer nada.

– Confesso que vocês se olhando assim me deixa um pouco enciumado -disse Aldresh – Mas tá um tesão…

 

* * *

Um novo corte que feriu Kille novamente.

– Nunca se deve trocar uma espada mágica no meio de uma batalha. Uma lição…

– Uma lição de Traumat – respondeu Kille apertando o ferimento novo no braço direito – Caso não lembre, ele era meu irmão. E você…

Kille atacou duas vezes Cahethel, mas a espada foi aparada com facilidade, e ele respondeu com um contra ataque feroz, enterrando a espada no abdômen de Kille.

Cahethel caminhou ao redor de Kille e preparou a arma:

– Sinto muito Akille – falou Dimitriel.

Kille olhava o sangue se acumular em uma poça em sua frente.

– Sabe – falou Kille com dificuldade – Eu sempre soube que não seria páreo para você…

– Diga a Traumat que eu sinto muito…

A espada atravessou o peito de Cahethel. É uma voz falou em seu ouvido:

– Diga você mesmo – disse Ela.

Cahethel caiu de joelhos e encarou ela nos olhos:

– Azhaela… – disse ele sem acreditar que estava diante de sua prima – Por que….

– Meu nome é Saturway – disse ela cravando a arma no coração dele.

Cahethel olhou para o céu que se punha, viu a imagem de Laura. Imaginou ela sentada em uma cadeira de balanços. Pensou em não lamentar ter falhado em seus últimos segundos de vida, e sim agradeceu a Amabel por ter amado aquela mulher.

Os olhos de Cahethel se fecharam para sempre.

Kille se levantou. Ele nao permitiu que os Morlochs devorassem sua carne.

* * *

Ayllis viu quatro cavaleiros chegando em seus domínios. Ela havia mudado de covil a pouco, era impossível alguém conhecer sua localização: a não ser que fosse Miner.

– Destrua-os – gritou a vampira para sua horda de ghouls, ela não pagaria para ver.

Miner ergueu a mão e um exército de guerreiros saiu da floresta para interceptar a horda. Ayllis riu, ela enxergava reforços para seu exército de mortos-vivos. Contudo, um instante antes do embate, a maga conjurou sua magia: – Pandemônio!

Os ghouls hesitaram, quando perceberam que os soldados não eram homens e mulheres comuns e sim os paladinos de Digared. Todos eles estavam lá e cada um deles empunhava uma espada Gloriosa. Apenas Ayllis enxergava a verdade, homens de lanças e armas comuns destruindo seus ghouls amendrotados.

– Maldita ilusionista – gritou Ayllis irritada.

Os três cavaleiros de capa negra tiraram suas capas e partiram para cima dos líderes vampiros da bruxa. Adina arrancou a cabeça do primeiro, Aldresh disparou duas setas no coração das vampiras sacerdotisas. e enquanto ele sacava sua espada, Dreshylin empunhou seu emblema de Ividinia e amedrontou os vampiros lanceiros. Adina e Aldresh só tinha-me o trabalho de cortar os desgraçados.

– Isto acaba hoje – gritou Ayllis olhando e apontando o dedo para Dreshylin – eu te ordeno: Morra!

Uma energia maligna tomou o corpo do clérigo.

– Eu Não Permito! – falou Miner invocando sua magia.

A energia se dissipou.

Ayllis olhou irritada para Miner. Ela sacou sua espada de osso e se teleportou para frente da menina, o Corte foi rápido e perfeito no pescoço da maga: mas era uma ilusão. Miner surgiu voando no alto e arremessou uma chuva de adagas de fogo. Ayllis se metamorfoseou em um enxame de mosquitos e as adagas passaram entre o enxame. Ayllis fez um tornado que se movia não direção dos soldados, Miner fez uma onda de vento quente que dissipou o redemoinho.

As duas magas se encararam frente a frente.

– Vou destruí-la ruiva – gritou Ayllis – Que truques a mais você pode usar? Eu sou uma deusa!

– Eu também trouxe um deus – disse Miner – Invocação Lendária!

Uma luz surgiu atrás de Miner e um grupo de pessoas saiu de dentro da claridade: a vampira não podia acreditar, Ralephar, Endon, Safira e Andryt. Eles correram não direção da vampira, mas de trás dos quatro surgiu ele!

– Pega ela papai! – gritou Miner para Enzigh que corria com sua espada vorpal.

– Maldita Planewalker! – gritou Ayllis puxando toda sua energia mágica.

Prólogo: Menos um, mais Uma

Um mensageiro cruzou o acampamento de campanha. Ele entrou sem cerimônias na tenda real, só depois lembrando de se ajoelhar diante do príncipe Dalmer, filho de Enzigh.

– Alteza – falou ele olhando para o chão.

– Levante-se Ferinth filho de Gonabyll.

Fenrish e Éverith, os irmãos bastardos de Dalmer, olharam para o mensageiro com visível semblante de desilusão.

– O rei, vosso pai – disse Ferinth – Ele foi assassinado.

– O que? – gritou Dalmer.

Fenrish, se ajoelhou no chão e levou as mãos ao rosto. Éverith socou a viga da tenda, depois gritou enfurecido. Dalmer olhava com os olhos cheios de lágrimas, era impossível acreditar que o heróis dos heróis, o rei dos heróis, o seu maior herói havia morrido.

– Myllis – disse o mensageiro.

– Quero todos os meus homens aqui – Dalmer gritou.

– Espere – alertou Fenrish – Envie uma guarnição para Miner e Dalmerith.

– Não será nescessario se eu matar este desgraçado – disse Dalmer pegando sua espada.

Éverith colocou a mão no ombro do irmão e olhou friamente para ele.

– Há momentos para ser um menino mimado e outros para ser um homem responsável – disse Éverith – A sua vingança será a nossa, mas devemos guardar aqueles que estão vivos antes de honrar os que se foram.

Dalmer acentiu concordando.

* * *

– Enzigh morreu? – perguntou Wesnayke alegremente – Quero cem centúrias agora. Devemos dominar o Decado.

– Estamos em guerra com os Morlochs! – alertou Oberyan.

– Enzigh estava – disse Wesnayke – Ele morreu e perdeu. Deixemos os Morlochs e Akille dominarem nossos inimigos, vamos proteger Claymor. Nossos aliados verão que a vitória está do nosso lado quando os Landrehas e Chamouths perderem.

Tricinia e Oberyan olharam para o plano que Wesnayke fazia no mapa de Digared, retirando os apoios.

– Se recuarmos aqui, perderemos muitos aliados!

– Eles não são Claymornianos – respondeu Wesnayke.

– Azhaela é sua esposa! – falou Tricinia.

Wesnayke sorriu.

 

* * *

Os avanço sobre as unidadades inimigas eram lentos, cada hectare era disputado a Ferro e fogo. E o sangue de cada homem e mulher era sentido pelas centúrias que aos poucos pareciam menos se parecerem com este nome. Azhaela viu diversos de seus homens destroçados pelos Morlochs, alguns lutaram ao lado de seu pai, outros eram filhos de seus mentores, e cada um dera tudo para aquele avanço. Era uma vitória que se aproximava.

Os morlochs mandaram toda sua infantaria, era o desespero. Era o momento dos Treze. Ela fez sinal para que Tidra da bandeira fizesse o movimento de avanço da elite.

Tindra correu e brandiu a bandeira.

Os morlochs avançaram rapidamente, os soldados de Azhaela gatinham com as lanças nos escudos aguardando o momento em que os treze deceriam a planície com a cavalaria. Era uma contagem regressiva. Os homens gritaram no momento em que a elite chegaria…

Mas ela não venho.

Os morlochs avançaram. Azhaela olhou para a colina e nada. Ela viu Tindra brandindo mais forte a bandeira, um Morloch mais avançado lançou uma lança pesada que atingiu a amazona no peito, a arremessou três metros para trás e a manteve empalada no meio do campo de batalha.

– Formação! – gritou Azhaela.

As Laranjas Furiosas se prepararam para o embate com os Morlochs que derrubaram as duas primeiras fileiras como se fosse milho e em poucos segundos destroçaram a terceira, quarta, e quando Azhaela tocou no toque de recolher, já não possuía mais exército.

Morlochs foram despedaçados pela espada flamejante de Azhaela, mas eram muitos e rapidamente ela fora vencida e levada como prisioneira.

 

Akille e Winfer vieram ver os prisioneiros das nove batalhas vencidas: Azhaela era a mais conhecida. Winfer se aproximou da amazona de cabelos laranjas e a encarou com desprezo. Havia sangue em seu queixo e olho.

– Os demais levem para os Morlochs – gritou Winfer apontando para os tenentes de Azhaela – Eles estão implorando a dias por um churrasco.

Os prisioneiros gritaram pedindo misericórdia, mas nem Wynfer e Akille foram complacentes. Azhaela arregalou os olhos: isto não era guerra, era extermínio.

– Você não é assim Akille – disse ela tentando lembrar o guerreiro – Você é o guardião da Gloriosa.

Wynfer riu da rival e chutou sua boca.

– Cale-se vadia! – disse ela puxando o cabelo de Azhaela e arrastando ela pelo chão – Olhe para isto!

Azhaela viu as piras de corpos de seus homens sendo queimados. A batalha havia comprometido a guerra: Cahethel, Lucas, Rhan e até mesmo Aradiana, todos haviam perdido. Mas apenas ela fora capturada.

Akille se agachou frente a frente com Azhaela:

– Lembro daquela campanha em Monkoles? – perguntou ele amigavelmente – nós vencemos um grupo de ananasis que com aqueles Moggs fedidos. Recuperamos a coroa do rei dos Minotauro. Aí fomos comemorar e aquele Minotauro de dentes tortos tinha apostado que a gente ia se beijar depois da meia noite…

– Era ano novo – completou ela – Era tradição nohëan de beijar a meia noite.

– Nos falamos dezenas de vezes não somos nohëans – disse ele.

– Mas eles achavam que todos os humanos eram noheans.

– E a meia noite eu queria muito te beijar – confessou ele.

– Eu também – disse ela sem tirar os olhos dele – Mas Beckya…

– Nem éramos namorados ainda mas…

– mas eu sabia que vocês ficariam juntos – completou ela – Éramos amigas e ela falava que iria casar com aquele riorniano de olhos de duas cores.

– Um Riorniano é uma Claymorniana.

– Uma claymorniana e um riorniano – disse ela, os olhos de Azhaela ficaram confusos, como ela lembrou de Beckya? Ela nunca ouvira este nome antes. Mas agora lembrava-se de seu cheiro, das festas de debutantes, das confissões de adolescentes, do dia em que ela lhe contara que estava grávida de Carla – Carla!

Akille levantou-se e mecheu na pedra Shuoa.

– Você entende? – disse ele – Por isto fiz o que fiz. Eles me tiraram tudo. Me tiraram Beckya e Carla.

– Mesmo assim Akille isto não é justificável.

– Kille! – gritou ele colocando a pedra na espada Gloriosa – Este é o nome que a pedra me deu. E a pedra clama por vingança. A vingança pela mulher que eu amei. Pela sua amiga.

Azhaela olhou confusa, seus olhos se fixaram na púrpura da gema que brilhava:

– Isto é errado -disse ela.

– Errado é terem tirado Beckya de nos. É Wesnayke ter te usado para chegar ao trono. Tua deusa Sarah não ter lhe atendido nesta batalha – ele encostou a pedra na testa dela.

– Wesnayke! – a pedra mostrou Wesnayke em uma orgia, a pedra não mentia, apenas mostrava. Enquanto ela fora humilhada, seus homens devorados vivos, Wesnayke brindava e transava com vadias.

O cabelo laranja de Azhaela se tornou fogo e Wynfer se afastou para não se queimar.

– Sarah me abandonou – disse ela – Este mundo caótico não tem espaço para ordem. Apenas o caos pode governar. O mais forte pisa no mais fraco.

– O que a pedra te diz Azhaela? – perguntou Kille.

Ela virou o rosto rapidamente para ele o encarando com fúria:

– Azhaela morreu – o cabelo dela queimou completamente ficando negro – Meu nome é Saturway!