A Criação

A Criação

No princípio não havia nada. Nem planaltos, florestas ou montanhas. Apenas o NADA…

O Nada foi se preenchendo de envelhecimento, o tempo trouxe o pó, e pó o acumulo, e o acumulo a matéria. A matéria preencheu o espaço, acabando com o NADA e criando a sombra. Agora o NADA dava espaço a Luz e as Trevas.

No entanto as duas forças não sabiam viver em pacifica harmonia, e a disputa pelo espaço entre as duas criou um atrito fez-se uma grande explosão: E dessa explosão fez-se dois seres: Ividinia e Daynamorsh.

Ividinia surgiu no meio do nada, retratada pela luz e as trevas. Seu corpo era uma escultura perfeita que deu nome á beleza, fez presente como uma imagem a ser ADORADA. Já Daynamorsh tomou a forma do poder e da força, fez presente como uma imagem a ser TEMIDA.

Os cabelos de Ividinia encheram-se neste nascimento e tão perfeitos eram: nem claros ou escuros um misto da luz e das trevas, e sobre cada lado de seu corpo fez presente as duas forças elementais que deram origem a sua vida.

Ividinia

Ela então, banhou-se no Nada seu berço natal, que se fez novamente, pois tudo o que no espaço um dia existiu, fora usado para criar Ividinia. De pé sobre o vazio, girou em torno de si infinitas vezes e com o doce balanço de seus cabelos cobriu o nada de lufadas de ventos. Esta dança inocente e lasciva perdurou por duas vezes o infinito e após o fim da dança, o Vento malicioso, vibrou em vida e virilidade: Tomou Ividinia em seu sexo e força vital pura e fértil, e a engravidou em sua dança-paixão: assim nasceu Digared.

Princípio

Após a criação de Digared, as forças da Luz e das Trevas invejaram o poder magnífico de Ividinia e buscaram assemelhar-se a ela com esta forma: assim surgiram as deusas Brigith e Ixchel – irmãs gêmeas e inimigas mortais.

As duas lutaram pelo controle do céu, já que o controle da Terra era de Ividinia por direito. Brigith saiu vitoriosa, e Ividinia escondeu Ixchel abaixo da terra, para que sua irmã não a destruísse. A deusa das trevas ficou lá, a espera do dia em que saborearia sua vingança.

Brigith iluminou o mundo, e a luz trouxe a vida, o toque da luz sobre a terra gerou cinco filhos: Fogo, Terra, Ar, Água e Vida.

O Fogo era o filho mais forte, e Digared, filho de Ividinia, o batizou de Kan-Kaos: “Senhor da Força”.

A Terra trouxe o solo fértil e gerou uma imensidão de florestas e plantas que coloriram o mundo. Agradecidos, Digared lhes deu o solo, e Brigith as alimentou com a luz. Assim sua mãe a batizou de Govenga: “Dama do Verde”.

O Vento correu pelo todo o mundo, para fazer algo mais grandioso que sua irmã, só que ao conseguir preencher todo o mundo, acabou por perder sua forma e se tornou invisível, mas ainda presente. Seu pai lhe batizou de Mur-Hay: “Que não vemos, mas existe”.

A Água por ser mais generosa, saltou sobre o mundo e preencheu os espaços que Mur-Hay não tocava, se doou como nova fonte para as plantas e se tornou incolor para refletir o céu azul iluminado por sua mãe. Assim fizeram-se os oceanos, rios e mares. E Brigith a chamou de Furrinália: “Amável filha e irmã”.

A quinta filha mais tímida não quis disputar espaço com seus irmãos e Deusadecidiu viver para servi-los. Ividinia tomou-a como sua pupila e a ela batizou de Amabel, “Vida” – lhe entregando o dom da vida, abdicando da graça de gerar novos filhos.

O Céu, a Terra e os oceanos estavam prontos, agora era a tarefa de Amabel entregar aquele mundo para seres que merecessem aquilo tudo e adorassem os deuses. Assim Amabel criou os Lemurianos.

Os lemurianos povoaram o mundo e viviam em harmonia, eram a imagem e semelhança dos deuses e muito próximos a eles. Embora tivessem o poder para criar outros seres, eles não queriam dividir o mundo com outros, assim eles só criaram criaturas inferiores a eles: os animais.

A Guerra Lemuriana

Ividinia e os demais deuses supriram suas necessidades de serem adorados pelos lemurianos. No entanto, no escuro, Daynamorsh começa a ver como era perfeito o mundo de Ividinia, e como seria ótimo ter todos os deuses e lemurianos lhe servindo como escravos. Então Daynamorsh foi até Ividinia para lhe tomar o mundo.

Guerra Lemuriana

Os dois irmãos lutaram um com o outro e os demais deuses ajudaram Ividinia, mas Daynamorsh era poderoso demais para eles.

Na primeira batalha os deuses apenas afugentaram Daynamorsh, mas ele desceu até as geleiras e trouxe consigo os dragões brancos. Os dragões atacaram os lemurianos congelando seus lares e destruindo tudo.

Brigith trouxe os relâmpagos dos céus e deu a Angreifer, um guerreiro lemuriano, que pegou os trovões e liderou seu povo para destruir os dragões brancos. A segunda batalha fora vencida pelos lemurianos, e Angreifer se tornou o herói da Guerra.

O dragão deus irado com a derrota mergulhou no pântano e trouxe os dragões negros que atormentaram os lemurianos com o acido. Angreifer lutou contra eles, mas eles eram fortes demais. Vendo que a derrota estava por vir, Kan kaos deu as lavas dos vulcões a ele para derrotar os dragões negros. Mesmo assim eles eram muitos, e uma lemuriana chamada Lucyane pegou os trovoes e junto com o novo o herói da Guerra derrotou os dragões do pântano.

Com mais uma batalha perdida Daynamorsh trouxe das florestas os dragões verdes, das águas os dragões azuis e dos vulcões os dragões vermelhos, e ainda chamou Ixchel e ofereceu a ele a cabeça de Brigith caso ela o ajudasse.

A deusa das trevas entrou em Lemúria, o reino dos lemurianos, e começou a corrompê-los. Luperqalia, esposa de Angreifer, roubou as lavas de fogo, e Onajara irmã de Lucyane, roubou os trovões.

Agora desarmados, os heróis lemurianos não tinham muita chance contra um exercito três vezes maior que o anterior e ainda muito mais forte. Mesmo assim, Angreifer e Lucyane levaram seu povo para a guerra, mas pereceram por fim.

Os dragões agora rumaram para vencer os deuses, Kan Kaos vendo que o era dos deuses estava por fim, mudou de lado. Os dragões tomaram o Velho Pico, onde os deuses viviam. Eram em muito maior numero que os deuses. Quando a vitória de Daynamorsh parecia uma questão de tempo, cinco dragões chegaram ao pátio de Amabel para matá-la. O mais forte deles quando olhou nos olhos da adorável deusa viu como seria o futuro do mundo nas mãos do deus dragão. Assim ele e seus quatro companheiros se uniram a ela para vencer a guerra pelos deuses. Amabel deu aos seus novos aliados a benção divina, e todos eles tiveram suas escamas revestidas por metais nobres e eles se tornaram os cinco dragões metálicos.

Os dragões metálicos, liderados pelo dragão Aurus, lutaram contra milhares de seus irmãos e os derrotaram. Assim acabava a quarta batalha.

Ividinia agradecida pelos dragões lhes deu a dádiva divina assim como para Angreifer e Lucyane que se tornaram deuses da Guerra e da Justiça. Angreifer ainda pegou o fogo de Kan-Kaos, que traiu os deuses.

A batalha final estava por vir: Angreifer montou em Aurus, o dragão dourado, Lucyane em Argento o dragão de prata, e mais três heróis lemurianos montaram os demais dragões: Laerautos (Bronze), Ferium (Ferro), Cuprunio (Cobre). Angreifer e Aurus lutaram contra Daynamorsh enquanto os demais lutaram com Kan-Kaos e Ixchel. O dragão deus era infinitamente mais poderoso e conseguiu subjugar Aurus, mas enquanto Daynamorsh infligia o golpe fatal em Aurus, Angreifer conseguiu cravar a lava de Kan Kaos nele. O Dragão deus caiu em Digared, e Lucyane o confinou no vulcão (hoje conhecido como Vulcão de Daynamorsh).

Lemuria

Após a guerra, os lemurianos nunca mais foram os mesmos. Acreditando que apenas por causa deles os deuses estavam a salvo, eles passaram a não mais adora-los.Lemuria

Para tomar novamente o controle da situação, Ividinia mandou Kan Kaos para o Deserto da Agonia. Mas isto não intimidou os lemurianos. Então, enfurecida com a situação, Ividinia castigou Luperqalia e lhe deu o dom da morte: sua missão era matar todos os lemurianos e todos os demais seres, um a um, aleatoriamente para sempre.

Vendo que o Velho Pico não é mais um local seguro, os deuses separam Lemuria de Digared. Os lemurianos foram expulsos, alguns para Digared outros para o deserto da Agonia.

Elfos

Com o fim da guerra, as florestas de Digared ficaram completamente destruídas. Era necessária muita força para que Govenga pudesse reconstruir tudo novamente. Assim, a deusa abriu o último carvalho vivo e retirou de dentro dois elfos. Deu a eles a missão de plantar e reconstruir as florestas e também zelarem por elas.

Anões

Com o intuito de possuir servos para saciar sua compulsão, ela roubou um pouco das lágrimas de Amabel enquanto esta dormia. E na escuridão das montanhas ela criou uma raça fisicamente adaptada e forte para o trabalho em minas: Assim nasceram os anões.

Onajara

Onajara fugira de Lemuria com medo que Lucyane ou Ividinia a castigassem por sua traição. Visando sua salvação, ela desceu até o Deserto da Agonia a procurou Kan Kaos, que embora estivesse enclausurado, tramava uma vingança contra Ividinia e os outros deuses.

Ela jurou obediência e adoração ao maligno deus que lhe concedeu uma adaga feita do ferrão de um escorpião, para que ela drenasse o poder de Amabel.

No entanto quando a lemuriana consegue drenar a deusa, ela é impedida por Luperqalia, que se arrepende da traição e impede Onajara, mas que ainda assim foge com uma fração do poder de Amabel.

A lemuriana volta para Kan Kaos, agora como uma deusa, e a união dos dois deuses gera as raças dos Orcs, Trolls, Gigantes, Ogros e outros.

Os filhos de Onajara e Kan-Kaos chegam a Digared, para acabar com a Era dos Elfos e Anões.

A Guerra Humanóide

Os gigantes, ogros e trolls começaram a destruir as florestas dos elfos: Incêndios, desmatamentos, poluição dos rios. Enquanto isto orcs invadem as minas dos anões destruindo suas casas e famílias de forma covarde e devastadora.

Os elfos defendiam os interesses de Govenga e os Anões os de Lucyane, no entanto os filhos de Onajara lutavam pelas mesmas coisas: extinção das duas raças. E ainda assim as duas deusas se recusavam em entrar em um senso comum e se unir contra a nova ameaça.

Ividinia não permitia mais que os deuses saíssem de Lemuria para intervir devido á devastação que isto acarretaria.

Em segredo dos demais deuses, Amabel havia abrigado alguns lemurianos, aqueles que possuíam alguma bondade e foram injustiçados. E junto a eles recrutou os melhores de cada espécie de animais. Ela os uniu e misturou os animais aos lemurianos criando assim os centauros, faunos e outros seres que vieram agora a intervir a favor dos elfos e anões.

Humanos

Não se sabe ao certo de como os humanos chegaram à Digared. Muitas lendas e mitos fizeram crer que os humanos eram tão antigos quanto os elfos e anões, mas é mais provável que eles tenham surgido após a guerra dos humanóides.90089

Dessa forma a lenda mais coerente é que Amabel tenha se interessado por um lemuriano cujo nome se perdeu na historia e com ele teve filhos humanos.

A literatura élfica fala que os humanos surgiram como animais selvagens. Foram escravizados por lemurianos mágicos, e que mais tarde foram destruídos pelos próprios humanos. Os anões referem-se aos humanos apenas na era do dragão de bronze, não fazem analogia sobre sua origem e tão pouco sobre seus antecedentes.

Alguns povos humanos referenciam suas origens como filhos de Amabel e outros como filhos de Onajara e Kan Kaos, que se rebelou contra os deuses. Os nohëans por sua vez acreditam que foram forjados nas lavas do fogo como armas de Angreifer. Já os mantaros aceitam a origem de Amabel, mas acusam os rayvodios de serem filhos de Onajara; o que é negado por eles, que acreditam serem descendentes diretos de lemurianos antigos devotos de Ixchel.

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1 Comentário

  1. definitivamente uma ótima pagina web feita por quem gosta do cenário medieval desenvolvido por si, e nada melhor do que um trabalho bem feito, parabens.


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